Bom, basicamente, o ateliê não estava dando certo, então fechamos, eu arranjei um emprego como secretária troglodita (ops, poliglota), marido está às voltas com o planejamento de um novo negócio e enquanto isso fica com a Had em casa.
Estou de volta ao mercado de trabalho, com o coração dividido entre trabalhar fora (algo que sempre gostei) e a culpa de não estar presente no dia a dia da minha filhota.
Culpa, aquela fiel companheira de toda mãe.
Tem dias bons, tem dias ruins. Tem dias que me sinto bem, tem dias que choro pensando que meu lugar é em casa com a minha pequena, apesar de o meu emprego e a empresa serem muito bons.
É claro que ajuda o fato de que quem está com ela é o meu marido e que ele é ótimo com ela, mas tem horas que nem esse pensamento ajuda. Mãe, culpa, culpa, mãe. Prazer.
Tem dias que é fácil, tem dias que é difícil. Tem dias que estou tão cansada que levo a Had para dormir e acabo dormindo junto (tipo essa noite) e acordo com o alarme do dia seguinte, ainda de lente de contato. Ossos do ofício.
