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setembro 23, 2016

Como cumprir seus objetivos (e não morrer tentando)



Olá a todos! Tudo bem?
 
O título é bem sugestivo, não é mesmo? Só algo para chamar um pouco a atenção.
 
Não sei quanto a vocês, mas eu sou uma pessoa de listas. Lista de mercado, de tarefas a fazer, de coisas que não posso esquecer de pôr na mala para viajar... de lugares que quero visitar e livros que quero ler, de receitas que quero testar, enfim. Tudo vira lista, seja de papel ou no celular.
 
Quando chega aquela época do final do ano então, a lista é obrigatória. Objetivos para o ano novo. Ótimo.
 
E então começamos janeiro super motivados, cheios de energia, com ideias novas, etc e tal.
Passa fevereiro, chega março... abril... e a lista?
Com sorte, ficou esquecida em alguma gaveta. Quem sabe, dentro de uma agenda ou daily planner que -também- esquecemos de abrir e atualizar.
Com sorte, lá para dezembro a encontraremos e iremos percorrendo os pontos que tão animadamente anotamos nos primeiros dias do ano. Viajar mais?... hummm... é, meio que sim. Fazer um curso na minha área, vixe. Esse ficou para trás... Perder 5 kg? Hahaha próxima.
E assim, entra ano e sai ano, a listinha vai ficando cada vez mais triste com a sua falta de utilidade.
 
E assim vai.
 
Bom, talvez com você, pessoa organizada, motivada e cheia de energia não aconteça isso.
Comigo acontece.
Todo. Santo. Ano.
E sei que pelo menos com algumas de vocês também, vai.
(Não me deixa sozinha nessa, pufavô).
 
Este ano, resolvi fazer diferente.
  • Primeiro: Personalizei meu ano. Ao invés de começar no primeiro de janeiro e arrastar para o pobre mês preguiçoso toda a responsabilidade de carregar a motivação do começo, resolvi começar em 16 de junho, meu aniversário.
  • Segundo: Um ano é tempo demais. Não sei vocês, mas eu que sou uma pessoa siricoticada por natureza, mudo de-mais em um ano. Então, ao invés de traçar metas anuais, tracei minhas metas de maneira trimestral. Se as empresas, que são grandes corporações, fazem avaliações trimestrais, por que não eu?
  • Terceiro: Realismo. Escrevi os objetivos de maneira realista para que não me desanimem, mas que ao mesmo tempo representem um desafio, porque né, não pode ser muito facinho.
  • Quarto: Limitei os objetivos a cinco. De preferência que haja variedade: objetivos de crescimento intelectual (cursos, leituras, habilidades a adquirir), objetivos práticos, viagens, objetivos financeiros, novos hábitos de saúde ou condicionamento físico, crescimento espiritual, etc.
  • Quinto: Avaliação. Coloco o alarme do celular para todo dia 16, para dar uma olhada na listinha e avaliar como estou indo. A lista fica num bolsinho que tem no estojo do meu celular, então na verdade a leio com mais frequência, mas o alarme garante que o tempo máximo seja um mês. Quando o trimestre acaba, avalio o que fiz e o que não fiz, vejo onde posso melhorar para fazer melhor no próximo trimestre, faço uma nova lista e descarto a anterior.
E assim, com minhas mini-listas, tem dado mais certo. Tenho menos objetivos de cada vez, posso focar melhor em metas menores, mais realistas e mais próximas. Nem sempre cumpro tudo que está na lista, até porque algumas coisas vão mudando mesmo ao longo de um trimestre e alguns objetivos perdem importância diante de outros. Mas estou achando a experiência muito positiva.
 
E vocês, têm costume de fazer listas? Que método funciona melhor para sua realidade?
Me contem nos comentários!
Grande abraço!

* Créditos da imagem: Ian Schneider (stocksnap.io)

agosto 11, 2016

Inverno das ideias

Ando meio sumida, eu sei. Estou preparando algumas coisas em off, e no mais é a correria do dia a dia.
E some a isso tudo um pouco de falta de inspiração.
Ando lendo mais do que escrevendo, e refletindo mais do que... escrevendo também.
Sobre o futuro, sobre planos, sobre desafios.
Mas não largo nem pretendo largar o blog. Me sinto tão bem aqui!
Daqui a pouco a inspiração volta, a correria diminui, a vida acalma.

Ah sim. Tudo tem seu lado positivo.
Após o piso do apartamento novo, como comentei no post anterior, ter se levantado e a cerâmica começado a quebrar...
E após os pedreiros remarcarem um par de vezes finalmente terem aparecido...
E após levantarem uma nuvem de poeira que se depositou em tudo que é objeto da sala, cozinha e área de serviço ao quebrar o piso de cerâmica todo...
(E sem poder tirar alguns móveis, que são grandes demais. O sofá, por exemplo, não passa para os quartos nem-a-pau).
Finalmente foi colocado o piso novo. Bunito. De porcelanato. Mais bacana que a cerâmica que tinha.
E agora estamos com piso novo e bonito.
Pena que ainda falta acertar o acabamento, que ficou para depois por causa do clima úmido desta última semana, e acho que será feito semana que vem. Tudo a seu tempo.

Ainda estou meio triste porque não tenho conseguido espaço para minhas plantinhas. Algumas, como a hortelã que não precisa de muito sol, e o manjericão que é um lindão fortão e se adapta a tudo, continuam firmes e fortes.
Outras, como a pequena mudinha de nectarina que tanto trabalho me deu germinar, perdi.
E outras tentam alcançar a luz da janela, um pouco estioladas de tanto tentar. Me dá peninha. Mas é que meu apartamento não pega sol direto, a nenhuma hora do dia.

E eu que queria plantar um vasinho de lavandas!
:(

Ai ai...

julho 28, 2016

Sabe quando...

... você está calmamente em casa, uma noite qualquer, e de repente ouve estalos vindos do piso e, ao olhar para baixo, percebe que as lajotas de cerâmica estão simplesmente se levantando como se uma bolha de ar gigante estivesse crescendo debaixo delas?

Não?

Nunca aconteceu com vocês?

Pois aconteceu comigo, no lindo apartamento que aluguei há somente um mês.

Believe it or not.

O pedreiro que avaliou disse se tratar de uma combinação de argamassa de má qualidade, trabalho de assentar o piso mal feito, e umidade e diferença de temperatura ambiente, o que na verdade apenas ajudou a desencadear o problema que já existia com o piso mal assentado.

Amanhã teremos a visita do Sr. Pedreiro que irá -esperemos- resolver o problema, após diversas remarcações da visita.
Ufa!

Volto semana que vem, quando estiver tudo mais calmo.
Assim espero.

março 22, 2016

Do meu jardim

Começou timidamente, e aos poucos foi crescendo. Primeiro uma plantinha, depois outra, até que há algumas semanas me deu uma vontade de dedicar a ele mais tempo e esforço.
 
Meu jardim andava meio abandonado. Confesso: quando comecei a plantar, na minha cabeça era algo como "joga sementes na terra, lembra de regar de vez em quando e as plantas florescerão lindas e maravilhosas porque é assim a natureza espetacular delas".
Mas na verdade não é bem assim... se você tem um mínimo de experiência em jardinagem, sabe que há todo um conhecimento e dedicação por trás: das plantas que gostam de mais ou de menos sol, de mais ou de menos água, de solo assim ou assado. Das plantas que crescem por sementes, das que se desenvolvem melhor por estacas ou enxertos, ou ainda a tal da alporquia (que raios é isso? Eu descobri bem recentemente).
 
Sem falar que, como também descobri recentemente graças às leituras pela internet e a blogs ótimos sobre o assunto, as plantas que estão em vasos precisam de adubação periódica para suprir a fonte de nutrientes, que é bastante limitada devido ao espaço.
 
Percebe você que há toda uma ciência por trás?
Pois bem. Volta aqui comigo.
Estou dando uma atenção a mais ao meu jardinzinho, e testando umas técnicas que aprendi. Para poder comparar daqui a algum tempo, vou mostrar umas fotos de algumas das plantinhas:
 
Eu que sou uma profunda conhecedora de plantas (#sqn) tinha comprado há alguns meses uma plantinha de hortelã. Se desenvolveu bem, porém fui vendo que era de folhinhas pequenas, e sem desmerecer, mas eu queria uma hortelã da espécie de folhinhas maiores, aquela que tem uma texturinha na folha. Viu meu conhecimento de espécies né?
Então, depois de certo tempo, estava na floricultura e encontrei um pezinho de hortelã "de folha grande". E comprei. Agora tenho a "de folha pequena" e a "de folha grande". E não sei nada sobre espécies, mas as duas são lindinhas. :)
Hortelã "de folha grande"
 
 

Pois bem. Acontece que as duas plantas andavam meio caidinhas. A de folha grande, estava perdendo bastantes folhas. Era encostar, e as folhinhas mesmo verdinhas caíam. A de folhas pequenas não tinha esse problema tão acentuado, mas também não estava com esse viço todo. Então, dei uma revitalizada nas duas. Comprei húmus de minhoca, tirei uma parte da terrinha dos dois vasos, dei uma mexida no resto da terra com cuidado para não danificar as raízes, e preenchi com o húmus e um pouco de terra nova.
Coloquei também uns pedacinhos de musgo que encontrei por aí e pedrinhas, para ajudar a não deixar a terra exposta e assim conservar melhor os nutrientes.
Depois, borrifei uma mistura de leite diluída em água a 10%, que Segundo li serve como adubo e também antifúngico.
Na foto de cima para ver como ficou, e como está minha plantinha semi-desfolhada.
Hortelã "de folha pequena"
 A hortelã de folha pequena estava com um caso curioso: seus galhinhos cresceram e cresceram, mas meio "pelados", saindo folhinhas só mais nas pontas. Cresceram tanto, que estavam todos emaranhados! Cortei boa parte dos galhinhos que estavam crescidos, e deixei as ricas folhinhas para secar. Outros galhinhos que estavam mais viçosos, deixei compridos mesmo.
Fiz a mesma coisa com a terra. Tirei uma parte, coloquei humus, terra nova e pedrinhas.
Ao cortar os galhinhos e me dispor a arrumar a terra, vi que um deles, que tinha ficado em contato com a terra, tinha criado raízes e os novos brotinhos já tinham uns 5 cm. Uma alporquia espontânea, digamos assim! Rsrs.
 
Com todo cuidado, cortei o galho da planta e removi a plantinha nova para seu próprio vaso, ou melhor: para um "apartamento" novo no prédio de plantas que será a sapateira, ou melhor:
"Conjunto residencial Horta Vertical". 
O Conjunto Residencial Horta Vertical já tem seu primeiro morador! A hortelãzinha brotada espontaneamente é a mais nova moradora do 1-A.
 A pequena hortelãzinha ficou com um singelo apartamento no primeiro andar porque plantinhas de hortelã curtem um sol mais moderado, e ali ela pega claridade mas não o sol forte, e a terra fica mais para úmida. Nos andares superiores ficarão plantinhas que gostam de um sol mais forte e terra mais seca, como alecrim, tomilho, sálvia.
Mais um empreendimento "Mari Urbanismo Vegetal".
Rsrsrs.

Este bonitão aqui em cima é o meu pé de goiaba. Ele nasceu de sementinhas que eu mesma retirei de uma goiaba e já está desse tamanho! No topinho, folhinhas tenras aparecendo. Me dá uma alegria e um orgulhinho ver as plantinhas nascerem, principalmente essas de sementes que eu retirei de frutos, mais ainda do que das sementinhas que já vem "prontas".
Eu não tinha muito conhecimento e o deixava no sol, porque logicamente na minha cabeça plantas precisam de sol e se são pequenas mais ainda, mas não é bem assim. Plantas pequenas precisam de claridade, mas devem ser protegidas do sol forte até que fiquem fortes o suficiente. Para mudinhas de árvores, o ideal é no mínimo uns 20-30 cm de altura.
Mudei ele para a sombra, e então a plantinha que estava com o crescimento meio estancado começou a se desenvolver melhor. Agora tem as folhinhas verdinhas novas que vocês podem ver na foto. [Coraçãozinho com as mãos].
 
Tenho também algumas mudinhas de pitanga que estavam no mesmo berçário que a goiabinha e agora que são crianças continuam amiguinhos, mas não tirei uma foto legal. Fica para o próximo post plantífero.
 
 


 Outros dos meus "bebezinhos": à esquerda, um conhecido matinho que cresce nas juntas das calçadas. Segundo minhas pesquisas, seu nome é "quebra pedra rasteira". Está meio baleadinha ainda, porque a retirei da calçada e veio na bolsa enroladinha num guardanapo até chegar em casa e poder plantar. Pretendo usá-la como forração para vasos maiores. Acho super bonitinha, apesar de que, se não cuidar, vira praga.
 
No meio: Cebola! Cortei metade de uma cebola daquelas miúdas, deixei uns dias em água com a raíz para baixo, e logo novas raízes apareceram. Então plantei. Em dois dias, o brotinho já apareceu. Esta foto é de ontem, e hoje já estava bem maior! Cresce bem rápido.
Ontem mesmo, minha sogra procurando na fruteira uma cebola para temperar o arroz, encontrou uma outra cebola que pelo visto já estava brotando há alguns dias, sem água, sem nada, só na fruteira. Já tinha uns 5 cm de broto. Coloquei inteira na água até poder providenciar um potinho com terra. Logo teremos cebolas em casa!
 
Na fotinho da direita, uma das minhas suculentinhas. Cada vez que vou à casa da minha mãe, volto com algumas folhinhas de suculenta, mas a maioria acabava morrendo. Fui pesquisar, e descobri que eu sou assim, uma Felicia das plantas: queria tanto que crescessem, e multiplicassem, e ficassem lindas, e florescessem, e..., e..., e... terminava afogando as coitadinhas!
Suculentas tem fama de serem fáceis de manter, olha, pode até ser, para aquelas pessoas que costumam matar plantas por falta de água. Elas precisam tipo, uma colher de chá por semana. Para quem peca pelo excesso como eu, as bichinhas são difíceis de cuidar! Preciso me conter para não sair molhando as coitadinhas diariamente.
Esta da foto já estava começando a mostrar sinais de afogamento (rs), mas consegui salvá-la a tempo, simplesmente deixando a coitada em paz. Claro, estar morando nesse shot glass de vidro sem drenagem não é exatamente algo bom, mas os shot glasses são tããão bonitinhos!
Mas... pelo que vocês podem ver nas fotos, eu utilizo quase qualquer potinho/copinho que encontro para minhas plantinhas. :)
 
Tenho mais plantinhas, mas por enquanto está bom. Já está um post enorme! O resto, vou mostrando depois.

fevereiro 03, 2016

Hora de dormir by Hadassa

Minha filha não é a maior dormilona do mundo.
Assim, ela prefere fazer quase qualquer coisa do que dormir.
Principalmente quando o pai deixa ela atrasar o soninho da tarde, então chega a hora de dormir à noite e ela está sem sono.

Ontem foi uma noite dessas.

Como sempre, fizemos nosso ritualzinho de ir para a cama, que consiste em escovar os dentes, fazer oração, ajeitar a boneca com que ela vai dormir, deitar na caminha dela, ler uma história, apagar a luz e fazer o mamazinho deitada mesmo.
Só que a bonita mamou e mudou de peito umas 457 vezes, virou para um lado e para o outro e nada de querer dormir.
Eu caindo de sono e ela senta na cama e ensaia um chorinho de queixa.
Chamo ela: vem deitar aqui comigo que vou te contar uma história, quer?
-Qué!

Deitou. Abraço.
Começo a história..

-Era uma vez, um cachorrinho.
Ele se chamava Tutu.
Ele era pequenininho.

Uma vozinha suave me interrompe:
-Não, ele ea gandão.

-Tá bom, ele era grandão. E que cor que ele era?

-Petinho.

-Tá bom, ele era pretinho.
Ele gostava de passear no parque.

-Na pacinha.

-Sim, na pracinha.

-Né?

-É, sim. (ela adquiriu a minha mania do "Né?" no final das frases, e usa de vez em quando para concordar ou pedir que eu concorde).

-Aí então, um dia o Tutu estava indo à pracinha...

-E gatinho?

-Você quer um gatinho na história?

-SIIIM!

-Tá bom. O cachorrinho Tutu tinha um amiguinho que era um gatinho. Ele se chamava Mimi.
De que cor ele era?

-Petinho.

Também era pretinho? Muito bem.

-Não. Ma-omzinho.

-Tá bom. O Mimi era marronzinho. Então eles foram passear na pracinha.
Eles gostavam de brincar de pular nas poças de água.

-...

-Então, nesse dia eles foram pular e brincar na água.

-Né?

-Sim.

-Mazazinho.

Assim ela pediu para mamar de novo, dessa vez mais calminha, e logo dormiu.
Mas antes disso... mamãe dormiu. E acordou mais de 1 hora depois, com um belo torcicolo.

janeiro 26, 2016

:(

Ando chateada, gente.
Caí nos meus propósitos.

No fim de semana a vizinha levou um saco de chocolates para nós.
Tipo: um saco mesmo. Uns 30.
Cacau Show.
(acho que a filha dela trabalha na fábrica e daí eles ficam com os defeituosos. Foi a conclusão a que chegamos).

Daí, eu não resisti e me acabei no chocolate.
(Metade dos tais eram da variedade Diet, sem açúcar, mas quem disse que fiquei só com esses?
HAHAHAHAHAHA).

Daí ontem, que tive o dia livre, fui resolver mil coisas na rua e almocei no shopping. E não resisti a um sorvete de chocolate. Com calda. E granulado.
Ai.

Lado bom: achei o sorvete doce e enjoativo demais e me deu até dor de cabeça. Acho que estamos no caminho certo.

Lado ruim: falhei no desafio. :(

Tô triste.

Mas tô seguindo em frente.
Já basta a censura do marido.
(Mas vc não estava cortando o açúcar???)

Enfim.

janeiro 14, 2016

10 dias sem açúcar

Imagem: https://stocksnap.io/


Hoje é o dia 11.
Sim, estou contando.
Não, não estou sofrendo. Pelo menos não a maior parte do tempo.
Às vezes aparece alguma tentação e tenho que me lembrar do meu propósito e do quanto não quero jogar fora todo o esforço feito até aqui. É um desafio, é suposto que seja difícil!
Mas tem sido menos terrível do que imaginava, e não tem aparecido tantas tentações assim. Ou então sou eu que estou focada em outras coisas.
Por exemplo, tenho escolhido focar nas coisas boas que me permito comer, não nas que me proíbo.
Tento desafiar a imaginação a tentar coisas novas, diferentes, apetitosas.
Tento ter mais frutas frescas e secas à mão.
Não tenho comprado nada com açúcar. Nem biscoito, nem granola, nem pão, nem iogurtes, nem coisas aparentemente saudáveis. Nada de açúcar e ponto.
(O que me enganou foi o extrato de tomate. Achando que era isento, comprei, estava fazendo um molho, fui ler os ingredeintes e pá! Lá estava. A-ç-ú-c-a-r).

Tenho batido meu iogurte caseiro de kefir com fruta. Hoje, por exemplo, bati com manga e banana. Sempre gosto de pôr banana madura para adoçar. Por cima, aveia, castanhas e uvas passas. Ficou bonito, saudável e delicioso.
A Hadassa adora.
Em substituição ao pão, às vezes (com tempo, principalmente nos finais de semana) invento algo diferente. Não que tenha eliminado o pão, mas tento umas alternativas para variar.
Por exemplo, inspirada por este post do Maternidade Colorida, fui tentar fazer uma variação de tapioca. Infelizmente, quando fui ver os ingredients, tanto a chia quanto o amaranto que tinha em casa estavam bichados e tive que jogá-los fora. Como não sou de me render, misturei somente a tapioca com um queijo parmesão maravilhoso que meu pai me trouxe, ralado na hora, e coloquei na frigideira. Fiz disquinhos redondos mesmo. Ficou ótimo!

Alguns dias faço um suco verde para começar o dia. Couve ou cenoura e beterraba, bato com banana madura e alguma outra fruta que tiver em casa, de preferência para aproveitar aquelas frutas que estão perto de estragar. Às vezes umas folhinhas de hortelã ou "capim de trigo" também vão. Coloco numa garrafinha e saio para o trabalho, perco quase nada de tempo. E ainda deixo um pouco para quando a Hadassa acordar. Ela gosta bastante, mas como acabou de aprender a tomar líquidos no copo com canudinho, só quer saber de sucos mais ralos, coados, que passem pelo canudo. Enfim! Melhor do que nada.

Não ter biscoitos ou outras tralhas em casa ajuda. A noite é a hora mais traiçoeira. Mais de uma vez, depois do jantar e de ter levado a Had para dormir, vagueio pela casa procurando algo para mastigar. Se tivesse tranqueira, seria a primeira coisa que iria pegar. Agora sou obrigada a comer uma fruta ou umas castanhas, no máximo uma torrada com geleia (sem açúcar). Preciso fazer um peanut butter para essas horas, mas comprei o amendoim e não parei ainda para fazer. #fail

Tomar um chazinho à noite também ajuda. Esta semana passada fiz uma tentativa de latte com leite de coco caseiro. Ficou bom mas meh... poderia ficar melhor. Estes eu adoço com stevia em pequenas quantidades, ou alguns chás bebo sem adoçar mesmo, principalmente hortelã e erva cidreira.

Sobre o leite de coco caseiro: pessoas mais puristas dirão que é preciso comprar o coco seco, partir, retirar a polpa e bater com água. Se eu fosse fazer isso, desistiria provavelmente no "partir". Compro o coco ralado a granel, sem açúcar, e já está de bom tamanho. Esquento umas 4 xícaras de água e sem ferver, jogo sobre 1 xícara de coco ralado já no liquidificador. Bato bem e coo num pano de prato limpo. Pronto! Leite de coco quentinho e saudável, sem conservantes. Bem batido, fica espumoso e é ideal para o latte. E ainda tem a sobra de coco depois de coar, para usar em tudo que tiver vontade.
Fiz meu latte com cevada pois não bebo café, adicionei chocolate em pó, canela e baunilha. E stevia.
Mas faltou sei lá, alguma coisa. Ainda vou descobrir o que é.

E assim vai, a rotina de desintoxicação do açúcar.
Ah mas é muito radical. Ah mas não precisa retirar completamente. Ah mas a vida fica muito sem graça. Ah mas um docinho é bom.

Sim, é muito radical. Mas precisa ser feito de uma vez para reeducar o paladar e acostumá-lo novamente ao sabor das coisas, sem o açúcar mascarando.

Sim, precisa retirar completamente. Se trata de uma desintoxicação. Você não se desintoxica de algo permitindo "somente um pouquinho", não é mesmo?

Não, a vida não fica sem graça. Há inúmeros outros sabores por aí, é só ter boa vontade e procurar. E para aquelas coisas que estamos tão acostumados, que não vivemos sem, que precisam ser adoçadas, há outras alternativas: frutas que adoçam (frescas e secas) para as vitaminas, bolos e sorvetes, adoçantes naturais para os chás, etc.

Sim, um docinho é bom. Concordo. Sou doida por um bom brigadeiro! Bom para o paladar, não para a saúde. E no meu caso, esse "bom" estava se tornando "todo dia". Eu não estava mais vivendo sem meu "docinho" após a refeição. Já tentei "reduzir o consumo" diversas vezes, mas nunca deu certo. Estava precisando de um passo mais radical mesmo, e foi dado!

Quando os 66 dias passarem, esperemos que com sucesso, irei avaliar os resultados e voltar a me permitir uma tranqueirinha aqui e ali, mantendo o equilíbrio. Mas até lá, meu paladar e meu psicológico vão estar educados.

novembro 24, 2015

Sobre birras e ataques de raiva

Recentemente, digamos há um mês atrás (pouco mais ou pouco menos), a Had começou a mostrar mudanças no comportamento.
Agora que já dominou completamente a arte do andar e correr e percebeu que mais além da diversão em si caminhar também pode ser uma ferramenta e tanto, utiliza seus ágeis pezinhos para levá-la em todos seus propósitos.
Juntamente, descobriu o que é essa tal de liberdade. De locomoção. De ideias. De ações. De pensamentos.
E descobriu que isso é bem, bem bacana.

Aí então, percebeu que pode querer fazer algumas coisas que mamãe e papai não querem que faça.
Ou deixar de fazer algumas coisas que mamãe e papai querem que faça.
Porque ela tem a capacidade de decidir o que quer ou não.
Percebeu a beleza dessa coisa de liberdade?
Além disso, temos a descoberta de que objetos inanimados podem não se comportar como ela quer que se comportem.
E de que fatores -internos ou externos- também podem não ser controláveis.

E foi assim que surgiram as crises de raiva, minha gente.

Porque mamãe chamou para escovar os dentes, porque o livro caiu no chão, porque a boneca está com a cabeça virada (essa é ótima), porque quer passear mas mamãe falou que agora já é noite e passear só amanhã, porque o sapato não quer entrar no pé, porque quer água no copo vermelho, porque não quer água no copo vermelho, porque não vamos ver fotos agora, porque quer colo e tem que ser agora, porque tenta falar e não compreendemos o que é, porque a massinha de modelar é verde e não amarela, e por aí vai...

Ela começa com um grito alto e estridente, que pode se abrir em um eco de novos gritos, ou pode desatar em um choro insuportavelmente alto. Pode se jogar no chão, ou ir correndo para um cantinho, ou se jogar sobre um sofá ou o que estiver por perto.
Mas o mais triste é a carinha de decepção, vermelha de raiva, que me parte o coração.

Confesso que no início minha paciência passou por duras provas. Imaginei que os "terrible twos" estariam dando as caras mais cedo em casa. Pensei, orei, refleti, li diversas fontes, e cheguei a um plano de ação para reagir aos ataques que estavam ficando cada vez mais frequentes.
Não acredito que crianças sejam más e esses ataques ocorram por maldade, por serem mimadas, ou coisa e tal. Li em algum lugar (já nem sei onde, perdão) que é a maneira que eles têm de decodificar o mundo e que é tão, tão normal. Os ataques vão ocorrer, o que muda é o jeito que nós, adultos, reagimos a eles. Eu sou a mãe, deve ser MINHA prioridade cuidar do bem estar da minha filha, que inclui ajudá-la a compreender o mundo a seu redor.

Então me armei de paciência e de algumas dicas. Comecei a prestar atenção nos sinais que avizinhavam uma crise (se bem que algumas são tão repentinas que é impossível prever). O sono é o maior desencadeante de crises, então me agilizo para não deixá-la ficar exausta.
Sempre que possível, comecei a oferecer escolhas simples. "Você quer escovar os dentes com o coelhinho ou com a miminha (boneca)?" "Hoje colocamos a camiseta amarela ou a roxa?"
Ela começou a ficar feliz em participar, em tomar decisões.
Quando uma crise aparece, eu faço um esforço para largar aquilo que estiver fazendo para cuidar da situação, mas não dou a ela aquilo que ela quer no momento, para ela compreender que os gritos não são um meio válido de conseguir o que quer.

Quando percebo que ela está acessível, dou um abraço e a acalmo. Uma das leituras que fiz sugere isto porque eles se sentem desamparados quando estão no meio de uma crise, e o abraço ajuda a que encontrem o porto seguro. Nesse caso, ela se acalma rapidamente com o abraço.
Às vezes ela está se debatendo e não está muito acessível, então só me agacho na altura dela e faço um carinho com a mão para que ela perceba que estou de seu lado e esperando para poder ajudá-la. Em geral, ela logo abre os braços e vem me abraçar.

Aí então enquanto estamos abraçadas falo com calma e firmeza, mas sem nenhum tom bravo ou impaciente, que se ela chora eu não consigo perceber o que ela precisa, e que se ela falar com calma a mamãe entende o que é e pode ajudar.
Em geral dá certo e ela tenta pôr em palavras o que a está deixando frustrada. Se é algo que ela quer fazer e não pode, ou algo que precisa ser feito e ela não quer, e eu falo o contrário, a crise pode recomeçar. Nesse caso, tento conversar com calma para fazê-la entender que escovar os dentes é importante e não é negociável, ou que não pode andar descalça porque o chão está frio, mas pode escolher qual sapato quer usar.

Não sei se é porque foi só uma fase ou se a estratégia tem dado certo, mas nos últimos dias os ataques diminuiram bastante. E assim vamos. :)
Ela ama deitar na grama.

Com a inseparável miminha.

novembro 17, 2015

Pérolas

Menininha andando a cavalinho do papai na rua, ambos conversando:

Papai: - Olha Had! Placa.
Hadassa: - Paca!
P - Poste!
H - Osti!
P - Cachorro!
H - A-chô-o.
P - Gato!
H - Miaaaaaau!

:)

novembro 13, 2015

Uma péssima mãe ou: "aqui se faz, aqui se paga".

Sábado à noite um casal amigo nos convidou a ir a uma programação muito boa que haveria no teatro do colégio Adventista. Apesar de saber que a Had não fica quieta por mais do que 5 minutos (nem deveria, ela só tem 20 meses), fomos. Afinal, era uma programação familiar e haveria outras crianças.
 
Ela já entrou no teatro com cara de playground, apesar de estar sendo carregada no colo pois havia bastante gente. Em menos de 5 minutos já tinha explorado toda a circunvizinhança de escadas acarpetadas e poltronas ainda vazias, cumprimentado meia dúzia de estranhos sorridentes e estava pedindo o mamazinho, que dei na hora como sempre faço.
A programação começou, menininha ficou alguns minutos aproveitando o mamá, depois quis descer do colo e explorar mais um pouco, depois caiu de cabeça no carpete (MASQUEABSURDOCADÊESSAMÃE), e finalmente começou a falar alto e cantar, o que mais cedo ou mais tarde iria atrapalhar as outras pessoas. Então o Enos saiu um pouco com ela e ficou assistindo pelo monitor que estava transmitindo na recepção do teatro.
 
Depois de um tempo achei prudente ir relevar o posto e deixar o Enos assistir o restante da programação sentado. Fiquei no saguão do teatro com uma garotinha que coria para todo lado, feliz da vida de ter um espaço tão grande e liso para exercitar suas perninhas curtas.
Encontrou um outro garotinho da idade dela, brincou um pouco... mas já não era suficiente. Agora ela queria ir correr no pátio!
Embora o dia tivesse sido quente, agora tinha esfriado um bocado e ventava um pouco. Tinhamos levado agasalho (porque SEMPRE em Curitiba precisa sair com um agasalho), mas nada muito quente.
Mesmo assim deixei a bichinha sair porque né, pobrezinha, ela precisa correr e brincar. É claro que ela se esbaldou, correu, brincamos de esconder atrás de uma pilastra, ela sentou no chão para brincar com as pedrinhas brancas, jogando-as para o alto e vendo-as cair. Uma delícia.
 
No dia seguinte, como não podia ser de outro modo, a pequena estava tossindo e de nariz escorrendo. Dengooosa, pedindo mamá toda hora, querendo colo. Tsc tsc tsc mãe, qué isso? Deixar a menina brincar no sereno? Que feio.
Como era domingo, passou o dia no meu colo dentro do possível. Aproveitamos para ficar bem grudadinhas e curtindo.
Como é claro que as crianças são muito resilientes, na segunda feira ela já estava boa e apenas uma tosse aparecendo de vez em quando (principalmente durante os ataques de raiva-choro-me-jogo-no-chão que ultimamente têm sido muito frequentes).
 
Mas... como a lei é assim, terça estávamos ambos os pais derrubados com um resfriado monumental, que me fez faltar ao trabalho e tudo.
 
Ainda estou aqui, "enxugando" o nariz, ouvidos entupidos e com uma dor de cabeça que parece que estou dentro de um aquário.
 
Péssima mãe.
 
Aqui se faz, aqui se paga.
 
Mamãe doente e neném animada. E a bagunça da casa ao fundo, porque né, mamãe tá dodoi. Foto ruim de celular, mas o que vale é o momento.
 

setembro 08, 2015

Terça com cara de segunda.

Minha pobre matraquinha está com os caninos querendo sair, e a menina sofre...
Ontem (feriado da Independência) pudemos ficar grudadinhas o dia todo. E precisou, viu? Ela comeu pouco, dormiu razoavelmente (no colo), rolou até uma febrezinha de leve, babou litros, e o humor... bom, o humor é o que mais muda, no caso dela. Fica bem chorosinha, quer mais colinho, mais peito, mais aconchego... Nesses dias eu entro no modo "fazer o mínimo de tarefas para ficar com ela ao máximo". E ainda bem que meu pai estava nos visitando e me ajuda um monte.
Apesar disso, ela é bem guerreira, não se deixa abater. Fomos à pracinha com o abuelo, e correu, correu e correu, fugindo de mim. Rindo que se acabava. Brincou com areia. Subiu nos brinquedos. Catou pedrinhas. Enfim.
Por isso foi com [mais] dor no coração que a deixei hoje com a babá. Ainda bem que minha sogra tem o dia livre e iria ficar um pouco com ela. É um desses dias que gostaria de ter pedido livre no trabalho, mas como não vou levá-la ao médico, não teria como justificar a ausência. Difícil.
Então me abraça e diz que o dia logo passa e posso voltar para minha pequena? Hoje preciso disso. :)

agosto 21, 2015

Melhorias

Não sumi de novo não, mas ando meio ocupada.
Percebi que a alimentação da minha família anda meio bagunçada (chego em casa já na hora do jantar, cansada e querendo brincar com a Had e só ali vou pensar no que fazer, etc, etc), e então estou tentando me organizar, criando cardápio semanal, ter ideias novas de comidinhas saudáveis e planejando com antecedência.
E ainda me caiu nas mãos um trabalho grande de tradução para dar conta. Então... o tempo para o blog vai ficando pequenininho.
Ideias quanto a cardápio, aceito.

Ando querendo também fazer uma destas para a Had:
Este é da dwelling happiness, que disponibiliza o tutorial aqui

Achei umas lindas no Pinterest, e tem umas tábuas dando sopa lá em casa. Se animar, talvez este fim de semana lixe e faça os números, e deixe para comprar e passar verniz semana que vem.

Então, atividades para o fim de semana:
  • Acabar o cardápio da semana e fazer as compras que faltem
  • Fazer e congelar pelo menos 2 pratos para ter durante a semana
  • Fazer (ou pelo menos começar) a régua de parede
  • Brincar muito com a minha pequena, porque durante a semana o tempo com ela é muito pouquinho e morro de saudades
Edit: Tivemos umas 3 semanas de calor primaveril em Curitiba, muita gente reclamando, já eu achando lindo e maravilhoso, tanto que esfriou de novo e mesmo assim me custou voltar a pegar o casaco e andei pegando umas friagens... resultado: acordei hoje com a garganta ruim e agora de tarde já estou sentindo uns sintomas mais pronunciados. Ay ay ay! Dá-lhe bicarbonato e limão para combater a peste.

agosto 11, 2015

Mãe de Menina.

Diversas vezes ouvi dizer que meninas são mais apegadas ao pai. Que competem com as mães. Que meninos são mais companheiros das mães. Etc.
Acho que não poderia estar mais errado.

Ser mãe de menina é maravilhoso!
(E não falo por uma questão de laços no cabelo e maquiagens e vaidades).

Minha filha é minha doce companheirinha.
Onde eu estiver, ela quer estar.
O que eu fizer, ela quer fazer também. Ajudar, colaborar, participar.
Ela está sempre por perto, com seu sorriso encantador, dizendo sem palavras: "mamãe, que bom é estar perto de você!"
Se vou para o pátio estender ou recolher roupa, ela vai atrás. Até pouco tempo atrás, a muretinha que separa a cozinha do pátio, que tem uns 15-20 cm de altura, era um obstáculo intransponível. Bebê ficava então do lado de dentro, me chamando. Hoje não: ela já consegue sem dificuldade passar uma perninha por cima da mureta, depois a outra e tcha-rããã! Está no pequeno pátio, pronta para brincar e ajudar a mamãe. A seguir, vem até mim e estica os bracinhos. Dou uma meia ou outra peça pequena de roupa para ela e peço que a leve para dentro. Ela sorri, pega a peça de roupa junto ao corpo e parte com a sua "missão",com um ar de importância. Logo volta e repete a cena, feliz de estar participando das tarefas da mamãe.

Se sento ou agacho no chão para fazer alguma coisa, ela vem e senta ou agacha ao meu lado, imitando ou olhando o que quer que eu estiver fazendo.


Esmaltes. Oh, frasquinhos coloridos que se adaptam tão bem a seus dedinhos miúdos.

A cama da mamãe e do papai é a melhor!

Minha companheirinha (é claro, com o controle na mão)

Se estou cozinhando, ela prefere ficar na cozinha abrindo armários, brincando com potes e tampas de panelas. Algumas vezes tenta aventuras um pouco mais ousadas, como brincar com o armário dos mantimentos. Fico de olho para que não pegue algum pacote que esteja aberto e amarrado com um grampo de roupa, mas acontece (com certa frequência) que me distraio por um segundo e quando vejo, uma enxurrada de feijão ou lentilha invade a cozinha, aos pés de uma garotinha com uma expressão de quem aprontou e um grampo de roupa solto na mão.
Na hora o sentimento é algo entre desespero e vontade de chorar, afinal, fui eu quem deixou brincar com os mantimentos. De novo. Mas no fim das contas, apesar desses acidentes, ela está exercitando a criatividade e isso é infinitamente mais importante do que um pouco de feijão espalhado. Além do mais, enquanto escrevo, estou rindo ao me lembrar dessas situações, então não é tão grave.
(Lembrete: comprar potes plásticos com tampa de rosquear para os mantimentos. ASAP.)

Procurando algo para mexer.

Mas meu momento preferido, ganhando disparado, é quando lemos histórias antes de dormir. Geralmente a essa hora já estou "só o pó", ou como dizem por aí, "a capa da gaita", então aproveito para deitar a cabeça no travesseiro enquanto leio pela milésima vez o "Ursinho Teddy hora de dormir" ou o "Parquinho dos bichos". Aliás, não leio mais: recito de memória.
Ela então vem e deita a cabecinha ao meu lado, dividindo o travesseiro com a mamãe, e fica me mostrando todas as figurinhas do livro, apontando, fazendo os barulhinhos correspondentes. Não há coisa mais deliciosa do que esse companheirismo, esse pacotinho cheiroso do meu ladinho compartilhando o travesseiro, o livro, o momento, a chance.
Sugo com todas as minhas forças esses momentos, aproveitando ao máximo. Minha pitoca cresce, e cresce rápido demais!
 
É claro: ainda tem amamentação prolongada, criação com apego, soninho no colo e cama compartilhada. Mas isso tudo é assunto para outro post. ;)

agosto 05, 2015

O que aconteceu nesse tempo que não escrevi.



Bom, basicamente, o ateliê não estava dando certo, então fechamos, eu arranjei um emprego como secretária troglodita (ops, poliglota), marido está às voltas com o planejamento de um novo negócio e enquanto isso fica com a Had em casa.
 
Estou de volta ao mercado de trabalho, com o coração dividido entre trabalhar fora (algo que sempre gostei) e a culpa de não estar presente no dia a dia da minha filhota.
 
Culpa, aquela fiel companheira de toda mãe.
 
Tem dias bons, tem dias ruins. Tem dias que me sinto bem, tem dias que choro pensando que meu lugar é em casa com a minha pequena, apesar de o meu emprego e a empresa serem muito bons.
 
É claro que ajuda o fato de que quem está com ela é o meu marido e que ele é ótimo com ela, mas tem horas que nem esse pensamento ajuda. Mãe, culpa, culpa, mãe. Prazer.
 
Tem dias que é fácil, tem dias que é difícil. Tem dias que estou tão cansada que levo a Had para dormir e acabo dormindo junto (tipo essa noite) e acordo com o alarme do dia seguinte, ainda de lente de contato. Ossos do ofício.

agosto 03, 2015

Bloggo, logo existo.

Sim, porque comigo acontece assim. Um belo dia acordo e me lembro de um blog que eu costumava ler (oi, Deby!) e me pergunto: como andará a vida desta pessoa? Então entro para dar uma fuçada. E me lembro de outro blog e mais outro... e aí meu pensamento vai para "poxa, era tão legal blogar, por que eu parei mesmo?" e daí a resolver voltar a escrever é um pulo, logicamente.

Das complicações de ser mulher. Fazer o quê, não é mesmo?

Aí então, entro no meu blog. De primeira, faço uma careta ao ver as cores do layout antigo, e as fotos. Como quem decide que está na hora de pintar a casa, decido que está na hora de renovar a cara do blog.
E tem que ser feito já, para ontem.
Mas como toda reforma, vai levar algum tempinho. Só que tem que começar hoje, agora, já!

Sim, sou a rainha do imediatismo. Infelizmente.

Então, só para dizer que estou de volta e pronta para encher os pacovás de todos vocês, minha ampla (cof cof) plateia de leitores assíduos. E que depois de tão longo silêncio, tenho muito o que falar. Ops, escrever.

Baby, I'm back!

Beijos!

abril 04, 2013

Cabeça inquieta

Eu sou uma pessoa inquieta.
De cabeça inquieta, não tanto fisicamente. Apesar de que estou lutando contra essa tendência sedentária e até gostando da minha nova rotina de corrida/exercícios/ioga.
Mas enfim, sou uma pessoa de cabeça inquieta.
Faço projetos, não os completo, às vezes nem os começo e já perdi o entusiasmo por eles. Tenho muitas ideias. Algumas me entusiasmam extremamente, mas o entusiasmo só dura uns minutos dias e depois se esvai. Outras são duradouras, se transformam em peças, em arte, em aprendizado, em hábitos, em ideologias, em estilos de vida.
Mas o fato é que sou uma pessoa inquieta.
Gosto de estudar.
Gosto de ler.
Basicamente sou da opinião que conhecimento não ocupa espaço. Livros e viagens minhas fontes preferidas. Conhecer, saber, presenciar, estar, aprender. 

Assim então, entrei no Coursera e me matriculei num curso, que começou esta semana.
Esse site é ótimo, os cursos são ministrados por universidades conceituadas do mundo todo, em videoaulas, em inglês, duram algumas semanas, tem certificados... e são grátis.

Ah, e o que estou estudando? Neurociência para leigos.
Mais conhecido como Brains, neurons and synapses.
Matéria fácil, sabe como é, só para fazer um aquecimento. Risos.

Mas isso não é tudo. 

Sou uma assídua leitora da Bíblia. Leio todas as noites. Já a li mais de uma vez em português, alguns dos livros em inglês, e algumas partes em espanhol. Cada vez que leio um certo trecho, parece que aparece mais um detalhe que não tinha percebido. Ler em várias traduções ou versões tem esse efeito também, às vezes uma palavra que tinha um sentido foi traduzida por um sinônimo e o significado fica mais amplo, ou mais restrito. É fascinante.
Só que, não é o suficiente.
Eu quero ler a Bíblia no idioma original.
Então, procurei um curso de grego. Para poder ler o Novo Testamento no idioma original.
(Para o Antigo Testamento, vou ter que procurar cursos de hebraico e aramaico. Vai ficar mais pra frente).
Achei o curso. Aliás, uma apostila direcionada para habilitar o estudante a ler o Novo Testamento no original em grego.
Ou seja, bem o que eu queria.
Vou começar em breve.

É, cabeça inquieta. Eu avisei.

Enquanto isso, termino de costurar uma almofada que inventei para minha cama e começo a pensar na maneira de fazer a cobertinha Tetris (essa ideia me apareceu derivada de uma outra cobertinha de crochê que já fiz. Tive a ideia, desenhei, colori, comprei um pouco de lã para começar... só falta ter tempo!).

Os que ficaram meio largados foram os três livros que estou atualmente lendo: Atos dos Apóstolos (em português, e no meu planejamento ainda devo ler 4 capítulos dele até o final da semana), um outro sobre Montevideo dos anos 50 (em espanhol), e a Construção dos Valores Victorianos (em inglês). Este último não cheguei a passar da introdução, e acabei me engajando em outras leituras e atividades e ficou meio de lado, mas logo vou retomá-lo.

Mencionei a cabeça inquieta?

março 25, 2013

Dominguinho

Chuva mansa (e nem tanto) o dia todo, dominguinho preguiçoso de ficar em casa, aproveitar o conforto do lar que nem sempre aproveitamos como gostariamos e fazer todas aquelas coisinhas que vamos adiando por semanas e meses.

Antes da chuva, saí para correr. Consegui fazer (sem infartar ou desmaiar) 6 minutos correndo, 3 andando e mais 6 correndo. 
Para a pessoa sedentária que era três semanas atrás, toda uma proeza.
Quando terminava, me pegou a chuva. Fui andando calmamente até a minha casa (umas 5 quadras), lendo nos olhares das pessoas o tamanho da minha própria loucura. Que importa! Foi tão gostoso...

De tarde fiz muffins, limpei a cozinha umas 3 vezes (porque cada vez que piso na cozinha o desastre é iminente) estudei e adiantei uns projetinhos manuais que estavam parados. Dei uma ajeitada no meu quarto, adiantei leitura, pesquisei umas receitas, saboreei um chimarrão, conversei no telefone com meu pai, varri a casa... ufa! Rendeu.
Quero ver continuar nesse ritmo quando ligarem a internet, o que vai acontecer (ah vai. Certeza que vai.) esta semana.

fevereiro 26, 2013

Resuminho

Fiquei uns dias sem muita vontade de escrever, até abri a página e comecei a digitar algo, mas parei sem vontade de continuar. Ainda ando meio bléh, mas um pouquinho mais animada.
Então, o que aconteceu nestes dias todos:

- Voltei ao trabalho depois da viagem e tive minhas responsabilidades multiplicadas e até um psicólogo na minha cola que foi contratado pelo chefe para redefinir a configuração da empresa, então está torrando a paciência traçando o perfil de cada funcionário. Para piorar, o cara é da mesma igreja que eu (e meu chefe também) frequentamos, então fica um pouco... weird.

- Assisti todos os episódios de Greys Anatomy que tinha atrasados e que eram uns 4. Nunca tinha atrasado tanto no meu seriado favorito. Acho que andei numa espécie de limbo, sei lá. Também comecei a assistir o começo de TBBT (The Big Bang Theory) para entender como tudo começou. O piloto 00 é muito bizarro, ainda bem que mudaram várias coisas depois. É engraçado assistir os pilotos, porque em geral muda muita coisa. Me dá a impressão de ser um episódio muito "inocente" sobre o que vem pela frente depois, como que todo mundo está meio inseguro. Com o piloto de the Nanny tive a mesma impressão.

- Teve retiro/acampamento do Coral este fim de semana. Foi bem especial e bonito (e a comida estava uma delícia #vaigordinha). E apesar de ter chovido todos os dias no fim da tarde semana passada, no sábado não choveu! Eeee! Pensa em dormir em barraca + chuva. Ainda bem que não. E domingo fez um dia absurdamente lindo e deu para aproveitar muito, até voltarmos para casa depois do almoço que foi uma mesa de frutas espetacular.

- Meu pai veio me visitar no domingo e foi embora hoje cedo. Em pouco mais de 24 horas pendurou o armário da cozinha na parede (fazia uns 3 meses que procurávamos uma alma boa com ferramentas que se dispusesse), montou meu guarda-roupas herdado (que também fazia uns... 2 meses), trocou lâmpadas que eu fiquei adiando para trocar, arrumou o trinco da janela que quebrou semana passada, cozinhou peras (de um montão de peras que trouxe diretamente do campo) e fez uma sobremesa com elas. E ainda me buscou no trabalho para almoçar e depois veio me buscar no fim da tarde e fomos peregrinar por supermercados procurando algo de menta para acrescentar à sobremesa de peras. Como não encontramos nem um galhinho de menta, nem essência, compramos balas mesmo, o qual foi uma odisseia para derreter/quebrar e fazer algo como um caramelo para pôr por cima das benditas peras. O resultado foi muito bom, no fim.

E é isso.

abril 12, 2012

Fazendo algo de bom

Hoje venci mais uma barreira da minha vida.

Eu, a pessoa com mais medo de agulha que já tenha visto na vida, que já tentou enfrentar seus medos antes e não conseguiu...

Doei sangue!!!


A foto foi tirada depois da doação, porque não quis zicar enquanto estava me sentindo bem. A enfermeira foi muito querida, ficou conversando comigo um tempão e bem simpática, me assistiu e tirou as fotos. Até comemorou quando terminou e eu disse o quanto estava feliz por ter conseguido!

Fui orando o tempo todo, pedindo a Deus que se fosse da Sua vontade fizesse um milagre para que meu psicológico me deixasse em paz. Eu vivo em luta com meu psicológico, que por qualquer coisinha, seja o mínimo cheirinho de éter, um relato de doença ou cirurgia de alguém, ou a vista de sangue, aciona um mecanismo de autodefesa que me faz cair a pressão, zunir os ouvidos, ver tudo preto e finalmente - ploft!- perder o controle das pernas. Da última vez, após ter passado por todos os passos, estava tudo bem e eu estava na agulha, mas de repente pensei por um instante no que estava fazendo ali e esse mecanismo se acionou em questão de instantes. Foi um vexame!
Mas Deus permitiu que tudo corresse muito bem desta vez, e nada impediu que esses bonitos 470 ml do meu mais puro sanguinho fossem retirados e levados para quem precisa. E eu me senti tão bem, pela doação em si, mas também por esta barreira que foi derrubada. Não vou mais ter medo de doar sangue, e quando me deparar com alguma das situações que me fazem acionar o tal sistema de alarme, vou usar o pensamento: "Você já doou sangue e correu tudo bem. Isto não é nada!"

Agora com licença, que depois de tais andanças e de um passeio no shopping estou me sentindo meio fraca e vou descansar um pouco.
(Nhé, acho que é preguiça mesmo. Mas vou aproveitar. Rsrsrs).

Ah, fui às compras hoje na Renner. Acontece que a cor da temporada, como muitos talvez tenham ouvido, é o Burgundy (que nada mais é do que bordô, mas com um nome chique de vinho). Pois acontece que essa é uma das cores que melhor caem em mim. Hohoho.
Assim, hoje comprei um casaquinho tricotado, dessa cor. Tamanho? P!!!
Já tinha comprado uma blusinha há umas 2 semanas, também burgundy só que mais puxado para o ferrugem, com listrinhas douradas. A cor realmente vai muito bem com minha pele, olhos e cabelo, então estou aproveitando para comprar algumas peças dessa cor para meu acervo.
Comprei também dois cintos finos: um vermelho meio coral (aliás, como o nome da filhinha da Thais que nasceu hoje! Quer dizer, amanhã! PARABÉNS!!!) e um turquesa.
Tirei fotinho de tudas as compras para mostrar para vocês ó:

A blusa. Nem dá para ver direito e a luz a esta hora é horrível, mas vá lá.

O casaquinho. A cor é muito menos laranja do que parece. E tem um zíper. E ali os dois cintinhos pendurados no ombro.

Mocinhas, estou pensando aqui com meus botões em abrir um blog sobre image consulting. Teria dicas para cada tipo de coloração pessoal, análise de como as tendências se ajustam a cada pessoa, coisas assim.
O que vocês acham?

abril 09, 2012

Os dias são iguais para mim - Random post

Não estou me queixando, é que todo mundo está porque teve que voltar a trabalhar hoje depois do feriadão, da Páscoa, e dos etc da vida. E eu não!
(O lado bom do desemprego).

Hoje fiz yoga de manhã e fui caminhar/correr de tarde. No meio tempo, fiquei no computador procurando emprego e sarna para me coçar e conversando com gente amada.

Voltei a cair nas garras do chocolate nesta páscoa. Tá, juntou chocolate, um pouco de carência afetiva, minha demissão, e aí desregrei a alimentação outra vez e exagerei. Mas estou de volta à rotina, a mais exercício e menos calorias. E menos chocolates, é claro!
Mas eu percebo, funciona no mesmo esquema que os vícios: para quem o problema é bebida, um gole acaba com tudo. Para quem é cigarro, mesmo depois de anos de abstinência uma tragada pode estragar tudo. Do jogo, nem se fala. Mas o açúcar? Bingo! É a mesma coisa.
Começa com um pouquinho, um chocolatinho aqui e ali, e logo estamos devorando o que houver pela frente. Uma vez que o pico de açúcar passa, precisamos de mais e mais!
A-U-T-O-C-O-N-T-R-O-L-E é a chave!
Então, estou de volta à intensa vigilância sobre tudo que como. Estava indo muito bem e tinha começado a realmente perder peso este último mês, à razão de 1 a 1,5 libras por semana (continuo medindo em libras. Parece que vai mais, porque muda mais rápido). De 141 consegui baixar para 136,2 semana passada, o que vem a ser 2,5 kg. Estava em 61,8 kg, o peso mais baixo em 1 ano!
Só que, com a semana desregrada, voltei a 137,4. Buuuu.
Por isso agora estou de volta nos eixos. Com 1 libra por semana, em 3 meses perco tudo que quero perder. E está bom, depois entro em fase de manutenção por outros 7 ou 8 meses (1 mês para cada quilo perdido).
Não é um bom plano?

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Continua fazendo calor em Florianópolis. Tipo, muito. Os mosquitos também continuam assolando. Muitos também. Cadê outono hein?