Mostrando postagens com marcador viagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador viagem. Mostrar todas as postagens

novembro 30, 2016

Viajando de ônibus com crianças pequenas

Olá amigos!
Faz tempo que não apareço. Tenho andado meio sem inspiração para escrever, sem assunto e sem foco, mas de vez em quando surge uma ideia e gosto de vir compartilhar com vocês.

Hoje decidi aproveitar meu conhecimento de causa.
Tenho visto por aí várias mães que irão fazer viagens de ônibus com os bebês ou crianças pequenas e estão ansiosas/apreensivas. Como vai ser? Vai dar tudo certo? O que levar? O que não levar? Dúvidas, dúvidas...

Eu viajo com a Had de ônibus com certa regularidade desde... desde sempre!
Desde bebezinha.
Correção: desde a barriga. Mas essa parte nem conta, já que vai junto para onde a mamãe vai. Hehehe. Nessa fase não dá trabalho nenhum, a não ser na hora de usar o banheiro para os incontáveis xixizinhos de grávida.

Mas então. Depois que nasce, cada fase tem seu encanto, e seus desafios também.
Nosso trajeto é geralmente o mesmo: sair de Curitiba e ir para Florianópolis. Voltar pelo mesmo trajeto. Uma viagem de 5 horas de ônibus, em média. Quando é vêspera ou fim de feriado ou alta temporada (verão e início de outono, que em Floripa ainda costuma ser bastante quente), é de se esperar certo atraso na estrada, assim como também quando aconteceu algum acidente. Já fiquei até 8 horas na estrada neste mesmo trajeto, o que não é nem um pouco divertido. E não tem o que fazer! Um verdadeiro teste de paciência.

Mas então, vamos aos pontos:

* Horário de viajar
Quando é um bebê pequeno, o horário é meio que indiferente, porque as sonecas são muitas. Viajei com a Had com um mês e meio e depois com cinco meses, e foi super tranquilo. É só botar o peito pra fora e voilá, bebê sossegado, mamãe feliz.

(Aliás, até hoje a mais poderosa "arma" para a tranquilidade nas viagens é essa: peito. Resolve fome, sede, sono e até tédio se for o caso. Mas claro, isso é o nosso caso, em que aos quase 2 anos e 9 meses ela "ainda" mama).

Mas enfim, estava falando de horário para viajar.
Depois que passou a fase dos primeiros meses e o bebê já não dorme tanto durante o dia, começa a engatinhar, andar, e tem muita, muita energia, eu comecei a preferir o horário da noite para viajar.
Não tarde de noite, mas o entardecer e a parte do horário de dormir. Assim, ela fica acordada no início, come alguma coisa e depois mama e dorme até chegar.
Poucas vezes ficou acordada até a metade do caminho. Em geral, depois da primeira hora já vai se arrumando para dormir.
Fazendo assim, chegamos ao destino perto das 23 horas ou meia noite, o que dá uma bagunçada no sono porque ela acorda quando chegamos, mas nada muito grave. E assim, a viagem é tranquila.

Mamazinho salva
Das vezes que por um motivo ou outro tivemos que viajar durante o dia, foi um pouco mais complicado. Crianças pequenas não entendem e nem conseguem seguir o conceito de "ficar quieto". É contra sua natureza. Nessas ocasiões, ela queria ir ao chão, engatinhar, andar pelo corredor, etc. e ficava bem chateada de ter que ficar no colo. Diferente do avião em que precisando, dá para esticar as pernas no corredor quando tudo está tranquilo, no ônibus não é nem um pouco recomendado levantar da poltrona. Cada curva ou freada pode causar um tombo!
Mas enfim, não tem como esperar algo diferente de uma criança pequena! Por isso, a solução é mesmo evitar os horários durante o dia.

Também fomos certa vez em uma excursão ao Rio de Janeiro partindo de Curitiba. Viajamos a noite inteira e a manhã do dia seguinte. A Hadassa tinha acabado de completar um ano. A parte da noite dormiu super bem sobre mim, e foi muito tranquilo, mas depois que amanheceu... misericórdia. Foi longa e cansativa essa viagem!
 
 
Oi. Mamãe. Quero ir para o chão. Mamãe. Quero brincar. Mamãe.
 
* Brinquedinhos
Mesmo escolhendo o horário para viajar para aproveitar as horas de sono, é preciso estar prevenida. Mesmo sendo raro, já me aconteceu de ela não dormir nada durante a viagem! Para esses casos, é importante estar munida de brinquedinhos e atividades para manter mãozinhas e olhinhos entretidos.
Uma criança entediada é algo que ninguém quer encarar, especialmente dentro de um ônibus!

Para a fase de bebê, optava por bonecos fofinhos, fantoches, espelhos inquebráveis, etc.
Viajar de dia = criança acesa
Agora que ela está maiorzinha, carrego uma ou duas bonequinhas sem seus sapatinhos ou outros acessórios pequenos que possam se perder, livrinhos para leitura e algum livrinho para pintar também, junto com alguns lápis ou giz de cera.
Sobre este ponto, dou na mão dela só um lápis de cada vez. Mais do que isso, há grandes chances de que os derrube e fiquem rolando pelo chão do ônibus todo. Por isso, jamais dou a caixinha toda!

Gosto muito do material que tem neste link do Dating Divas. É só imprimir e pronto! Para as viagens, escolho algo que envolva pintar e não recortar, por razões óbvias (por exemplo este). Os de recortar ficam para fazer em casa. Vejam lá, tem ideias ótimas.

Sou terminantemente contra os kitzinhos de "desculpas pelo barulho" que muitas mães levam para dar aos outros passageiros que estão perto. Afinal, cada um tem seu nível de incomodação. Uma senhora ou um adolescente, por exemplo, podem ser igualmente irritantes com barulhos, sacolas, pancadas com sacolas indo e vindo, sem mencionar pessoas que falam ao celular dentro do espaço confinado do ônibus (aconteceu nesta última viagem, inclusive). Mas... por que motivo esse tipo de incomodação é socialmente aceito, mas o choro/movimento de um bebê que se sente desconfortável causa tantos olhares tortos? Acaso não fomos todos bebês/crianças um dia?

Mas enfim, mesmo sendo contra os kits, acredito na boa convivência por parte de todos, e de cada um fazer o seu melhor. Então, quando escolho os brinquedos para levar na viagem, escolho os que não sejam barulhentos e os que não tenham muitas peças que possam se desmontar e rolar por baixo dos bancos. Nada de instrumentos musicais, brinquedos de pilha e pecinhas soltas!
É interessante mostrar os brinquedos aos poucos, um primeiro, esperar brincar e dar outro só quando cansar. Se não, brinca com tudo de uma vez, cansa e logo está entediado.

* Lanchinhos
Estômago de crianças, sabemos, é pequeno. Então, sentir fome durante a viagem é algo bem normal. Para o sucesso da viagem, não queremos que a criança esteja com fome e consequentemente fique irritada. Lanchinhos são fundamentais, e nessa hora pecar pelo excesso é bem melhor do que pela falta, até porque, como já mencionei, é preciso levar em consideração os atrasos na estrada.
Como estamos em um ônibus, não existe a opção de parar em qualquer lugar e comprar algo.
Minha "despensa viajante" inclui em geral:
  • Biscoito "de sal", mas não muito salgado ou temperado, pois vai dar mais sede e consequentemente mais vontade de fazer xixi.
  • Biscoito doce "mas não muito", para evitar a agitação de um pico de açúcar, o que seria difícil de lidar no espaço confinado.
  • Algumas frutas fáceis de comer, como banana e maçã. Ou mesmo até um potinho com fruta cortadinha em pedaços pequeninos.
  • Uma garrafinha de água. Já levei um suquinho e ela adora, mas outra vez pela questão do açúcar, prefiro levar água mesmo.
  • Um agradinho: gosto de comprar uma bananinha passa coberta com chocolate que a Had adora, e não contém açúcar. Mas deixo reservada para um caso especial em que tenha que usar comida para distrai-la.
Bebê com sede não dá não!
No Brasil, os ônibus executivos em geral tem copinhos de água, mas pelo sim pelo não, prefiro sempre levar minha própria garrafinha. Não dá para confiar que vai ter e acabar ficando com sede se não tiver! Uma vez confiei que iria ter água porque comprei no executivo, mas na última hora tiveram que colocar um ônibus extra que não era executivo e passei a viagem toda com sede.
 
Um biscoito que a Had gosta muito é o de polvilho e às vezes levo, mesmo sabendo que faz barulho para comer e faz uma migalhada braba (pelo menos não é fedido). Salgadinhos não consumimos, e mesmo que gostássemos, não seria algo que escolheria porque além de espalhar o cheiro pelo ônibus todo, dá muita sede, o que se traduz em muitas idas ao banheiro.
Evito usar banheiro de ônibus a todo custo. Detesto!

Ah, importante! Assim como com os brinquedos, é bom não mostrar tudo que tem de uma vez, para deixar uma certa expectativa ao longo da viagem. Se não, o risco é de a criança querer provar um pouco de cada coisa e deixar tudo de lado logo.

* Roupas
Não importa que lá fora esteja fazendo 50 graus à sombra: grandes chances há de que o ar condicionado do ônibus esteja na faixa de 20 graus ou menos. Eu sempre levo na bolsa um casaco a mais para mim e para ela, meias (se estiver viajando de calçado sem meia) e de preferência um cobertorzinho leve, desses que ocupam pouco espaço ao dobrar. Se a viagem for à noite, este cuidado é muito importante porque quando dormimos sentimos mais frio. 
A menos que esteja escaldante lá fora, já embarcamos de calça comprida para evitar o frio nas pernas, que é tão desagradável.

Ter a mão sempre uma mudinha de roupa também é importante, para qualquer eventualidade. Escapes de fralda ou de desfralde, água ou suco derramados na camiseta tentando beber do copinho em movimento, etc, sempre podem ocorrer.
Quando ataca o sono, toda perna é travesseiro!

* Paradas
Nessa rota que nós fazemos, as paradas são geralmente só para embarque/desembarque. E também, em geral ela está dormindo. Mas quando está acordada nas paradas, sempre desço com ela para andar um pouco. Esticar as pernas, dar uma quebrada na viagem, é sempre válido. Se a viagem longa é chata para um adulto, quanto mais para uma criança pequena!


* Plano certo de chegada: carona, taxi, uber, etc.
Esta dica vale para toda viagem, mesmo desacompanhada e principalmente quando é um destino que não conhecemos, mas é fundamental quando estamos com bebês e crianças pequenas: saber o plano de chegada.
"Ah, quando chegar eu vejo". Não. Principalmente se chegar à noite, com criança dormindo.
Saiba de antemão quem vai buscar vocês e perto de onde estará esperando, caso a rodoviária seja muito grande. Marque um ponto de referência.
Se for pegar um taxi, verifique (na internet geralmente tem essa informação) onde fica o ponto dos taxis, a que distância do desembarque. Por precaução, procure de antemão um contato de radiotaxi da cidade.
Parece besteira, mas principalmente em terminais grandes e cheios, em épocas de férias, carregando criança, malas, etc., é importante andar o menos perdido possível. Aqui em Curitiba, já chegamos de viagem no retorno do feriadão e além da muvuca de pessoas chegando na rodoviária, a fila para pegar um taxi estava enorme! Mais de 20 minutos segurando mala, criança sonolenta, etc.
A chegada é sempre a melhor parte

* Documentos
Sempre leve eles a mão, pois é necessário apresentá-los no embarque, e quando estamos carregados de malas + crianças fica difícil de procurar qualquer coisa na bolsa. Deixe em algum bolsinho bem a mão a passagem e os documentos correspondentes.
Para viajar com crianças dentro do Brasil, é necessário apresentar a certidão de nascimento da criança, ou RG. Como eu viajo frequentemente, optei por tirar o RG da Had quando ela fez 1 aninho. Assim, não preciso carregar a certidão de nascimento, que é um documento frágil e amassável. A identidade é muito mais prática, cabe no bolso, não precisa dobrar e vai junto com a minha, então fica bem mais fácil.
 
Para viajar com crianças para fora do Brasil:
 
No Mercosul: acompanhadas de ambos pais, basta o RG de cada um. Cuidado: precisa estar em perfeito estado e ter menos de 10 anos de expedição. Isso vale para todos, não só para a criança.
O passaporte também serve, mas não é necessário. Só se você fizer questão de ganhar o carimbinho de imigração nele. :)
Dentro do Mercosul, mas viajando só com um dos pais, ou com uma terceira pessoa: é preciso preencher um formulário de autorização, assinar e reconhecer em cartório. Veja neste link.
 
Para viajar para fora do Mercosul: Necessário Passaporte de todos: adultos, crianças e bebês. Do mesmo modo, se estiver acompanhado somente de um dos genitores ou de um terceiro, precisa apresentar o formulário assinado e reconhecido. Se estiverem ambos pais, não precisa.
 
Lembrando que, a validade do passaporte depende da idade da criança: para bebês de até 1 ano, o passaporte só é válido por 1 ano. Para 1 a 2 anos, o passaporte vale 2 anos. E assim vai aumentando até os cinco anos. Depois disso, continua valendo 5 anos até os 18, quando passa a ser válido por 10 anos (veja neste link informações sobre passaportes brasileiros).
 
É isso aí!
Faça um checklist, siga com calma, viaje tranquila que tudo dá certo!
Beijos!

março 07, 2013

Em fotos

Duas fotos que estava "devendo".

A pedidos:
Meu cabelo tentando virar ruivo, só que não.
Iremos trabalhar essa ruivisse em etapas.
A foto é de hoje de manhã antes de sair para o trabalho, e apesar de ter usado uma máscara de gel refrigerada como todas as manhãs para desinchar o rostinho, os olhos delatam.

As coisinhas que comprei no free shop no Uruguai:
Conjunto de sombras NYC (por uns 6,50 dólares se lembro bem)
Base True Match LÓreal (não me lembro quanto paguei, mas valeu a pena pois é ótima)
Leitor de cartões de memória (6 dólares) que tem sido uma mão na roda porque meu computador não lê cartões
Esfoliante Apricot Scrub de St Ives, por uma bagatelinha de 5 dólares. A vontade foi de trazer um estoque inteiro. Quase chorei de emoção quando vi esse produtinho que eu usava nos EUA.

E já que baixei agora as fotos, mostro meus amorzinhos: minha irmãzinha e meu sobrinho em foto que tirei no fim de semana em Floripa:
O penteado foi eu que fiz. Amo esse cabelão comprido, e ela é bem "selvagem", usa todo soltão e embaraçado, mas gosta que eu a penteie... daí eu chego e vou logo pedindo escova, pente e xuquinhas e escovo, escovo, escovo, até ficar bem macio e brilhante. Aí faço tranças, uma, duas, três, quatro, um ninho de tranças! Amo fazer tranças e o cabelo dela por ser compridão e inteiro dá muito gosto de pentear. E ela adora!
E o Pê está cada dia mais lindo! Dei para cada um um coelhinho de chocolate (porque não vou poder ir para a Páscoa), e falei assim: mas ó: coelho não bota ovo, tá? Galinha bota ovo, passarinho bota ovo, peixe bota ovo, tartaruga bota ovo, mas coelho não bota ovo, tá bom?
E ele, muito sério: Coeio não ota ovo (e faz que não com a cabeça).
Amadinho.

fevereiro 15, 2013

Uruguay

Oi povinho.
Estou de volta.
A viagem foi maravilhosa.
Teve 24 horas de estrada na ida,
Pôr do sol na estrada
teve parada de 3 horas na fronteira para entrar e um integrante que quase teve que voltar para casa,
Bienvenidos al Uruguay
teve comprinhas de free shop com precinhos camaradas (comprei uma base e um jogo de sombras, um apricot scrub da St Ives por cincão -doletas- que quase me provocou lágrimas de nostalgia porque eu amava essa marca nos EUA, e um adaptador para cartões de memória para meu computador, que não lê cartões, por 6 dólares. Acho que foram ótimas compras, especialmente porque só tivemos 45 minutos para comprar).
teve pôr do sol ao som de muita música ao vivo dos nossos vários violeiros,
teve chegada no alojamento às 2:30 da manhã e noite maldormida de 3 horas e meia,
teve encontro com a abuela e com tia e outras parentas,
Na porta da IASD Central de Montevideo
teve a Mari cantando praticamente sozinha e em espanhol na frente da igreja,
teve apresentação emocionante com o Chama Coral,
teve risadas na sala vip do ônibus 2 com a galerinha mais animada,
teve apresentação num acampamento de pastores às margens do Rio de la Plata,
Blancarena, Rio de la Plata
teve banhos gelados no alojamento porque a água quente acabava logo,
teve ação social na feira de Piedras Blancas com o Chama,
"La Carreta"
teve passeio por monumentos de Montevideo,
Posando com o Blandengue que guarda as cinzas do prócer Artigas
teve passeio por shopping Punta Carretas,
teve comprinhas (e compronas) no shopping: escolhi um livro de história de Montevideo, um boné bem Celeste, um pin do Peñarol para meu boné e fiz o estoque de alfajores, biscoitos diversos dos que comia quando era criança, dulce de leche (minha abuela que me deu!) e outras guloseimas,
Dinheiro colorido
teve mostrar para os amigos como é um verdadeiro asado uruguaio, com direito a fogo de lenha. Sou vegetariana, mas também sou uruguaia. Mas o Uruguay é um país democrático e portanto mesmo na churrascaria achei panquecas de verdura com molho branco por cima que estavam divinas.
Teve sorvete La Cigale absolutamente delicioso,
Frutilla a la pana y dulce de leche granizado
teve muitas partidas de UNO e WAR,
teve fotos no mirante de Punta del Este, aliás não sei se já escrevi mas teve fotos, muitas fotos,
teve paradinha em Casapueblo e orgulhinho porque todos os amigos amaram o lugar,

teve foto com os "dedos" em Punta del Este,

Lugar privilegiado

Velha guarda
teve molhar os pés na água geladassa do Atlântico em Punta,
teve mais uma passadinha no free shop, mas desta vez me contive e não comprei nada,
e teve mais umas 20 horas de volta para casa, com direito a paródias e mais partidas de UNO sendo trollada por meus amigos.

E assim terminou meu feriado de carnaval.
Can't wait pelo próximo!
Tchau!!!

outubro 04, 2011

Kentucky

Oi bunitezas.

Estou passando uns dias ótimos com meus amigos por aqui.
Muitos papos, risadas de doer a barriga, muuuita comida, aliás, estamos cozinhando muito.
Aqui é tudo cheio de verde, fazendas com enormes currais bem verdinhos onde se criam cavalos, tudo cercadinho por singelas cercas brancas e murinhos de pedra. Bem pitoresco.

Graças a Deus, tem algumas coisas que nunca mudam, mesmo passando quase dez anos. Por momentos, parece que temos 17 anos outra vez. Hohoho.
Que bom que não. :)

setembro 29, 2011

Amanhã!

Vou pro Kentucky!
Ver meus amigos perdidos!

Pergunta se minha mala está feita? Not.
Pergunta se pelo menos separei a roupa? Not.
Pergunta se estou sentada blogando ao invés de fazer essas coisas tão necessárias no dia prévio a uma viagem? Siiiiim!

Então povo, só passei para dizer mesmo.

E para deixar uma foto com meu cabelo novo, que estava devendo. Favor não reparar em:
1- Está um dia horrorosamente úmido hoje e não lavei o cabelo. Ou seja, de qualquer jeito.
2- A pessoa está com cara de quem foi atropelada por uma manada de elefantes selvagens.
3- A foto é de webcam, e portanto não favorece nem a mais fotogênica das modelos.
4- Estou sem maquiagem e as espinhas tem me atacado estes últimos meses como nunca me atacaram antes.
Sendo assim e prometendo ignorar estes pormenores, eis aqui minha foto mais recente.
Favor NÃO clicar para ver maior. :)

setembro 15, 2011

Querem saber uma coisa legal?

Daqui a 2 semanas vou ver duas grandes amigas que não vejo há quase 10 anos.
Elas vão vir, cada uma de um lugar diferente (uma direto do Uruguay, a outra está dando uma volta pela Europa) e vamos nos encontrar aqui em New York.
E daqui vamos ir para o Kentucky visitar meu primo que também não vejo há esse tempo todo (e que ainda não me fiz um tempinho para ir visitar). Vamos passar uns dias por lá fofocando e passeando.
Vai ser muito, muito legal!

Só que...
Faltam só 2 semanas e ainda não pedi, oficialmente, os dias exatos para eu sair nessas mini férias.
Que legal né?
Fico esperando o momento certo para falar. Covarde.

E até semana que vem (sim, faltando 10 dias para a viagem) não vou poder comprar o vôo, porque estou curtíssima de dinheiro.
Ninguém mandou comprar a lente zoom semana passada. Mas estava tudo friamente calculado. I mean, continua estando. Só que o prazo é apertado.
Mas ah, eu tenho uma lente zoom novinha e não me arrependo disso! Hohoho.

julho 21, 2011

Verão, planos, etc.

Acabei de reservar todos meus alojamentos para as férias.
(Bom, falta resolver 1 noite, mas vou esperar para ver de perto).
Daqui a 1 semana estarei de malinha pronta, biquíni ajeitado e óculos de sol polidos para minhas super férias. Hohoho.

E estou enjoada de tanta bolacha coberta com chocolate que comi. Será que um dia vou aprender a respeitar meu limite?
Quero uma sopa de cenoura, salgadinha, para compensar. Com croutons.
Adianta sonhar? Nhé.

Vou ali ver algum filminho no Netflix.
Já estou terminando a terceira temporada de The Office. Viciei. Hahahaha. Todo dia vai uns 2, 3, 4 capítulos. Medo de mim.

Ah, e está calor. Tipo, hoje fez 35 graus e amanhã vai fazer 37. Celsius. Isso são 99 Farenheit. Meu cérebro derrete como se fosse sorvete.

julho 13, 2011

Semaninha mais ou menos

Porque estou com um resfriado bem lindo.
E agora mesmo beu dariz dá endubido.
E estou com fome.
Mas fome de querer cookies e um frapuccino de strawberries & cream.

Pode isso?

Será que Starbucks tem delivery?
Não né.
---------------
Comprei minhas passagens. Dia 29 estou indo para Miami. Uhu!
Agora "só" falta reservar o hostel, os passeios e atrações. Só.
Bom demais! Tirar uns diazinhos para mim, sozinha mesmo, sem horários, sem acordar cedo, sem nada de nada de nada!
--------------
O Uruguay ganhou 1 a 0 do México ontem. Suficiente para passar para os quartos de final. Estou falando de futebol, e de Copa América, para os mais avoados. Rsrsrs.
Só que agora jogamos contra a Argentina. Que é local.

E é só.
Vou ali pegar uns palitinhos para manter meus olhos abertos. Sinto as pálpebras pesadas.

janeiro 19, 2011

Philadelphia

Foi muito bom ter ido ao invés de ficar mofando em casa todos os quatro dias que me deram livre. Em compensação, esta semana está sendo e vai ser bem cocô.

Mas vamos lá. O que teve?
Teve viagem com duas au pairs brasileiras e uma tcheca que só conhecia por telefone e facebook. No fim, nossos ônibus eram diferentes e acabei viajando sozinha anyway.
Teve pessoa louca (eu) que na noite anterior decidiu fazer muffins para dividir com as colegas. No forninho elétrico, porque dá menos preguiça, e porque não tinha nada para tomar café em casa.
Teve domingo gostoso de inverno, gelaaaado mas com sol, e quatro au pairs felizes caminhando pelos principais pontos turísticos.
Teve fotos com Liberty Bell, com peças gigantes de jogos (ainda me pergunto por quê aquelas peças existem em Phila, mas são bem pitorescas), com o Love (escultura bem famosa que fica numa praça no centrão), com a avenida das bandeiras, com o museu de arte (aquele com a famosa escadaria que o Rocky subiu correndo), com a estátua do próprio...
Teve "passeio" pelo Chinatown.
Teve noite no hostel que é o maismelhordetodosquejáfiquei.
Teve meu joelho esquerdo e um pouco o direito, com muita, muita dor por ter andado o dia todo com peso nas costas.
Teve só o joelho direito me matando de dor no dia seguinte, e o esquerdo bonzinho da silva.
Teve tour de bus de dois andares no segundo dia (ontem), para não forçar demais os joelhos e porque estava frio demais.
Teve que quase perdi os dedos dos pés e das mãos de tanto frio. O frio vai corroendo você a medida que vai caminhando, se inflitrando nas células, na carne, até os ossos. É doído.
Teve compra de souvenires de Phila porque da vez passada não comprei nada.
Teve raivinha de não ter ido na casa de Betsy Ross e na de Edgar Allan Poe no domingo, já que ontem estava fechado.
E teve volta para casa, cansada demais, mas contente.
E só.
Fotos no facebook, mas não hoje ainda. Acho que amanhã ponho.
 

janeiro 13, 2011

Um dia após o outro... graças a Deus!

Daí que eu tive um dia bem pesado... de noite nevou muito, acumulou uns 30 cm de neve, acordei às 6 para fazer minhas coisas e começar às 7, mas encontro minha host na cozinha que me chama para contar que o aquecedor quebrou - de novo-. Que belezinha, hein? Por isso que estou sentindo esse frio, não é só a neve e os vários graus negativos lá fora. Bom, aqui dentro ainda estava uns 12 graus, mas ia baixando. Os hosts ficaram em casa, o qual já me tira bastante a concentração e a tranquilidade, não havia banho até não arrumarem o aquecedor, o que me tira a concentração e a tranquilidade um pouco mais, e o lugar mais legal para ficar era do lado da lareira. Correr atrás de uma criança que agora anda e corre, e tirá-la mil vezes da frente do fogo, assim como aos gatos (muito curiosos por sinal) era uma tarefa que tirava o resto de minha tranquilidade.
Isso foi só na parte da manhã, mas não vou continuar com a tarde porque seria me aborrecer à toa, e pior, aborrecer vocês também.
O bom foi que de tarde arrumaram o aquecedor e tudo voltou, mais ou menos, ao normal.
----------------------
Marquei minha viagem, vou para a Philadelphia passar frio visitar uns lugares que ficaram meio no vazio na outra vez que fui. Logo ali mesmo, que não estou com grana sobrando.
---------------------
Minhas mãos estão terríveis de secas, essa combinação de ar seco dentro de casa + neve lá fora (mesmo de luvas, as mãos sofrem) é de chorar. Pior, meu humor não ajuda: tem dias que passo até 5 creminhos diligentemente, entre mãos, rosto, corpo, pés, e até dentro das narinas (resseca também, chega a sangrar), sem esquecer protetor labial cada vez que saio, e tem dias que não tenho paciência nem para passar hidratante no rosto. Aliás, tem dias que a vontade é de nem lavar o rosto, haha.
Ontem estava até com uma alergia na barriga e nas costas. De tanto coçar, né? E coçar por que? Porque resseca e coça, e resseca porque não passo hidratante. Preciso de uma piscina de hidratante neste lugar. Haja paciência.
E está frio, e os cremes são gelados.
E eu estou chata demais hoje. Vou dormir que nem eu me agüento.
--------------------
Voltei a minha rotina de não jantar e comer apenas uma fruta à noite, mas o problema é que me deixa com um humor muito pior e ainda por cima fico desejando comidas. Coisa de gorda mesmo.
Hoje estou com uma nuvem negra sobre mim.
Mais uma vez, vou encerrar este post que não tem quase nada de positivo e ir dormir.

dezembro 13, 2010

2 dias

É isso que falta para eu embarcar para minhas férias na minha própria cidade.
Hahaahahaha.

Daqui a 48 horas vou estar em Washington DC esperando meu aviãozinho pro Brasa, se Deus quiser e o vôo não atrasar! Vamos torcer por mim? Agradeço a todos. :)

E daqui a 4 dias vou estar em Floripa abraçando todo mundo.

Surreal.

Hoje fechei a segunda mala. Foi difícil. E depois abri de novo para que meu host pudesse arrumar o zíper que foi quebrado pelo pessoal sem vergonha da alfândega quando eu vim. E depois meu host me ajudou a fechar de novo, o que foi extremamente mais fácil do que fechar sozinha. Ah, e a mala deu uma rasgada. Está muito cheia!!!

Eu nem acredito o tanto de coisa que coube nas malas. Não mesmo. Compactação e otimização do espaço foi uma coisa. Aprendi com esse cara. Fera.

E hoje ganhei um cartão leeeeendo dos meus hosts. Dois, na verdade: um feito a mão, com fotos do bebê e até um "desenho" do próprio, e o outro é o cartão de natal que eles fizeram este ano (e que fui eu que tirei a foto). 
Adorei!

Eu também fiz um cartão para eles, mas avisei que só vão ver na terça depois que eu for, porque sou envergonhada. Hahhahaha. Comprei também uma latinha de biscoitos de natal para dar para eles. Vou deixar junto com o cartão, porque terça não vou vê-los antes de sair. 

Ah, e fui no "sumercado" comprar uns chocolatinhos (mais, Mariana?) para levar para casa. É que, na minha casa, chocolate nunca é demais. Tive carona na ida, mas voltei a pé. Debaixo de chuva. E cantando. Huhauahaua.

Ai, estou tão feliz, tão tão tão feliz! Indo passar o Natal com os meus queridos, no calorzinho, no meu povinho alegre, na praia... ahhh que delícia!

novembro 30, 2010

Ai gente...

Que doce é o caminho das compras e que amargo o caminho de botar tudo na mala!

É tipo, tentar fazer caber cinco elefantes num fusca.

Hoje fiz uma mala. Enchi mesmo. Está super pesada, e depois que estava cheia me lembrei de algo que queria ter feito e não fiz: fazer uma lista de todas as coisas que estão indo na mala, assinadinha por mim. Pro caso de roubo ne? Porque já vi pessoa contar que quando pegou a mala no aeroporto tinha menos coisas do que quando embarcou. Triste.
Mas ah, sem chance de tirar tudo para fazer a lista. Vacilei, agora já era. Huahauha.
Tomara que não aconteça isso.
Alguém aí que tenha viajado dos Estados Unidos (obviamente com certa quantidade de muamba, porque ninguém que vem aos USA vai embora sem muamba - mesmo que seja só presentes pra galera) teve alguma experiência no estilo, que queira dividir para me apavorar mais tranquilizar um pouco?

Na outra mala vai ter que caber o resto, e mais minhas roupas para passar 15 dias no Brasa, e mais algumas roupas e sapatos que não usei aqui mas que quero conservar.
E mais umas coisas que faltam comprar e/ou chegar.
Hoje chegaram os perfumes!
Bom demais!

E vou ver se levo uma mochila no melhor estilo "sobrevivência". Só meu note e o essencial para passar a noite em SP e ir no consulado no dia seguinte.
Porque as duas malas, meu bem, vão ficar no aeroporto enquanto eu resolvo isso aí. Não há nem sombra de chance de eu ficar passeando por São Paulo, de ônibus, com duas malas gigantonas. Necas.
Aliás, espero que seja tudo mais ou menos perto no aeroporto: do desembarque pros lockers, dos lockers pro embarque depois. Porque não sei como vou me virar com a mala que fiz hoje, que os hosts me emprestaram e que é tipo sacola, para poder vir dobrada dentro da outra na volta. Mas ficou pesada demais... só arrastando!

Deus há de me dar forças. Ou um carregador. Hahahahaha.

E meu quarto está, obviamente, uma zona. De rebaixamento. Ou pior.

agosto 03, 2010

Acabo de deixar o meu cartão não no vermelho, porque é azul, mas perto disso (mentira, estava tudo planejado). Mas vou passar tres dias incríveis em Atlantic City.

Porque eu trabalho para isso, e faço meus gostos. E porque cansei dessa vida de ficar em hostel a 30 km do lugar de interesse e ficar de ônibus/trem/bicicleta/charrete/balão/submarino de lá para cá. Desta vez vai ser em alto estilo!

Muah!

junho 14, 2010

A viagem

Não, isto não se refere a novela espírita nem a nada do gênero. É simplesmente o relato da MAIS MARAVILHOSA FANTÁSTICA VIAGEM JAMAIS VISTA A ATLANTA E ORLANDO.

Tá, um pouco de exagero. Mas viram agora como o título ia ficar grande demais?

Hahaha

Durante a tal viagem, fui anotando dia a dia (ou melhor, mais de uma vez por dia) no iPod, tudo que ia acontecendo. Assim, os relatos são mais fieis do que o que contei depois. E têm a emoção do momento!
Então, em 18 e-mails, aqui está o relato da viagem.

29 de maio, 11:20 AM
Em La Guardia, já dentro do avião e esperando para voar. Paguei um micão comigo mesma: chamaram para embarcar os cadeirantes e as pessoas com crianças de colo, depois chamaram certas fileiras SOMENTE, lá do inicio. Acho que até a sétima. Mas falaram rápido e eu não entendi, então entrei na fila também e ia perguntar pra atendente porque não tinha escutado direito, mas ela simplesmente pegou meu ticket, passou no leitor e me devolveu, não checou nada e nem deu bola quando tentei falar. Embarquei achando que estava certíssima, mas quando cheguei no avião vi o erro. Comecei a andar e andar, era a única na fileira 19! Mas ta, ninguém disse nada.


29 de maio, 12:00 PM
Diz "free wifi" mas o iPod não pega. Será que vai ser que nem o ônibus dos chineses?
[Nota posterior: depois li direito e diz "wifi aboard", não "free wifi". Ou seja, é pago. Não preciso disso.]


29 de maio, 8: PM
Cheguei em Atlanta, meio atordoada com a magnitude do aeroporto. Depois de achar o trem e de várias ligações com a Renata, conseguimos nos encontrar, na estação pertinho do meu hostel. A Renata já tinha estado lá enquanto me esperava (o que foi looongo, coitada), então me guiou. Horário na porta: de 8 a 11:45 e de 17 a 23:45. Pasmem, fora desse horário, a recepção não funciona! Tem uma campainha e você espera alguém
abrir, mas se estiver fora do horário, só deixa a mala armazenada e faz check-in mais tarde. Sala aconchegante, casa antiga mas muito bem conservada. Gostei. Além do japinha que nos abriu a porta e que disse ser seu primeiro dia hospedado ali, não tinha ninguém. Depois apareceu outro rapaz q saía com uma raquete na mão, e que me indicou onde deixar a mala. Também era um hóspede. Tudo muito familiar.
Saímos para andar, a Re e eu. Fomos até o Coca Cola World, mas eu não tinha intenção de entrar. Tiramos umas fotos e fomos para o prédio da CNN, que ela conhecia só por fora. Lá dentro, uma praça de alimentação, um complexo de prédios e um percurso (pago) que não fizemos pelos estúdios. Por dentro do prédio mesmo, se chega num estádio, que deu para deduzir que fosse do time de basquete local, os Hawks.
Na frente do CNN está o parque comemorativo do Centenário das Olimpiadas, o ....
No meio tem uma fonte, que é no chão, ou seja, os jatos saem do chão. É em formato dos aros olímpicos e é aberto para a criançada (e os adultos) brincarem na água. Que delicia!
Em certos horários há um show de água dançantes, que paramos para ver. Muito bonito. Nesses momentos, policiais em bicicleta e em carrinho de golfe cuidam que as pessoas não se aproximem dos jatos.
Depois caminhamos mais um pouco, todos estes lugares são um ao lado do outro, muito perto. Daí a Renata foi pegar o trem dela e eu voltei para o parque e sentei na grama deliciosa, e daqui estou escrevendo este texto. São 8 horas da noite e continua sendo dia claro.



30 de maio, 1:58 AM
Bom, cheguei no hostel para fazer check in às 10 da noite. Morrendo de fome, ainda o check in foi interminável. Tem que pagar pela internet, mas é 5 dólares por todo o tempo que ficar. Como vou ficar 4 noites, vale a pena.
Me asignaram uma cama de baixo (aqui são numeradas) e me falaram que, caso prefira outra das que estão disponíveis, que avisasse na recepção. Tudo bem. Subi para o quarto e na minha suposta cama já tinham estendido lençóis e coberta. Desci novamente para avisar que minha cama já tinha outra dona, enfim, perrenguezinho básico. Meu inglês está sendo treinado à força.
Só depois disso tudo fui jantar o veggie burger com fritas que tinha comprado no caminho. Na descrição no menu do restaurante: 'não contem nada além de comida de coelho'. Achei simpático. Realmente estava bom, apesar de um pouco picante. Que novidade, né Maria?
E fiquei de bobeira no iPod, até que minha alma-gêmea no mundo au pair (a  Maria) apareceu. Quando decido ir tomar banho e dormir, lembro que não comprei cadeado para o locker. O papel diz para comprar na máquina que está na sala, mas parece que acabou. Vou até o balcão me informar, e me dizem que tenho que comprar na Walgreen 24 horas que tem ali a 2 quadras. Vou né? 1 hora da manhã.
E pronto, tomei meu banho sem toalha porque aqui não tem e esqueci de trazer. Lembrete: comprar uma toalha amanhã.
Boa noite!



30 de maio, 1:15 PM
Domingão, ta quente mas nublado, uma delicia para caminhar. Decido ir primeiro no World of Coca Cola, vou andando já que não é difícil de localizar. No caminho, paro para tirar umas fotos de uma casa antiga e um senhor começa a conversar comigo, contando a história e um pouco de arquitetura das casas antigas. Mais adiante, mais pessoas me cumprimentam, e depois vejo um rapaz que ajuda os turistas a se localizar, e, claro, depois espera uma gorjetinha. Mas as dicas foram úteis e o rapaz merece. As pessoas em Atlanta são simpáticas e acolhedoras com os turistas, e isso não acontece nos Estados mais do norte, que já conheço. Falo principalmente de pessoas negras, que muitas vezes atendem de muita má vontade, isso porque estão trabalhando, nem falar quando alguém pede uma informação. A 'hospitalidade sulista' existe mesmo.
O World of Coca Cola é legal, é incrível como eles mexem com as emoções das pessoas. Os marketeiros estão de parabéns mesmo. Uma pessoa fantasiada de urso polar posa para fotos o dia inteirinho, o urso é incrivelmente expressivo e realmente brinca com as pessoas, não só posa quietinho.
O 4-D theatre também é incrível, com vento, água, solavancos e até uma aguilhoada nas costas, ambientando-nos ainda mais.
Outra sala passa propagandas de Coca ao redor do mundo, é impossível não rir (ou chorar) ao se lembrar de algumas. Galgo, você iria gostar.
Depois, enormes dispensers com mais de 60 bebidas licenciadas pela Coca, para provar à vontade. Algumas boas, outras horrorosas. E finalmente, te dão uma garrafinha de presente e te encaminham para a enorme loja, de onde é impossível sair de mãos vazias.
E agora, do lado de fora da loja, digito e aproveito uns pingos de chuva de verão que acabou de começar. Mas dizem que passa logo. :)



30 de maio, 6:06 PM
De lá decidi que já estava meio tarde para ir no History Center, e preferi ir conhecer a casa de Margaret Mitchell (a autora de GWTW- que é a sigla em inglês de E O Vento Levou, ta?). Fui andando mesmo, que é a melhor maneira de conhecer.  Até porque, ficava a 2 ou 3 estações de metrô do lugar que estava. E porque, realmente, a chuva não foi mais que uns pingos desencontrados e parou.
Conhecer a casa foi fantástico! Pense numa pessoa que leu o livro 11 vezes... Fiz o tour, que começou logo depois que eu cheguei, pelo apartamento onde MM escreveu a obra, única da sua vida. Aprendi detalhes e curiosidades que não conhecia e até conjeturei (em inglês) sobre uma das possíveis inspirações. As outras pessoas que acompanhavam o tour (três coreanos já de idade e duas garotas americanas) riram quando o guia perguntou se alguém tinha lido o livro e eu disse: sim. Onze vezes.
Depois fiquei mais de uma hora vendo um documentário sobre o filme e tirando fotos de quadros, reproduções e outras curiosidades. Finalmente passei na lojinha e deixei uns 40 dólares lá, mas não me arrependo. Comprei coisinhas lindas.
E dai como estava perto do hostel, decidi voltar para largar as sacolas e tomar um pouco de ar. Já disse que o hostel é uma casa muito antiga? Os quartos tem uma varanda bem grande, onde vim sentar para escrever e pegar um ventinho. Chove agora, cheguei bem a tempo!
O clima aqui parece muito mais com o Brasil do que os Estados mais ao norte. Essas chuvas de verão, a vegetação, não sei. E a cidade também é mais Brasil, com ladeiras e subidas. New York é muito plano, sempre me chamou a atenção.
Bom, vou descansar mais um pouco e ver se a chuva para, assim posso sair de novo. Nem que seja à procura de um supermercado onde comprar algo para jantar, alguma fruta e uma toalha! Hahaha.



31 de maio, 01:53 AM
Já é alta madrugada e eu ainda não dormi. Mas estou pronta, é só fechar os olhos.
Acontece que aqui escurece tão tarde, às 9 horas ainda não está completamente escuro, então a noite avança muito mais depressa.
Bom, quando larguei o relato e mesmo sem ter parado completamente a chuva, troquei de roupa e saí. De tênis, caminhar era mais fácil. Minha intenção era pegar o metrô e descer três estações para o Sul até Five Points, que é o centro mesmo de Atlanta, onde se cruzam as linhas. Mais ou menos a praça da Sé.
Mas aí então quase chegando na estação para pegar o trem, avistei um japinha que está no mesmo hostel (que é o único de Atlanta, ta?) que vinha voltando com uma sacola de Target. Então perguntei como chegar, e ele indicou ir até Five Points,  trocar de trem para o leste e andar 3 estações. Ótimo! Imaginei que a cidade continuaria, feliz e contente, até lá. Mas quando desci na estação indicada, só via árvores, residências e uma imensa "garagem" de vagões de trem, com os trilhos passando por baixo da estação inclusive. Mas, alguns pedidos de informação e consegui chegar ao fim do mund... Digo, à Target. Tinha também banco, Barnes & Noble, etc, mas era como um centrinho separado da cidade.
Comprei uns alimentos para fazer uma refeição decente pelo menos, e uma toalha bem boa por $ 3,50. Empreendi, então, a viagem de retorno. Não é difícil, mas é fora de mão.
No que desci na North Avenue Station de novo, aproveitei para tirar umas fotos do Fox Theatre, que fica de caminho para o hostel. Que aliás, é super bem localizado. Não sei que evento estava acontecendo, talvez uma premiste de algum filme. Será que isso ainda existe? Bom, a questão é que estavam saindo umas pessoas (negros) muito bem vestidos, mulheres de vestido de cetim e sandálias altíssimas, homens de terno branco ou listrado em tons pastel. Gala mesmo! Muito interessante.
Mas enfim, cheguei no hostel, jantei minha salada pronta com macarroni & cheese e uns rapazes me convidaram para jogar 21 com eles. Curiosa que sou, aceitei. E agora sei jogar 21, apesar de não ser muito boa de estratégia.
E assim termina meu segundo dia de ferias.



31 de maio, 12:25 PM
O dia não amanheceu lá essas coisas. Acordei cedo, me arrumei e desci para o café. Chovia muito! Ainda tinha que telefonar para o escritório responsável pelo tour em Jonesboro porque não consegui achar como chegar até lá. A surpresa é que, apesar de terem tour hoje (que é o feriado de Memorial Day), não tem ninguém trabalhando no escritório. Contatei empresa de transporte, etc e tal, mas o ônibus para lá (Jonesboro é outra cidade, se bem que muito próxima de Atlanta) não opera hoje em virtude do feriado. Deixo, então, minha raiva se acalmar um pouco e ligo de novo para o escritório, para registrar reclamação na secretaria eletrônica. Bom, amanhã tento ver se é possível recuperar ou fazer o tour amanhã.
Decidi então visitar o Atlanta History Center, [Nota posterior: a chuva parou pouco depois de tomar café, enquanto ainda tentava resolver a estória dotour] um museu que conta a história de Atlanta sob vários aspectos. Trem, ônibus (mais um perrenguezinho quando cheguei na estação de trem e não tinha o número do ônibus que eu precisava. E não tinha ninguém para perguntar! Ainda bem que apareceu uma mulher mexicana simpática que ia pegar o mesmo ônibus e me indicou que o número tinha mudado. Só isso). Desci na rua indicada, andei mais umas 3 quadras e voilà! Um museu lindo no meio do mato. Depois dessa chuva então, parece muuuito com o Brasil.
E aqui estou, sentadinha no anfiteatro esperando começar a visita guiada por uma granja restaurada de 1850. Alguém duvida que está sendo ótimo?



31 de maio, 9:56 PM
O passeio pelo museu acabou mesmo sendo o único do dia. Mas também, o museu é muito grande! É um grande parque de 33 acres, com duas casas restauradas onde se fazem visitas guiadas: uma é uma granja de 1840 que foi transportada para lá mas que era localizada a 6 milhas de distancia e reconstruida. Os guias usam figurinos de acordo, os cômodos, móveis e objetos todos recriam a vida no século XIX. Além da casa principal, a cozinha com ervas penduradas secando e autentico cheiro de fumaça, os prédios para lavar roupa, fazer manteiga, trabalhar madeira, ferro, lugar para os animais (que não tinha), etc. Muito bem feitinho, pena que não podia tirar fotos do interior da casa. Mas tirei do resto.
A segunda casa, bem diferente por sinal, é uma mansão construída nos 1920, e que a sociedade histórica comprou junto com o terreno para fazer o museu ao redor. Uma casa bem linda, claro, com piso de mármore preto e branco, grandes salas de jantar e biblioteca, tudo feito por um casal abastado para ser um retiro pessoal. Meio faraônico, mas enfim bonito. O jardim é muito lindo, com fontes. Tudo num estilo clássico, simétrico. Também não se podia fotografar dentro do prédio.
Dei a volta no jardim todo, que é grande e no centro, entre os prédios, tem uma descida, um poço mesmo, gigantão, formando outro jardim. Duas casinhas de brincar: uma vitoriana, estava trancada. A outra era mais moderna e se podia entrar. Me senti a própria Alice, na casinha com teto baixo e poltronas pequeninas de vime.
Então voltei para o prédio do museu para percorre-lo com calma, já que quando cheguei estava quase na hora do tour da granja e fui direto pra lá.
O museu tem tudo que se relaciona com Atlanta. Uma exposição grande e emocionante sobre a Guerra Civil, bem detalhada e inclusive com peças originais: roupas, espadas, objetos com identificação, com histórias. Outra sobre folk art, não só arte manual mas também música, contação de estórias, até uma igrejinha com áudio de cânticos, etc. Bem interessante.
Depois uma exposição sobre a história do golf que passei meio por alto porque não gosto do esporte. Então uma exposição bem completa sobre os Jogos Olimpicos de 1996, que foram em Atlanta, e também uma história dos Jogos Olimpicos da era moderna. Novamente, muitas peças originais, que tornam a exposição ainda mais interessante, e também um 'laboratório dos jogos olímpicos', onde cada um pode testar seu desempenho em mountain bike, remo, salto em distância...
Finalmente uma seção com a história detalhada de Atlanta, desde os tempos dos cherokees até os dias de hoje, com a diferença que nesta os objetos se podiam tocar. Adornos, replicas de casas de diferentes épocas, carros... De tudo!
Quando terminei já eram mais de 5 horas e decidi dar uma passadinha na loja antes de que fechasse, às 5:30.
Saindo de lá, vi uma lanchonete que já tinha visto na ida. Era toda ambientada de anos 50, desde os jukeboxes até as taças de sorvete. Nem tentei resistir às opções do menu, e comprei uma porção mista de batatas fritas e arinhos de cebola. Delicious! Depois ainda pedi um super sundae, de filme! Sorvete de creme, calda quente de chocolate, chantilly e uma cerejinha em cima, tudo numa taça lindona.
Depois dessas aventuras todas, decidi dar meu dia por encerrado e peguei o ônibus e o trem de volta para o hostel. O bom daqui, é que ao pegar um trem e um ônibus a seguir (ou vice versa) só se paga uma passagem. A outra "integra".
Cheguei no hostel, tomei um banho e agora estou descansando na sala comum. Aos poucos, todo mundo vai chegando da rua.



01 de junho, 2:00 PM
Terça feira, acordo cedo para ver se consigo resolver a questão do tour de ontem. Está bem nublado, mas minha vasta experiência de 3 dias aqui me diz que a chuva, caso venha, acaba rapido.
Liguei para um e outro lugar, mas no fim o veredicto: eu perdi o tour, a responsabilidade é minha e não podem fazer nada. Ótimo. Beleza. Não estaria nada mal uma notinha no site, logo depois das explicações sobre como chegar DE CARRO, dizendo que NÃO HÁ transporte público até lá.
Mas então, decidi pegar o trem e ir até o King Memorial, um complexo construído em memória de Martin Luther King. É um bairro inteiro, contem desde a casa que ele nasceu (e uma rua inteira de casas preservadas), o túmulo, a flama eterna (qual é o nome em português mesmo?), a igreja onde ele começou as pregações, e vários centros de estudos e exposições.
Mas ante disso, fui conhecer o cemitério de Oakland, onde está o túmulo de Margaret Mitchell e de vários oficiais do exército Confederado, assim como de outras personalidades de Atlanta. Antes que alguém torça o nariz e diga "uii, sua macabra", explico que este cemitério é uma atracão turística, tem até centro de visitantes e vende de camisetas a livros de culinária sulista. Tem também um lugar onde uma placa indica: desde aqui o General Hood observou a batalha de Atlanta (durante a guerra civil).
Depois disso sim, vim para o bairro de M. L. King, e agora sentei para descansar porque meus pezinhos estão doendo.



01 de junho, 5:00 PM (horário aproximado).
Cansada, cansada, sento alguns minutos  para descansar, mas logo prossigo. Não quis fazer o tour dentro da casa de M. L. King, porque estou cansada de tours. Ficar um tempão de pé e escutando as explicações dos guias é útil, mas cansativo. Eu não tenho muita paciência para essas coisas não.
Em vez disso, passeei pela rua da casa e vi essa e outras casas que hoje são protegidas pela associação do museu, e que dão uma ideia de como era o bairro. Vi também a antiga estação dos bombeiros, que hoje é museu e lojinha de souvenirs (minha parte preferida). Comprei 3 livros do tipo "thrift book" (feitos de papel reciclado, em edições económicas). Um sobre relatos de ex-escravos, outro sobre uma mulher escrava que lutou pelos direitos das mulheres, e o outro sobre a declaração de Independencia Americana e outros documentos.
Depois peguei o trem de volta, mas desci em Five Points, para conhecer essa parte tão importante, o centro mesmo da cidade, onde as ferrovias se encontravam e a cidade surgiu. Hoje é parecido com o centro de qualquer outra cidade, com muitas lojas, pessoas, barulho, cheiros diversos, etc.
De lá vim andando até o CNN building, onde já estive com a Renata no sábado.
Uma conclusão que tirei nesses quatro dias de experiência: os cidadãos de Atlanta não são muito chegados em caminhada, principalmente distâncias mais longas: ao perguntar, em Five Points, como chegar aqui, duas mulheres me advertiram que era uma longa caminhada. Bom, em 15 minutos fiz a tal da longa caminhada. E tem mais: as estações de trem são bastante perto uma da outra. Por isso tudo tirei essa conclusão.
Nem imagino como esse pessoal se viraria em São Paulo.
Bom, mas a questão é que cheguei e pude sentar e saborear uma fatia de pizza, já que meu almoço hoje foi dois pacotinhos pequenos de salgadinho.
Acho que vou trocar meu tênis pelo chinelo que carrego na mochila e ir me refrescar nos jatos do Olympic Park, que é aqui na frente do CNN.



02 de junho, 6:00 AM
6 da manhã e já estou, com minhas malas e compras, no trem rumo ao aeroporto. Na última hora, me liguei que a garrafinha que ganhei na Coca Cola ia ser um problema, por conter quase 300 ml. Mas gostei taaanto dela! Então, minha ideia genial foi abri-la, colocar o refri na minha garrafinha de viagem com gelo e trazer embora a garrafinha vazia. Voilà! Até a hora de embarcar, já me tomei a Coca e pronto!
Divagações da madrugada.
Ontem no fim fiz exatamente o que tinha dito: troquei tênis por chinelo e desci para os jatos da praça olímpica. A diferença foi que cheguei em cima da hora para o show das águas, o que não esperava em ver novamente. Foi bem bonito, e depois dos 20 minutos da apresentação até fui, timidamente, me molhar um pouco. Mas durou pouquinho: logo uma nuvem negra se formou, começou a trovejar e então fecharam a fonte (desligaram as águas) para que todo mundo fosse embora. Dois minutos depois caiu um toró daqueles. Fui andando debaixo da chuva, mas quando ficou mais forte tive que parar adivinhem onde? Numa lojinha de souvenirs, claro! Ho ho ho.
De lá voltei andando para o hostel, o que dá uns 20-30 minutos. E, ao finalmente chegar e sentar para descansar, percebi que caminhei, tirando breves paradas, das 9:30 às 20 h.



02 de junho, 10:51 AM
Bom, estou em Orlando! Missão cumprida, ou quase. Ao sair do aeroporto para procurar o ônibus que me leva até o hostel, fui para a esquerda. Como a chance de 50% é a preferida da lei de Murphy, os ônibus eram à direita e quando cheguei no ponto pude vê-lo ir embora. Bom, agora tenho alguns minutos para atualizar aqui. De qualquer maneira, o check in do hostel começa às 11.
O que dá para ver é que Orlando é muito verde, tem muitas palmeiras e muitos lagos (e jacarés, pelo que tenho entendido).



02 de junho, 10:57 AM
O motorista do ônibus é um grosso. Chegamos num mall, todo mundo desceu, mas no meu papel diz que é para descer na Disney para transferir para o outro ônibus. Perguntar, né?
O cara foi logo cortando, perguntou aonde vou, e mandou sentar de novo para o resto da viagem. Ônibus parado esperando mais passageiros subirem e motorista lendo jornal. Legal né? Me diz como é que eu ou saber que o ônibus continua? Peguei o bus no aeroporto, estou cheia de sacolas, não está meio que na cara que não sou daqui?



02 de junho, 10:45 PM
São mais de 10 da noite e estou sentadinha no ônibus que transporta, de graça, os turistas para os hotéis (da Disney, claro). Só que eu sou pobre e não fico em hotel da Disney. Vou neste até um desses hotéis, para pegar outro ônibus de graça até o ticket center, que é onde para o #56, que é ônibus público normal e me leva até o hostel. Não que seja longe (bom, na verdade é sim. Já vi que aqui em Orlando, exatamente o contrário de Atlanta, a cidade é enorme e espalhada), mas na verdade são muitas rodovias, muitas idas e voltas. Já passei várias vezes pelo mesmo lugar.
Mas não tem problema, porque estou aqui para me divertir e porque a temperatura dentro do ônibus é realmente muito agradável. Tanto na Georgia como aqui, a maioria dos lugares tem ar condicionado.
Então, para dar continuidade ao relato, hoje no fim consegui chegar no hostel e registrar... Bem na hora, porque a mocinha estava indo embora. Aqui também fecham a recepção ao meio dia e reabrem às 5. Sorte minha!
O quarto é legal, agradável, tinha umas 3 camas ocupadas mas não tinha ninguém. Coloquei uma roupa mais fresca e saí. Segui o conselho da moça da recepção e fui em Downtown Disney, já que é de graça e seria um desperdício ir a um dos parques hoje, já que é 1 hora da tarde. Bom, era 1 e pouco quando saí do hostel, mas cheguei em Downt. Disney depois das 3. Só para ter uma ideia. O soninho de quem acordou às 4:30 começou a fazer efeito, mas ao chegar no D.D. passou tudo. Até agora, não voltei a sentir sono!
O lugar é bem lindo! É Uma parte que concentra as lojas da Disney, com toda a magia correspondente, e muitos restaurantes temáticos, lojas, o Planet Hollywood, o Cirque du Soleil, etc. Percorri tudo antes de decidir comprar qualquer coisa, mas também quando abri a mão me custou para fechar. São tantas tentações! A maioria das coisas, na verdade, está na loja da Disney em NY, que eu já visitei um par de vezes. Mas sendo aqui... Ah, é outra coisa!
A vontade mesmo era de sair comprando tudo! Me vê um de cada, faz favor? Hahaha.
Tinha a loja de brinquedos, dividida por assuntos (princesas, star wars, clássicos, meninos... Bom, vocês entenderam), a loja de camisetas, onde cada um podia escolher cor, desenho e até por uma frase própria. A loja de doces, de encher os olhos e o olfato. A de produtos para a cozinha, que é uma das minhas preferidas (uma das, notem bem), a de roupas e acessórios (caríííssima, não comprei nada), e até a loja DE NATAL. Em junho! Na verdade, durante o ano todo. Também não comprei nada lá, mas fiquei com vontade. O problema é que os enfeites são muito frágeis e tive medo de comprar e acabar quebrando. Tinha também loja de natureza, de dinossauros, o espaço Lego... Ah, nem consigo enumerar, só vendo as fotos.
Ah, o D.D. além disso é construído do lado de um lago, então tem um barco que transporta as pessoas pelos três pontos principais do parque. Quando cheguei ao final e já tinha visto tudo, peguei o barco para voltar ao começo. Uma delícia!
Ahh ia me esquecendo do balão! Pois é, tinha um balão de gás (mas hum, acho que era operado por eletricidade, sei lá), que ao invés de cestinha baixo tinha uma plataforma circular. As pessoas entravam, o balão subia 400 pés (conversor please) e descia. Simples assim. A vista de lá em cima deve ser maravilhosa, não sei porque não subi. Sei sim: era muito caro.



03 de junho, 1:33 AM
Os perrengues para chegar no hostel foram vários, que não vou nem detalhar para não ficar chato, mas comento que acabou com uma corrida de taxi de um motorista-casualmente- português.
Agora já está tarde e vou dormir. Amanhã, Magic Kingdom!

03 de junho, 8:50 AM
Não são nem 9 horas e o sol da Flórida já arde na pele. Estou no ponto de ônibus, esperando o #56.
O hostel é legal, no meu quarto tem uma au pair paraguaia, e uma brasileira que também se chama Mariana, e duas turistas: uma australiana que só se entende a metade do que fala e uma inglesa super alegre. Todo mundo gente fina, converso em três línguas.

04 de junho, 9:32 AM
O que dizer de Magic Kingdom? Amazing!!! Mais do que isso... Awesome!!! Sem palavras.
Realmente, eles não poupam criatividade nem recursos. O parque é lindo. Os brinquedos são muito legais e tem para todas as idades. O que mais gostei foi o Splash do Quincas, fui três vezes! (devia ter ido só duas, por causa da terceira perdi o bus de volta para o hostel). O parque tem 5 áreas, todas elas lindas demais: aventura, fantasia, futurista, a mini cidade na entrada, onde tem musicais pelas ruas a toda hora, e o liberty square, que tem um show dos presidentes americanos num teatro, além da mansão mal assombrada e outras coisas. Os que mais gostei além do splash do Quincas:
- A montanha russa do deserto. O carrinho é um vagão e uma locomotiva vai na frente, no melhor estilo "trem desgovernado" hahaha.
- O brinquedo de laser do Buzz Lightyear. É um brinquedo de carrinho como vários outros, mas o carrinho tem um arma laser e você vai "acertando" alvos no cenário espacial.
- A montanha russa indoor espacial. Apesar de que era bem puxada e na metade já queria descer. Hahahaha. Ah, e era no escuro. Só se viam luzinhas como estrelas.
- O percurso (também do tipo de carrinho, que a pessoa senta e vai sendo passeada por água ou por trilhos) do Jack Sparrow. Tudo pelas cavernas, com bonecos que no escuro parecem gente (ai ai capitão Sparrow!) e até um cenário de batalha com canhões "atirando" na água e tudo.
- Os percursos dos diferentes personagens: da Branca de Neve, do Pooh, o de todos os países do mundo... Tudo muito lindo e bem feito.
- O Phillarmagic, filme em 3D com várias das músicas mais lindas da Disney. Os outros shows musicais também são um sonho.
- O show na frente do castelo com Mickey e turma e as princesas Branca de Neve, Cinderela e Aurora e príncipes dançando (essa parte é de chorar mesmo, de tão bonito), e mais o Peter Pan, Wendy, Gancho e Smith e a bruxa da Bela Adormecida. Com efeitos e fogos de artifício. Lindo demais!
- O desfile da noite com todas as luzes, os carros, a música...
- Tem muitas coisas mais, tudo é lindo, tive que me concentrar para não sair que nem barata tonta para ver tudo.

Hoje, após umas poucas horas de descanso, estou indo para Animal Kingdom. Muito feliz com tudo!



05 de junho, 12:18 PM
Animal Kingdom foi... Animal.
Trocadilho tosco.
Mas é bem isso.
Não iguala o Magic não, mas faz bonito. É um parque dentro da floresta mesmo!
Tem uma parte com safari, e eu nem gosto muito dessas coisas, mas aqui os animais parecem bem cuidados. E os espaços são bem amplos, eles não precisam estar perto das pessoas (o que, convenhamos, deve ser bem incômodo).
O parque tem uma parte da Africa, uma da Asia, uma sobre dinossauros, o acampamento de Minnie e Mickey e a ilha central. Ah, e o Planet Watch que é de coisas de animais e só se chega lá por trenzinho. Não fui nesse.
As partes da Asia e Africa foram as que mais gostei. Os prédios são todos temáticos, é bem bonito. Especialmente a parte da Asia.
Gostei especialmente dessa parte porque lá estavam os dois brinquedos que gostei  mais: a montanha russa temática do Everest, que é assim, uma montanha. Mesmo. Tá, de mentira. Mas imita o Everest direitinho. E a montanha russa é a melhor que já subi na vida. Em certo ponto o carrinho para e começa a andar para atrás. Em velocidade de montanha russa! Depois dentro de um túnel aparece projetada a sombra do Yeti arrancando os trilhos. E a queda? De lá do alto, vai com tudo! Adorei!
Mais tarde fui tentar subir de novo, peguei fast pass e tudo, mas na hora de ir lá, um pouco antes tinha caído uma chuva e eles não arriscam a ligar os equipamentos molhados. Até a hora que o parque fechou (6 da tarde) não tinha voltado a funcionar. Pena!
O outro brinquedo bem legal também na Asia foi a descida do rio. Nesse sim, consegui subir duas vezes. É um rio mesmo! Só que com trilhos. Os "barcos" são circulares e vão girando, e as pessoas tem que estar dispostas a se molhar! Saí ensopada nas duas vezes. Passa no meio de jatos, corredeiras, enfim, muito bom! Com o calor mesmo, se molhar lá é uma delícia!
A aventura dos dinossauros é bem legal também, mais de susto do que de velocidade. Visitei também o show do bug's life assim que cheguei, pois estava perto da entrada. É em 3D com a "participação" dos personagens (bonecos), e toda a magia do 3D e dos efeitos especiais, que simulam até que os insetos passam correndo por debaixo dos bancos.
Lindo também o show do Rei Leão, mistura de circo de acrobacias e show musical, com o Timão de anfitrião e as músicas do filme. Muito divertido! Filmei vários momentos. Infelizmente, perdi de ver o de Nemo, que dizem ser muito bom. Mas sempre que passei por lá, o show já tinha começado e o teatro, fechado.
Uma coisa que não contei ontem foi os characters, os personagens da Disney que ficam em certos lugares do parque, posando para fotos, fazendo gracinhas e assinando autógrafos. É claro que não me importei que os adultos nas filas estavam, basicamente, com suas crianças. Eu era a única pessoa de 25 anos com o livrinho de autógrafos na mão e a câmera na outra, pedindo para tirar foto com eles. Hahaha. Me diverti pra caramba! Virei até namorada do Pateta! Hahaha dancei com ele, mas depois o Pluto quis me levar embora e o Pateta ficou bravo. Finalmente decidiram ir cada um de um braço. Foi muito divertido!
Aí depois como o Animal Kingdom fecha às 6, voltei cedo para o hostel, organizar minhas coisas todas. E hoje dormi um pouco mais, peguei tudo e já saí rumo ao aeroporto. Vou levar essas férias para sempre na minha memória e no meu coração!

Bom, termina aqui. As fotos, ainda estou subindo para o orkut e o facebook. Vou aos poucos, é algo demorado de se fazer, principalmente pôr as legendas. Mas em questão de uns poucos dias, acabo tudo. Prometo! Hahaha.

maio 23, 2010

Contagem regressiva para as férias... 6!

Hoje fui em White Plains com as meninas, especialmente à procura de um tênis para poder caminhar muito na minha viagem. Porque eu amo caminhar, principalmente quando estou viajando e conhecendo lugares novos. Caminho muito, demais.
Comprei um tênis da Puma por 50 dolares. Lindão. E muito confortável.

Comprei também meus tickets para a Disney. Vou em dois parques, um cada dia. Huuu!
Estou imprimindo todos os comprovantes, e cada um num papel de cor diferente. A Maria diz que meu nível de organização é altíssimo. Eu diria que é tudo uma questão de previsão. Se tenho tudo em papeis coloridos diferentes, é só puxar da bolsa o papel certo. Não preciso procurar entre um monte de papel branco (mentira, é porque só tinha o papel colorido em casa e não quero comprar outro pacote. Mas foi uma mão na roda). A impressora que ganhei com a compra do meu mac também está sendo de muita serventia.

Hoje também fui com a Maria num Carnival de uma escola local de aqui. É como se fosse uma dessas feirinhas de colégio, sabe? Barraquinhas de comida, algodão doce, jogos, venda de livros usados, etc. Foi divertido, apesar de que uma hora depois cansamos de toda a criançada, música e correria. Encontramos a Day lá, e a Isis também, mas ela estava trabalhando, coitada.
Comi demais hoje. Pizza, crepes, algodão doce, cupcake, sorvete que compramos com a Maria (que dor no meu coração! Detonamos um pote entre as duas) e depois ainda no shopping cinnamon stix. :P
Mas é domingo, não tem problema um deslize de vez em quando.

E é isso.
Esta semana será corrida. Muito trabalho e claro, fazer malas e comprar coisinhas que faltam.
Beijos!

maio 16, 2010

Contagem regressiva para as férias... 14!

Duas semanas, e partirei para a Geórgia e Flórida.
Mal posso acreditar.

Tive uns rolos com a empresa que me vendeu os tickets esta semana (Orbitz) e o banco, coisa de não vender (provavelmente porque as passagens para esse voo tinham esgotado naquele momento) e o banco reter o dinheiro. Não convem entrar em detalhes, uma vez que já está tudo resolvido mesmo.

Vou passar 4 dias em Atlanta (Geórgia) e 4 em Orlando (Flórida), visitando Disney e conhecendo muitos lugares novos nos dois Estados. Já comprei as passagens e reservei hostels nos dois lugares, faltam só os ingressos dos parques e um tour que acho que vou fazer por vários museus em Atlanta.

Hoje estive mais de uma hora na CVS com a Maria comprando algumas coisas para a viagem, como pasta de dentes pequena para levar no avião, já que vou só com mala de mão. Este país é tão prático! Na farmácia tem uma parte exclusiva de produtos de cuidados pessoais em tamanho menor que 100 ml, próprios para levar em avião. É ótimo!

E comprei o creme para mãos mais-melhor-do-mundo: Curél. Também em tamanho avião, que é ótimo para bolsa. Mas é muito, muito bom! Será que tem problema de levar um garrafão de 5 litros para o Brasil? Por esse creme, eu pago até excesso de bagagem! Hahahaha.

E é isso pessoal. Amanhã, passeio com a Maria. Vamos a um lugar muito louco que depois conto. É surpresa.

abril 04, 2010

Washington - finally!

Agora sim, uma semana depois, volto para contar sobre a viagem a Washington DC semana passada.
Fui sozinha, e isso tem lado bom e lado ruim. O lado bom eh que, eu sou uma pessoa muito independente e muito adaptavel, se vou viajar nao ando com frescuras e principalmente caminho, caminho, caminho... muito! Viajar sozinha eh bom porque posso escolher para onde ir, nao tem estresse nao so quanto a ter que esperar a outra (ou outras) pessoas, mas tambem o contrario: nao se sentir mal de passar hoooras num museu pensando que a amiga pode estar entediada. Enfim, nesse ponto eh mais tranquilo.
O lado ruim eh nao ter ninguem para comentar as coisas, rir juntas e dificilmente voce aparecera nas fotos, porque mesmo sendo uma pessoa desencanada e sem problema de pedir para os outros tirarem, provavelmente nao vai fazer isso 50 vezes ao dia.

Bom. Dados da viagem: sai de Larchmont sexta dia 26 de marco as 6:30 da manha, para poder pegar o onibus as 8 em NY e dai chegar a DC as 12:30. No fim, atrasou um pouco e chegou a 1:15. Viagem tranquila, os onibus da Megabus tem internet e tomadas, mas a internet depois de 1 hora e meia de viagem simplesmente nao pegou mais. Isso aconteceu na ida e na volta.
Chegando la, desembarco no Chinatown (essas linhas de onibus partem do Chinatown de uma cidade e vao para o Chinatown da outra), ligo para a Nani (minha amiga, alias muito fofa que me ofereceu hospedagem assim que soube que iria para la) para avisar que cheguei e procuro um lugar onde almocar.
Achei um sushi bar em Chinatown mesmo. Otimo, beleza.
Dai dei uma volta pelo Chinatown e, sem mapa da cidade mas tentando arranjar um, fui caminhar um pouco. Encontrei um dos museus Smithsonian: o museu do retrato.

Para quem nao sabe, mais da metade dos museus de DC (que sao muitos) sao Smithsonian. Eh uma familia do 1700 e bolinha que se tornou patrono das artes, comecou com 1 museu e hoje tem muitos.
Gostei muito deste museu, tinha varias exposicoes, desde arte folk ate galerias de retratos de todos os presidentes dos Estados Unidos, de acordo com o uso da epoca: uns bem classicos, outros todos modernos. E mais: retratos de epoca, exposicoes sobre a Guerra Civil (meu tema americano favorito, por causa do GWTW), etc.

Depois que sai (e ja deixei alguns dolares na lojinha do museu, hohoho), fui atras de lojinhas para comprar lembrancas de DC, logo no primeiro dia. Achei varias lojas numa mesma quadra, muito bom porque algumas coisas valiam a pena em uma e na outra estavam carissimas. Visitei todas elas antes de decidir o que comprar (au pair eh pobre mesmo pagando de turista, hahaha).
Dali fui andando um pouco mais, cheguei ate a Pennsylvania Avenue, que tinha varios predios historicos como a antiga Post Office, e ao fundo da avenida dava para ver o Capitol.
Encontrei o esquilo mais friendly e esfomeado e fiquei ate com medo dele, mas filmei e esta (ou estara em breve, melhor) la no meu orkut.
Vi o Navy Memorial (memorial da Marinha), bem bonito, um grande circulo no chao cujo desenho era o mundo, mas voce nao percebia a nao ser que olhasse todo o conjunto, nao so os detalhes.
Dali ja peguei o metro e fui encontrar a Nani, fomos jantar, me acabei na torta de chocolate e peanut butter, e pra casa dela dormir.
Alias, o metro de DC da um banho no sujo, fedido, velho, e caindo aos pedacos metro de NY. Mas eu adoro o de NY tambem, eh sujinho mas eh gostoso. Eh NY.

Dia 2
Parti cedo da casa da Nani. Ela me levou na estacao, eu peguei o metro sem nenhum problema e em 20 minutos desembarquei no coracao de DC. O bom da cidade eh que voce nao precisa caminhar longuissimas distancias para ver tudo que interessa (pelo menos, o que interessa aos turistas que tem 3 dias para conhecer a cidade, como eu). Do ponto em que voce estiver da pra ver o proximo lugar de interesse, e assim voce vai. Logico, desse mesmo jeito eh que voce passa o dia todo caminhando e nem percebe. Eu caminhei desde o momento em que desembarquei do onibus ate o momento que embarquei de novo, no domingo. Tirando as excecoes do tempo que andei de carro com a Nani, que foi soh a noite mesmo.
Entao, como ia dizendo. No que cheguei (e hoje ja tinha um mapinha e um guia Smithsonian com tudo do bom e do melhor em questao de museus) dei de cara com o Air and Space Museum, que a tia Maria (nao voce, Maria Carolina, minha tia Maria mesmo) tinha dito que era imperdivel. E eh mesmo! Muito legal ver avioes, foguetes, naves, capsulas e tudo o que ha em materia de aviacao. As exposicoes sao lindas, e ha uma parte propria para criancas (e nao tao criancas tambem, eu adorei) que eh de experimentacao: artefatos construidos para demonstrar principios de asa, cauda, como o aviao voa, por que assim e nao assado, enfim. Muito bonito.
Dois defeitinhos no museu:
1- A exposicao dos irmaos Wright eh linda e maravilhosa, mas no Brasil sabemos que o verdadeiro pai da aviacao foi Santos Dumont. Aqui, ele apareceu num quadrinho minusculo dizendo que era "mais um pioneiro que experimentou algumas coisas ao mesmo tempo que os Wright".
2- A exposicao sobre a Segunda Guerra estava muito boa, impressionante. Tinha avioes, uniformes de diferentes exercitos, dados, ate objetos recuperados dos soldados. Mas a referencia as bombas atomicas sobre Hiroshima e Nagasaki eh, mais uma vez, minima. "Assim terminou a guerra" pronto, e deu. Sendo que os memoriais e homenagens a Pearl Harbor sao imensos, emotivos, emocionantes.
Mas enfim, coisa de quem esta acostumado a que seu pais nao era uma das partes envolvidas.

Fiquei 2 horas no museu, e dali ja sai para a parte das cerejeiras. Caminhei ao longo do National Mall, que vem a ser um parquezao, plano (alias, toda DC eh plana), so com grama. Aos lados dele, museus. Ao fundo, Washington Monument (um obelisco grandao) e mais ao fundo, os outros memoriais, tudo alinhado.
Mas eu fui pela rua paralela, do lado de dentro, vendo os museus e ministerios que tem ali.
Tirei fotos em um parque muito florido, que era o jardim do castelo Smithsonian (o primeiro museu). Continuei ate chegar ao Washington Monument, sempre tirando fotos. Ja vou esclarecendo: tirei 636 fotos em 3 dias. Dei uma reduzida porque varias estavam duplas, com cabecas na frente ou muito repetitivas. Cheguei em 500 e alguma coisa. E ainda nao consegui postar todas no orkut, mas vou aos poucos.
Entao, no monument estava tendo um festival de pipas e num cenario uma apresentacao de danca espanhola. O dia estava ensolarado, esplendoroso. Uma maravilha.
Dali a esquerda esta o lago, que nao me lembro o nome. Eh imenso, e todo bordeado pelas cerejeiras, que como sou uma pessoa abencoada, ja estavam todas em flor. Foi lindissimo.
Rodeei o lago todo (eu e os zilhares de turistas), tirando fotos, e pela metade cheguei no Thomas Jefferson Memorial. Depois andei mais e cheguei no imenso Roosevelt Memorial, que tem varias estatuas e fontes com cachoeiras. Bem interessante.
Terminei de rodear o lago e cheguei quase no Washington Monument de novo. Do lado dele (seguindo a direcao que ja trazia desde o museu) estava o memorial da Segunda Guerra: um imenso circulo com postes simbolizando cada Estado dos U.S., e dois portais: Atlantic e Pacific, para os dois oceanos que banham os U.S. No meio, uma linda fonte retangular.
Continuando, esta o espelho d'agua, imenso, tambem retangular, maior que um lago, imenso mesmo! E que vai dar no Lincoln Memorial, um predio grande e cheio de colunas gregas, com a famosa estatua do Lincoln sentado la dentro. Mais uma vez, o click click da minha camera nao descansou.
Aproveito para dizer que comecei este post com fotos, mas eh muito chato de coloca-las no meio do post porque se desconfigura tudo. Entao vamos fazer uma coisa? Esta tudo no orkut. Pode ir la ver, deixa aberta a janela do blog e vai acompanhando as fotos a medida que vai lendo. :)

Bom, depois do Lincoln ja eram 4 da tarde e eu estava verde de fome, achei um cafe e comprei um almoco super saudavel composto de batata Lays, suco de garrafinha, um bolachao de aveia e passas e um chocolate. Eh que era o unico cafe que havia nesse lugar de memoriais e monumentos, e nao tinha um sanduiche que nao tivesse carne. Nem sequer um que fosse so queijo!
Isso eu achei pouco democratico em DC: aqui em NY encontro opcoes vegetarianas em qualquer lugar que vou, e em DC tive esse problema em mais de um lugar. Mas enfim, tres dias de junk food nao matam ninguem.
Entao, voltando pelo National Mall desviei um pouco a esquerda para passar no Vietnam Veterans Memorial. Muito emotivo, ate porque esta na memoria de muita gente ainda. Paredes de granito preto continham os nomes de todos os que (lutaram? morreram? nao soube dizer). Enfim, uma linda homenagem. Em varios lugares havia papeis de recordacao, flores, cartas aos "veterans" e ate folha corrida das honras em guerra. Eh, pensando agora, acho que eram mesmo os nomes dos que morreram no conflito.
Entao, dali me encontrei com a Nani e uma amiga dela no Washington Monument, para onde voltei, seguindo o mesmo caminho. Mas elas iam dar a volta ao lago, e eu ja tinha feito isso mais cedo, entao preferi ir para a Casa Branca. Que lugar legal! Da uma emocao, viu? Eh O lugar. Quando estava la, na frente da White House, liguei para casa e falei pro meu irmao: Adivinha onde estou? E ele: ah, sei la, na Casa Branca? Eu: Siiiiim! (ele chutou por chutar).
Dei a volta na Casa Branca, conhecendo um par de ruas ao redor e pronto, voltei para encontrar a Nani e a sua amiga de volta na estacao. Enquanto voltava, mais umas fotos do Washington Mon. agora ao entardecer.
Mc Donalds e cama. Moida.

Dia 3.
Os hosts da Nani estavam indo para DC e me deram uma carona. Me despedi dela e agradeci mais uma vez pela maravilhosa estada e companhia em DC. Mais uma vez Deus eh muito bom comigo, os hosts dela iam para a igreja a duas quadras do Capitol, para onde eu estava indo. Ja me explicaram que a Congress Library (Biblioteca do Congresso) fica atras do Capitol. Otimo! Ja vi os dois lugares.
O Capitol eh grande, majestoso, imenso. Alias, todos os lugares em DC sao assim: majestosos e imensos, acolhedores, classicos, gregos. E rodeados de jardins. Eh uma cidade bastante verde.
Rodeei o Capitol, que nao se pode entrar a nao ser com agendamento (e nao aos domingos, hehe), desci pelo jardim e entrei no Jardim Botanico, que nublou a lente da minha camera e os meus olhos. Apaixonei geral, era muito lindo la!
De la fui andando novamente indo para o National Mall mas em sentido contrario ao dia anterior. Meu objetivo era o National Museu of American History (mais um Smithsonian), mas antes passei na porta da National Gallery of Art (nao Smithsonian) e decidi entrar. Dei uma passada bem rapida por retratos, paisagens, esculturas e quadros bem famosos, de Raphael, Leonardo da Vinci, El Greco, enfim, muito bons mesmo, ate as exposicoes mais modernas, os Picassos, Degas, etc. Dei uma passada na lojinha de novo (eu amo essas lojinhas, nem que seja para comprar cartao postal), e sai rapidamente, ja de olho no proximo lugar.
Antes de chegar no American History almocei e aproveitei para descansar as pernas, que ja estavam bastante cansadas com as andancas acumuladas desde sexta. Fui de pizza, mais uma vez uma dificuldade de encontrar alguma coisa de vegetariana.
E finalmente cheguei no American History. La, exposicoes lindissimas de tudo o que aconteceu na historia americana desde a colonizacao, mas de uma maneira interativa, linda. E com muitos objetos curiosos, como um salvavidas de um dos sobreviventes do Titanic, os sapatinhos da Dorothy (na versao de Judy Garland), objetos de presidentes americanos como a cartola que Lincoln usava quando foi alvejado e um vestido de veludo da mulher dele, uma casa de verdade que foi transportada para o museu, com toda sua historia de mais de 200 anos e varias geracoes de familias, raridades, enfim. Muito bonito.
Faltou so ver a exposicao de primeiras damas, mas a fila estava para mais de meia hora e eu nao dispunha de tempo. Mais uma visitinha a loja do museu e sai para o centro de DC, sem muita certeza de onde era mesmo o Chinatown para pegar o onibus de volta. Mas o mapa de novo me ajudou, e depois de deixar mais uns dolares nas lojas de lembrancinhas, peguei meu onibus. Ah, antes disso fui prevenida e parei num Starbucks por um lanche para levar no onibus. Mais uma vez (ate tu, Starbucks?) nada de sanduiche vegetariano! Ainda bem que tinha outro Starbucks do outro lado da praca, comprei meu lanche e peguei a estrada. 17:30 h de domingo. Ufa!

Cheguei em NY 22:15, peguei 2 metros para chegar na estacao de trem, o trem para Larchmont e finalmente uma caminhada de 25 minutos ate em casa. Debaixo da chuva. Rsrs.
Mas fui muito, muito abencoada. Era para chover em DC sexta e domingo, no fim nao choveu. So peguei chuva sexta desde minha casa ate a estacao e domingo da estacao ate a casa. So!

Entao, espero que tenham gostado da minha novela, digo, do relato das minhas peripecias em terras federais. Faltou coisa? Faltou. Voltei contente? Muito! Nao vejo a hora de programar a proxima viagem.
Espero que tenham lido ate o fim, ficou cansativo, mas se nao fizesse de uma vez teria ficado como o post do Madame Tussaud: sem terminar.

Mais uma vez, ha mais de 200 fotos no orkut, e as outras irei postando aos poucos, segundo o tempo que tiver.
Beijos e ate a proxima aventura!