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junho 09, 2016

Mais de 2 anos depois... por que Hadassa se chama Hadassa?

De repente, assim, do nada, me lembrei de que nunca falei disso por aqui.

Quando na rua alguém me pergunta qual é o nome dela (ou pergunta diretamente para ela, o que tem acontecido cada vez mais -apesar de que ela se recusa a responder e geralmente esconde o rosto, normal para uma criaturinha de 2 anos) e eu respondo, já espero a reação normal que segue em sequência: 
 
1- Cara de espanto (eu é que me espanto de como as pessoas podem ser rudes. Como se todo mundo tivesse que se chamar João ou Maria - nada contra, tá?)
 
2- Frase: Que nome bonito! Qual é a origem?
Ou, em sua versão menos delicada: Legal! E de onde você tirou esse nome?
... ¬ ¬ ...
 
3- Tentativa (quase sempre errada) de pronunciar: Ha-... Ahd- ... Adássia? É isso.
 
4- Eu corrigindo: Ha-da-ssa (se pronuncia com H aspirado, como o R na garganta).
 
Não que não soubesse que isso iria acontecer e bastante. Mas me choca a falta de sensibilidade das pessoas. Como esperar que as pessoas acolham as diferenças se até um nome um pouquinho diferente causa tal estranheza?
Por exemplo, tem o nome Raíssa. Compare foneticamente Raíssa com Hadassa.
Muito parecido, né?
Que eu conheça, ninguém tem a menor dificuldade em falar Raíssa. Não causa estranheza nenhuma. Mas Hadassa sim. Mistérios.
 
Mas enfim. Já estou divagando.
 
Estava eu tentando fazer um post sobre como chegamos até o nome.
Bom, foi um longo caminho. Para quem se lembra, fomos saber o sexo lá pela 27a semana. Se fosse menino, já estava quase batido o martelo. Ia ser Davi. E estávamos praticamente certos de que era menino, afinal, a avó do Enos tinha falado que era menino e ela não errava nunca. Mas desta vez, errou.
(Parêntese: infelizmente, dona Natália faleceu quando a Hadassa tinha 12 dias e não chegou a conhecer a bisnetinha, que ela jurou que era bisnetinho).
 
Quando então ficamos sabendo que era uma menininha e passado o susto inicial, começamos a procurar ativamente por nomes de menina.
Começamos é um modo de dizer: antes de saber já tinhamos corrido pela minha lista de nomes (que já estava sendo feita desde o momento do teste positivo) e o Enos tinha descartado todas as minhas ideias. TODAS.
As ideias dele também não me agradaram. Quase todo dia um, ou os dois, chegava com outra sugestão, e o outro descartava. Não havia consenso de maneira nenhuma!
 
Ele sugeriu que gostaria de pôr o nome da vovó Natália, que estava bastante doente com câncer. Seria uma linda homenagem e eu gosto de nomes em homenagem, mas... não gosto de Natália. Por mais que me esforçasse, simplesmente não conseguia. Mais uma vez, não houve consenso.
 
Uma das maiores dificuldades, e era algo que os dois sentiamos, era que: ao escolher um nome, deixaríamos automaticamente de considerar todos os outros nomes. E isso era difícil de assimilar. Como escolher um só e deixar todos os outros nomes de lado? Como preferir um nome entre os milhões de possibilidades... e esquecer do resto?
 
Um belo dia, ele lembrou da época que trabalhava no colégio e de que tinha uma menininha chamada Hadassa. Como ele era monitor, todos os dias chamava as crianças quando os pais chegavam, e ia conhecendo os alunos pelos nomes. Me sugeriu, eu pensei um pouco. Era um nome bonito, bíblico, forte. E único. Não falei nem que sim, nem que não. Precisava pesquisar a respeito. A origem, o significado.
Me joguei de cabeça na pesquisa. Hadassa era o nome original da rainha Ester (acredito que tenha sido seu nome hebraico original, pois na Bíblia diz assim: "Hadassa, também chamada Ester." Dali pra frente, só chama ela de Ester. O nome Hadassa aparece somente uma vez nan Bíblia. Como ela estava no meio de povo estrangeiro, acredito que Ester fosse o nome pelo qual foi chamada depois ou que tenha trocado de nome por necessitar se misturar à multidão, sendo Hadassa seu nome de nascimento original. Não há muita claridade a respeito).
Um resumo da história:
A rainha Ester foi uma moça forte pelas circunstâncias. Chegou a rainha porque o rei gostou dela, e quando se viu numa posição privilegiada, defendeu seu povo mesmo que isto significasse grande risco para ela mesma, e ajudou a evitar a massacre e a injustiça contra os hebreus, desmascarando um traidor.
Se quiser ler a história na íntegra, está aqui.
 
Além dessa história linda dessa mulher forte, encontrei que Hadassa significa "flor de murta", uma família de arbustos de flores muito aromáticas (veja aqui), bastante comum no oriente.
Pronto! Significado, o nome tinha. E era belo. E isso para mim era importante. Mas... ainda tinha minhas dúvidas.
 
1- Nome de rainha. Forte. Será que não seria um "peso" muito grande para um bebê, para uma criancinha? Fiquei com medo de sobrecarregar a pobre bebezinha.
 
2- Eu queria um nome duplo. Mas nada, absolutamente nada, combinava com Hadassa. Então, se fosse o escolhido, teria que ser somente Hadassa. Ora, e se ela crescesse e não gostasse do nome? E tivesse que carregar Hadassa pelo resto da vida porque não tinha um segundo nome para usar?
 
3- A história bíblica dizia que era o nome de uma moça órfã de pais. Ora, pode parecer superstição, mas dessa parte eu não tinha gostado.
 
Dúvidas, dúvidas.
 
Mesmo com Hadassa na cabeça, voltamos a considerar Beatriz, que incrivelmente estava agradando os dois. Mas perto de Hadassa, Beatriz perdia o brilho (nada contra, ainda é um nome que acho bonito, simplesmente não era o nosso nome). O Enos até voltou a sugerir Natália. Mas não. Íamos e voltávamos, e retornávamos a Hadassa. Fomos bater o martelo poucos dias antes de ela nascer, e mesmo assim, a certeza mesmo só veio naquela noite em que ela nasceu.
 
Hoje vejo o quanto é apropriado o nome que demoramos tanto para escolher. Ela é toda forte, independente, tem seu tempo para tudo e não gosta de ser apressada. Tem seus momentos de rainha também, querendo mandar e desmandar, mas também já mostra uma capacidade argumentativa que me deixa boba. Mas de tudo, de tudo, ela é uma florzinha, que chega espalhando perfume e graça por onde passa.
Demoramos tanto, mas escolhemos o nome certo para ela. Hadassa, nossa Hadassa, nossa rainha, nossa flor.




fevereiro 17, 2016

Razões para ser grata.

Foto: stocksnap
No meio a tantos problemas do dia a dia, correria, etc., é tão fácil se esquecer de como somos ricos e abençoados.
Tem uma mensagem que circulou e circula há bastante tempo pela internet, que começa com: se você tiver comida na geladeira, uma cama para descansar e um teto sobre sua cabeça, você é mais rico do que 75% das pessoas do mundo.
 
Ou qualquer coisa assim, não lembro bem.
 
Proporções certas ou erradas à parte, o certo é que nos queixamos muito.
Claro, buscar melhorar é bom, procurar mais conforto, melhores condições de trabalho, de moradia, de saúde, etc., é normal. Não discuto esta parte!
Mas que nos queixamos muito, ah isso sim. Principalmente quando muitas vezes reclamamos mas não fazemos nada para mudar a situação que nos incomoda. Apenas reclamamos.
Ou reclamamos de algo que não pode ser mudado, pelo menos no momento.
(Por exemplo, estar na fila do banco ou do ônibus e reclamar da demora para as pessoas ao redor, que estão na mesma situação que nós. Digo porque me pego fazendo isso frequentemente, e depois fico pensando e tentando entender o porquê).
 
Mas pensando nisso tudo, e vendo algumas iniciativas pelas redes sociais, decidi acrescentar um item diário à minha agenda de anotações.
 
Todos os dias, penso em três coisas pelas quais agradeço.
 
Tento variar, sair do óbvio. Não somente ser grata "pela vida, pela saúde e pela minha filha", mas procurar três novas razões a cada dia para expressar gratidão.
 
Por exemplo, hoje sou grata:
1- Pela minha sogra que ficou lá em casa esta noite e fez uma comidinha deliciosa do jeito que a Had gosta.
2- Pela amplidão da internet, que me permitiu procurar algumas fontes e leituras hoje.
3- Pela música relaxante que procurei e encontrei (mais uma vez, via internet). Aliás, se você ainda não conhece o Spotify, conheça já.
 
E você? Agradece pelo quê hoje?
Me conta!

setembro 30, 2015

My favorite things

 
Noites de verão, chuvinha na janela, cheirinho de lavanda, riso da minha filha.
Lápis de cor, morangos maduros, sapatos baixinhos, plantar e ver crescer.
Cortar o cabelo, receber uma carta, fazer planos novos, castelos no ar.
Brincar com água, ler a Bíblia, abraços apertados, assar um pão.
Boas histórias, amigos antigos, viagens inesperadas, cartões postais.
Lavar o cabelo, brincar com a minha filha, conversar por horas, colher hortelã.
Assistir filmes, planejar minha agenda, roteiros turísticos, torta de maçã.
Um chá quentinho, um livro novo, fotos antigas, dormir abraçadinha.
 
 
These are a few of my favorite things!
(Estas são algumas das minhas coisas favoritas!)
 
A Noviça Rebelde estava certa. Como ajuda lembrar das coisas que gostamos, principalmente em dias meio cinzas.
E você? Quais são suas coisas favoritas?
 
 
PS: Tentei encontrar um video com legendas, mas não encontrei. A quem interessar, abaixo estão as legendas em inglês.
 

setembro 25, 2015

Obrigada!

Não podia deixar de passar por aqui para agradecer o apoio de todas no post anterior. Obrigada queridas! De coração!
Infelizmente não posso mostrar a foto ainda. Ela sairá somente no calendário de 2016, que acredito que receberemos mais perto do final do ano. Mas assim que sair, mostro aqui no blog sim!
 
No mais, não sei por quê, esta semana está muito longa e cansativa. Não sei se pelas diversas pendências que estive resolvendo ou pelo calor (a primavera é muito bemvinda e me faz sentir energizada, mas o calor passando de 30 graus tendo que usar calças compridas... é pesado! Ontem vim trabalhar de saia, mas não tenho tantas saias assim que dê para trabalhar, e em geral a calça é mais conveniente apesar do calor, para subir e descer de ônibus, etc).
 
Quem me vê no Instagram já viu, e aqui conto: estou interessada na área de cosméticos naturais. Tudo começou meio que por acaso enquanto procurava um jeito de plantar tomates (sim, estou plantando tomates livres de pesticidas numa jardineira em casa) e caí num blog saudável de uma mãe Americana. De um blog para outro e para sites diversos, receitas e tutoriais foi um pulo. Como expliquei no último post, tenho uma relação um pouco obsessiva com as minhas ideias, então a pesquisa não teve pausa e meu encantamento também não.
Sendo assim, estou fazendo algumas experiências com materiais naturais, e se der certo pretendo produzir para vender também.
Cosméticos naturais, sem substâncias sintéticas/químicas, sem corantes artificiais, sem testes em animais, e vegan.
E lindos, cheirosos, simples e funcionais. Do jeito e com a qualidade que EU quero para mim e minha família, à disposição de quem também desejar excluir um pouco das químicas do dia a dia, principalmente da pele que é nosso maior órgão e que muitas vezes acabamos negligenciando aplicando substâncias perigosas sem querer.
Já estou fazendo a propaganda, hahaha.

setembro 09, 2015

O fruto nunca cai longe do pé

Estava aqui fazendo uma limpeza em caixas de email, quando encontrei umas fotos que meu irmão escaneou para mim, para uma homenagem de aniversário que fiz para meu pai.
Curiosamente, nas fotos eu tinha aproximadamente a idade que a Had tem hoje.
 
 
Não pude por menos que compará-las e reparar em como, apesar de todos dizerem o quanto a Had se parece com o meu marido, ela ter indubitavelmente meus genes também. Vejam só.

Esta linda e rosada bebê da foto é esta pessoa que vos escreve:


 
E esta fofa bebê da foto a seguir é a Had:
 
Reparou na semelhança?
Reparou no sorriso?
Na expressão das sobrancelhas?
Até o shape do cabelo?
Aliás, repare também como meu sorriso (adulto) parece com o do meu pai.
 
Mais uma comparação para ver se fica mais claro:
 


Eu (e pai)
Hadassita



Eu e pai...
E Had
E mais um pouco de Had pela corujisse.




















 E para completar:

Seu Jorge e Mari
Seu Jorge e Had, 30 anos depois.



agosto 14, 2015

Reflexões de hora do almoço

Só um postzinho rápido para registrar uma reflexão que me veio à cabeça enquanto observava as pessoas, como é meu costume.

1- Nos Estados Unidos, as pessoas vão a restaurantes, comem, e depois pedem ao garçom para embrulhar o que sobrou para levar. Não é "para o cachorro", não é vergonhoso, não é problema algum. Pessoas "de dinheiro" saem muitas vezes de restaurantes chiques com os pacotes da "marmita" para comer mais tarde ou no dia seguinte, afinal é comida de ótima qualidade, em ótimo estado e deliciosa. Por que não aproveitar?

2- No Brasil, pessoas vão a bufês, se servem (muito) mais do que conseguem comer, e vão embora deixando metade do prato para trás. Veja bem, comida boa, em ótimas condições, que a pessoa se serviu a mais (não um pouquinho a mais, friso, mas um verdadeiro monte Everest de comida no prato) e não quis mais ou não deu conta de comer e simplesmente vai para o lixo, porque a pessoa não soube medir o seu próprio apetite ou simplesmente pensou arrogantemente que "sou eu quem pago mesmo".

Fico tão triste com essas coisas...