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setembro 19, 2016

Bolo-pão de banana e abobrinha

Sábado a Had dormiu um pouquinho na igreja antes do almoço, o que significa que pulou o horario da sonequinha normal, que é depois do almoço. Já que não estava com vontade de dormir, aproveitamoso solzinho para descer no parquinho do prédio e brincar um pouco, e a pequena estava feliz da vida de poder andar de bracinhos e perninhas de fora. Ah, a primavera!

Mas então, como não tinha dormido mais cedo, foi sentir soninho mais tarde. Pediu mamazinho e logo estava capotada. Dormiu das 17 às 20h!
Então, quando achei que iria emendar com o sono da noite e dormir sem banho, sem jantar, sem escovar os dentes e sem sequer pôr fraldinha (estamos usando somente para dormir à noite), ela acordou. Com um humor virado do avesso. Sem querer nada com nada. Dei banho sob protestos, coloquei pijama sob protestos, ofereci comida sob protestos. Aceitou um pouco de arroz branco, que ela ama de paixão, então fui esquentar o arroz e ela veio atrás de mim. Viu o bolo-pão de banana e abobrinha que eu tinha feito enquanto a soneca durava, e obviamente quis provar. Quem é que não gosta de um bolo quentinho, não é mesmo?
Então o super jantar de sábado foi bolo com arroz.
Ainda bem que o bolo era bem nutritivo.
Depois, escovou os dentes, pediu mamazinho de novo e voltou a dormir até o dia seguinte.

Este bolo veio de uma receita gringa que chama ele de bread, mas não é bem um pão, pelo menos não na minha humilde opinião. É mais como um bolo denso, se é que me explico. Para mim, para ser pão tem que no mínimo usar fermento biológico. E ser sovado.
Tive que fazer umas adaptações porque não tinha em casa todos os ingredientes, mas adaptei da melhor forma possível e ficou muito bom.
É fácil de fazer, prático e não suja quase nada.
 
E se você está preocupada, alerta de spoiler: não tem gosto de abobrinha. Nem um pouco!

Gostei tanto que estou pensando em outros sabores... cenoura e maçã, espinafre com alguma outra fruta...

Recém saído do forno.
 Ingredientes:
1 xícara de farinha de arroz.
1/3 xícara de coco em flocos finos (nota: a receita original pedia 1 1/3 xícara de farinha de coco, mas como não tinha fiz esta mistura de farinha de arroz e coco).
2/3 xícara de aveia em flocos.
1 banana.
1 xícara de abobrinha ralada (espremer para escorrer a água)
2 ovos
4 colheres de sopa de óleo (usei girassol que era o que tinha, mas a receita pede óleo de coco. Fica mais saudável).
1/2 xícara de leite vegetal (de coco, aveia, etc. O que você gostar mais. Se fizer com leite vegetal, o bolo fica sem lactose. Se não tiver e não tiver restrição, use leite de vaca mesmo).
6 colheres de sopa de açúcar mascavo (a receita original pedia maple syrup, mas já viu né? Teria substituido por melado, mas também acabou. Rs.)
1 colher de sopa de fermento
1 colher de sopa de canela em pó
1 colher de sopa de baunilha (não tinha, então deixei fora)

Bata tudo no liquidificador.

Por último misture a gosto: sementes de girassol, uva passa, sementes de chia, sementes de linhaça, sementes de abóbora, chips de chocolate ou cacao nibs, castanhas picadinhas, enfim! O que sua imaginação mandar.
Coloque numa forma de bolo inglês (aquelas retangulares) com papel manteiga.

Leve ao forno médio por 45 a 60 minutos. Vá fazendo o teste do palito!
Nham nham! Bolo quentinho.

setembro 12, 2016

Brownies

Estava eu bem tranquila no sábado à tarde fazendo a Hadassa dormir, quando de repente, não mais que de repente, me lembrei dos brownies que minha mãe faz.
Não que outros brownies não sejam bons, mas os da minha mãe, ah. Esses trazem sabor de finais de semana sossegados, de casa perfumada, lembranças afetivas.

Então, sabendo que minha mãe não estava em casa, passei a mão no celular e recorri a minha segunda fonte: minha irmã Carol, tão formiga quanto eu (ou mais), que com certeza teria a receita da iguaria em seus arquivos.
E dito e feito.

Deixei a Had, já dormidinha, no sofá, e fui incursionar na cozinha.
Fiz umas mudanças na receita, pouca coisa, coloquei mãos à massa e logo o aroma de chocolate invadia a casa.
Decidi trocar a farinha de trigo por farinha de arroz, por puro capricho meu, para ver se ficariam bem. E sim, deu certo. Então meus brownies saíram sem glúten.

Então vamos à receitinha:

Brownies sem glúten
1/3 xícara de manteiga
5 colheres de sopa de cacau em pó (fica bem fortinho. Se gostar de chocolate mais suave, diminua a quantidade)
1 xícara de açúcar (eu usei mascavo)
1/4 colher de chá de sal
2 ovos batidos
1 colher de chá de baunilha
3/4 xícara de farinha de arroz (se não tiver e não tiver restrição, faça com farinha de trigo)
1 colher de chá de fermento em pó
1/2 xícara de castanhas do Pará picadas (ou nozes)

Levar ao fogo a manteiga e o cacau, até derreter e misturar bem.
Retire do fogo e misture os demais ingredientes um a um. Coloque em assadeira de uns 25 cm, untada e enfarinhada.
Leve ao forno médio e quando começar a perfumar a casa vá fazendo o teste do palito. Os brownies não devem ficar muito sequinhos! Corte em quadrados.

Dizem por aí que não se deve comer bolo quente, mas se é para morrer eu prefiro morrer comendo bolo (ou brownies) quente, de preferência com uma bola de sorvete por cima. XD


A Had aprovou, até que encontrou a primeira castanha. Dali pra frente foi só "tira a castanha, mãe". O tiro saiu pela culatra.
Gostaram? Quem anima?

agosto 15, 2016

Óleo de Calêndula caseiro

Desde que entrei de cabeça no mundo dos cosméticos DIY e comecei a experimentar as misturas, me encantei ao descobrir como é simples e delicioso de fazer meus próprios cosméticos.
E ainda mais: não só é fácil, como também a qualidade é muito superior aos cremes, loções, e demais que compramos por aí (a preço de ouro!), e como podemos escolher exatamente o que vai dentro, podemos ter certeza de estar usando produtos bons, sem conservantes, parabenos, derivados de petróleo, etc.
 
Mas fazia um tempo que, na correria do dia a dia, tinha deixado um pouco de lado esta parte.
 
Agora estou voltando, aos pouquinhos, e mostro algumas das coisinhas que tenho feito. Quem sabe vocês também se animam.
 
Este óleo, ah, este óleo de calêndula. Eu estou apaixonada.
Ele é tipo bombril. Mil e uma utilidades.
 
 
 
Serve para:
 
- Hidratar a pele e os lábios.
- Cicatrizar machucados e cortes.
- Suavizar queimaduras.
- Cotovelos e joelhos ressecados.
- Tirar maquiagem.
- Leave-in para o cabelo (deixa super macio).
- Para diluir óleos essenciais e fazer massagem.
E mais.
Muito mais.
Os usos são infinitos.
 
Como fazer o Óleo de Calêndula:
 
Ele é basicamente feito por infusão, com as flores de calêndula deixadas "de molho" em óleo por certo tempo, com o auxílio de uma fonte de calor.
Para fazer o óleo há dois métodos. Um envolve bastante tempo, mas o esforço é quase zero. O outro dá um pouquinho mais de trabalho, mas fica pronto mais rápido.
 
Você precisará de:
- Azeite (ou outro óleo puro vegetal de sua preferência, como amêndoas ou jojoba. Eu gosto mesmo é do bom e velho azeite).
- Flores de calêndula - Se compram em casas de produtos naturais.
 
Método 1:
É mais demorado, mas se tiver tempo de sobra, é melhor.
Coloque as flores de calêndula em um frasco de vidro, até no máximo 3/4 partes do frasco, para que possam se expandir.
Acrescente o azeite (ou outro óleo. Só veja bem que seja um óleo puro vegetal, sem mistura de petróleos e silicones).
Tampe bem o frasco e coloque em algum lugar que pegue bastante sol: a soleira de uma janela, pátio, etc.
Deixe no sol por no mínimo 2 semanas, mas pode ser mais. Este que eu fiz, por pura preguiça de coar eu acabei deixando por uns 3 meses. Rsrsrs.
Depois de passado o tempo, coe o óleo com todo cuidado, utilizando um pano limpo. Aperte bem para espremer todo o rico óleo das flores. Ele estará com essa linda tonalidade alaranjada. Armazene em um frasco de vidro bem tampado.
Pronto! Simples assim.
 
Método 2:
Se você não tiver tanto tempo assim, ou estiver ansiosa para ver o resultado, há uma maneira mais rápida. Esclareço que eu ainda não testei este método, porque acho o outro melhor e mais simples. Mas fica a critério de cada um!
Coloque o azeite e as flores em uma panelinha e leve a banho maria. Deixe no fogo mais baixo por umas horas (2 ou 3), verificando sempre para que não queime.
Quando o óleo ficar mais escuro e tiver adquirido o aroma das flores, está na hora de desligar e coar.
 
 
Para hidratar a pele do rosto neste inverno seco que temos no Paraná, eu descobri que o óleo é melhor do que hidratante. Separo um pouco em um vidrinho, adiciono umas gotinhas de óleo essencial de lavanda, e pronto! É só passar de noite e de manhã.
A lavanda acalma a pele, descongestiona, e o cheirinho é maravilhoso.
Para machucados, queimaduras (de sol ou de cozinha, por exemplo), e pele ressecada, também utilizo este óleo + lavanda.
 
Para tirar maquiagem, um pouquinho do óleo de calêndula sozinho, com auxílio de um algodão.
 
Para o cabelo: após lavar, passo umas gotinhas do óleo de calêndula sozinho, com uma gotinha de lavanda ou até com uma gotinha de óleo essencial de alecrim, que é ótimo para combater a caspa. Passo desde a raíz até as pontas.
O óleo deixa o cabelo super macio, e ao contrário do que parece, não pesa! Claro, uso bem pouquinho.
 
Para diluir óleos essenciais:
Eu gosto de fazer massagem com óleo + OE de lavanda na Hadassa antes de dormir. A lavanda acalma e promove um soninho tranquilo, a calêndula em si tem propriedades calmantes, e ela adora este carinho.
O óleo de lavanda é o mais seguro para as crianças, mas mesmo assim precisa ser usado com cuidado. Em próximos posts vou falar mais sobre óleos essenciais e o que tenho aprendido.
Para a massagem, coloco uma colherzinha de café de óleo de calêndula na mão e adiciono duas gotinhas de OE de lavanda. Faço massagem em pés, perninhas, braços e barriguinha.
 
Quando está resfriada, para facilitar o soninho tranquilo, utilizo 1 gota de OE de lavanda e 1 gota de OE de eucalipto, mas massageio somente as plantas dos pés. A corrente sanguínea se encarrega de espalhar pelo corpo todo.
 
Recentemente descobri também que o óleo + OE de lavanda é ótimo para as cólicas menstruais. Uso a mesma misturinha que uso para a massagem da Had. Massagear o abdômen, e logo se nota a diferença.
 
Com o óleo também dá para fazer ótimas pomadinhas para a pele, mas isso já vou falar mais adiante com mais detalhes.
 
A cada dia vou descobrindo coisas novas. Surge algo, olho para o vidrinho do óleo e penso: será que serve para isto também? Hoje em dia, este óleo é meu produtinho número 1. E olha que eu tinha certo preconceito, achava que a "culpa" da pele e dos cabelos ficarem sujos era do óleo, e que se usasse nunca mais iria ter a sensação de estar limpa, mas sempre me sentiria grudenta. Hoje não troco meu oleozinho por nada!
 
E vocês? Gostam de óleos? Usam no dia a dia?
Já tentaram fazer os seus?
Me contem!
 
Bjos!

maio 05, 2016

Sopa de abóbora cabotiá

Oi gente!

Desde já peço desculpas porque a receita de hoje vai sem foto. Fizemos a sopa há umas duas noites, e estávamos com tanta fome e vontade de saborear aquela delícia fumegante que esqueci de tirar foto!

Esta sopa surgiu como uma invencionice nossa, e depois de alguns aperfeiçoamentos virou um clássico em casa.

Ela fica de um amarelo maravilhoso por causa da abóbora, e até a Hadassa adora, coisa que é muito dizer porque a pequena anda bastante seletiva para comer.

Mas vamos lá:

Sopa de abóbora cabotiá

Ingredientes:
Meia cebola picadinha
Dois dentes de alho (ou a gosto)
1/4 de abóbora cabotiá picada em cubinhos (se você não conhece a abóbora cabotiá, é uma abóbora bem amarela, de casca verde toda rugosa e bastante dura, e de formato redondo, do tamanho de um melão mais ou menos).
2 mandiocas médias picadas em cubinhos
3 batatas baroa (também chamada batata salsa ou mandioquinha) picadas em cubinhos
3/4 copo de macarrão conchinha ou pai-nosso
Cebolinha a gosto
Sal a gosto

Opcional: creme de leite para servir

Como preparar:
Na panela de pressão, refogue a cebola e o alho só até a cebola ficar transparente.
Acrescente 3 copos de água, a abóbora, a mandioca e a baroa.
Se necessário, coloque mais um pouco de água, tampe, deixe levantar pressão e cozinhe por uns 15 minutos, com um pouco de sal.
Desligue e espere a pressão sair. Abra e teste se cozinhou tudo. Dependendo do tamanho dos pedaços de mandioca, pode precisar cozinhar mais um pouco, mas pode ser feito com a panela destampada.
Quando estiverem todas as verduras macias, retire duas colheradas grandes e bata no liquidificador (este passo é opcional, mas eu gosto de fazer pois deixa a sopa mais cremosinha). Devolva a sopa batida para o restante na panela. Acerte o sal a gosto.
Adicione o macarrão e cozinhe em fogo brando, mexendo para não grudar no fundo. Se gostar, pode acrescentar também um pouco de cebolinha picada.
Quando o macarrão estiver cozidinho, desligue e sirva.

Opcional: eu gosto de colocar um pouco de creme de leite leve por cima, já no prato, e salsinha picadinha por cima de tudo. Ah, e alguns croutons. :)

Os croutons você pode fazer facilmente picando algumas fatias de pão em cubinhos, espalhando sobre uma assadeira e regando com um pouco de azeite e orégano, e colocando no forno bem baixo por uns 10-15 minutos até que fiquem crocantes.
Agora, se você, como eu, lembra dos croutons só na hora de servir, não desespere! Dá para picar o pão em cubinhos e fazer na frigideira também. Só cuidado para não queimar o pão! Faça em fogo brandinho e fique mexendo sempre. Ficam deliciosos!

Se fizerem, me contem como saiu!

março 08, 2016

Sabonete líquido

Oi pessoal!

Tenho questionado bastante ultimamente sobre os produtos que usamos dentro de casa, procurando opções mais saudáveis, com menos substâncias químicas sintéticas, perigosas, potenciais alergênicos, carcinogênicos, etc. Quanto mais estudo e pesquiso, mais se amplia minha visão em relação ao que precisamos e ao que não precisamos no dia a dia.

Para alguns produtos tenho feito substitutos caseiros ótimos, que me fazem não querer voltar à versão comercial por-nada-neste-mundo. Outros, ainda estão em "fase de teste" pois o resultado só se poderá apreciar depois de certo tempo. Por fim, tem alguns que tenho testado, mas que acabo preferindo a versão comercial, seja por resultados, seja por praticidade, seja por preguiça mesmo.

Hoje vou falar um pouco sobre sabonete líquido.
Não sei vocês, mas para mim, sabonete para lavar as mãos tem que ser líquido. Pode ser um efeito psicológico, mas me dá a impressão de que limpa melhor, fica mais bonito o frasquinho sobre a pia, e é mais higiênico do que uma barra que todo mundo pega para ensaboar.

Sabonetes líquidos há muitos no mercado, de marcas diversas, cheirinhos variados, etc. Infelizmente, na maioria dos casos, há diversos ingredientes questionáveis no meio. Alguns de melhor qualidade, e o preço vai aumentando conforme. Não é mesmo?

Então. Pensando nessas coisas todas, procurei uma receita para fazer eu mesma meu sabonete. Esbarrei no processo de saponificação, que tem seus cuidados, envolve soda cáustica, etc. Decidi que não é o momento de mergulhar no estudo desse processo. Por enquanto, é mais do que posso carregar.

Mas... encontrei outro jeito de fazer sabonete líquido a partir de um sabonete em barra pronto.
Isso facilita bastante as coisas, já que no mercado é relativamente fácil encontrar sabonetes mais naturais, artesanais ou não, ou até os puro vegetais, que não contém gordura animal.

O processo de fazer o sabonete líquido a partir da barra é bem simples e divertido. Eu, pelo menos, tenho gostado muito de brincar de alquimista, derretendo, misturando, vendo o resultado final.

Você pode escolher o tipo que quiser, ou mesmo comprar a barra de sabonete neutro em casas de artesanato e incrementar com óleos essenciais.

Alguns óleos essenciais que podem ser utilizados:
- Lavanda: Calmante da pele (e tem um cheirinho maravilhoso).
- Cítricos como laranja, limão, tangerina: Tem poder revitalizante (e também um cheirinho mara!)
- Outros florais (gerânio, rosa).
(Sempre verifique que o óleo essencial que você for utilizar não apresenta perigo para você, já que alguns óleos não devem ser utilizados por gestantes, crianças pequenas e pessoas com hipersensibilidade. Óleos essenciais concentram as propriedades das plantas, não são só 'cheirinhos'!
Tenha cuidado também com as quantidades que utilizar: poucas gotinhas em geral são suficientes. Para esta receita, 5 ou 6 gotinhas devem ser o suficiente, mas coloque pouco e incremente somente após 24 h, se desejar).

Pode também adicionar um pouco de vitamina E para que seu sabonete ganhe propriedades antienvelhecimento. A vitamina E também ajuda a preservar por mais tempo os cosméticos naturais, já que não usamos conservantes.

O processo é bem fácil. Você precisará de:

- Pouco menos de meia barra de sabonete de sua preferência (aproximadamente 40 g)
- 1 litro de água
- 1/2 colher de café de Vitamina E (opcional)
- Óleos Essenciais (opcional)
- 1 Jarra de vidro com tampa
- Recipientes com tampa tipo pump

Como fazer:
1- Rale o sabonete (aprox. 40 gramas) num ralador que pode ser o da cozinha mesmo, contanto que esteja bem limpo.
2- Coloque o sabonete ralado e a água em uma panelinha.
3- Leve a fogo brando mexendo sempre até dissolver. Vá mexendo mas não agite muito para não criar espuma! E não deixe ferver.
4- Quando o sabonete estiver totalmente dissolvido na água, retire do fogo. Adicione a vitamina E e os óleos essenciais (se desejar). Mexa bem para misturar.
5- Coloque na jarra de vidro, espere esfriar, tampe e deixe descansar por 24 horas.
6- Durante o tempo de repouso, pode mexer a jarra de vez em quando para garantir que esteja gelificando uniformemente.
7- Passadas 24 horas repousando, coloque nos recipientes com tampa pump e pronto! Seu sabonete líquido semi-artesanal está pronto para ser utilizado.

Como eu fiz:
Comprei este sabonete puro vegetal nas Lojas Americanas. O custo-benefício é ótimo: R$ 7,99 o pacote com 3 sabonetes de 90g.
(Atualização; No site das Americanas, o pacote com os 3 sabonetes está por R$ 22,23! Não sei por quê essa diferença gritante de preço, mas eu comprei por 7,99 e não foi erro, pois esse preço estava em várias prateleiras do mesmo sabonete com diferentes fragrâncias. Enfim, Americanas sendo Americanas).
Como utilizei metade de 1 barra, o custo da receita foi de R$ 1,33.
Adicionei um pouco de vitamina E no olhômetro. Comprei aqui.
As garrafinhas pump reutilizei de sabonetes e hidratantes anteriores, então não gastei nada com embalagens. Este é outro dos motivos para fazer meu próprio sabonete: reaproveitar embalagens que iriam, no máximo, para a reciclagem. Reaproveitar é ainda melhor que reciclar!

Sendo que a receita me rendeu 2 garrafinhas de 400 ml e mais um pouco, então cada garrafinha de sabonete pronto custou menos de R$ 1.
No mercado, cada garrafa do mesmo tamanho com ingredients duvidosos não sai por menos de R$ 6-7.


E você? Já fez seu sabonete líquido alguma vez? Me conta!
:)

janeiro 24, 2016

O que comer quando não se consome açúcar? - Parte 1

Como disse, o assunto vai longe.
Então, como comer é algo que fazemos todos os dias, várias vezes por dia e uma das necessidades mais básicas (fora o wi fi), vou falar de algumas receitinhas que tenho feito.

"Receitas" é, por assim dizer, um pouco relativo. Na verdade, eu sou muito do olhômetro, da intuição e de ir usando o que tem em casa.

Mas falemos de iogurte.

Se você for a qualquer mercado e como eu for praticante de um esporte fantástico chamado "leitura de rótulos", vai reparar na quantidade de açúcar escondido em quase tudo que é produto industrializado.
Mesmo -e principalmente- nos produtos dirigidos às crianças. Que nada mais vai viciando os pequenos desde a mais tenra idade nesse nefasto pozinho branco. Pais tem pavor de associar seus filhos com cocaína, mas não tem a mesma defesa contra o igualmente pozinho, igualmente branco, igualmente viciante açúcar.
Ah, mas como você é exagerada Mari!
Será que sou?

Mas enfim.
O iogurte é um produto desses. Dificil de encontrar um que não contenha açúcar em altas doses. Às vezes tentam confundir as pessoas escrevendo: Açúcar líquido, açúcar invertido, etc. As pessoas pensam que por ser "outra coisa" deve ser menos prejudicial. Mas é tudo a mesmíssima coisa.
Certo, tem iogurtes neutros, sem sabor, tanto integrais como desnatados. Nós não consumimos iogurte todos os dias, mas de vez em quando gostamos, e comprei várias vezes destes. Inclusive fiz iogurte caseiro, tendo como base 1 litro de leite e 1 copinho de iogurte.

Aí então, ano passado, conheci o kefir.
E foi amor à primeira vista.
Não vou me estender aqui sobre o conceito e os benefícios (preguiçosa haha). Tem este link explicando tudinho, daí se tiver interesse você lê, ok? :)

Kefir batido com banana e cacau em pó, com uvas passas por cima.
O kefir produz um iogurte mais ou menos azedo (dá para regular de acordo com a quantidade de leite e o tempo de repouso). Um probiótico poderoso. Dá para bater com frutas, colocar em bolos e tortas ou massas diversas no lugar do leite, dá para deixar dessorar e virar cream cheese muito mais barato do que o famoso cream cheese de potinho. E a vantagem: você sabe o que vai dentro.

Marido torceu o nariz, chegou a provar, disse que fez mal para ele e hoje se recusa a comer qualquer coisa que contenha o tal do kefir. Ou melhor, qualquer coisa que ele saiba que contenha (mhuahuahua).

Já eu, gostei.
A Had gostou.

Kefir batido com banana e aveia, por cima coco ralado, chia e uva passa.

No início eu testava receitas e tudo, hoje em dia ando mais preguiçosa e o que mais tem saído é o que está nas fotos: batido com frutas para o café da manhã. Via de regra bato com banana para adoçar, e depois adiciono outras coisas.


Sorvete de kefir com morango e banana
Esta última foto é a mesma coisa: o iogurte de kefir, batido com frutas (neste caso morango e banana para adoçar), simplesmente vai ao congelador e fica um sorvete top. Eu e a Had amamos!

Também fiz batido com manga, mas não tirei foto.
Coloco o que for por cima: aveia (que às vezes também bato junto e dá mais uma consistência), sementes de girassol, coco ralado, chia, castanhas, amendoim, linhaça. Granola também vai bem, mas em geral é adoçada. Preciso voltar a fazer granolinha caseira.
E claro, uvinhas passas que aqui em casa não podem faltar!
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Estou com novas ideias, e quero saber a opinião de vocês! Por favor, tirem 1 minutinho do seu tempo e respondam à enquete aqui na coluna ao lado.
Obrigada lindas!

janeiro 18, 2016

Biscoitos saudáveis

Oi pessoal!

Como é ruim quando estamos tentando mudar os hábitos e aquela vontade aparece e não deixa esquecer!
Sábado à tarde eu estava assim. Ah que vontade de um docinho.
E aquilo foi me preenchendo, mesmo eu tentando pensar em outra coisa.
Então decidi fazer alguma coisa para "matar o que estava me matando".

Lembrei de uma receitinha que inclusive já postei por aqui, de biscoitinhos de aveia e banana. Dei uma incrementada, misturei, forno e voilà, biscoitinhos gostosos para matar a vontade de doce!

Vou compartilhar a receita para ver se alguém se anima.
São fáceis de fazer, muito rápidos, levam pouquíssimos ingredientes e não sujam quase nada!

Vamos lá!


Ingredientes:
3 bananas médias, quanto mais madurinhas melhor (usei caturras, e estavam maduras mas não passadas do ponto).
1 e 1/2 colher de sopa de óleo de coco (se você não tiver, pode usar manteiga. Mas o óleo de coco dá aquele saborzinho especial).
3-4 colheres de sopa de coco ralado (eu aproveitei o resíduo que tinha sobrado quando fiz o leite de coco semana passada. Após coar o leite, espalhei numa assadeira e coloquei no forno que já estava ligado pois tinha assado outra coisa. Bem baixinho. Deixei só uns minutos e desliguei, deixei esfriar dentro do forno. Depois guardei na geladeira. Ficou sequinho e bem conservado!). O coco ralado é opcional. Eu acrescentei à receita porque já o tinha, e gostei do resultado, mas é dispensável.
Aveia que baste: vai colocando até dar um ponto em que a massa dê para modelar.
Uva passa a gosto: como os biscoitos não ficam excessivamente doces, as passas dão uma doçura extra.

Amasse bem as bananas. Adicione o óleo de coco, o coco ralado e as passas. Misture tudo nessa ordem. Agora, a aveia aos poucos, até dar o ponto como coloquei ali em cima.

Modele bolinhas achatadinhas e coloque em assadeira untada.
Leve a forno médio por uns 12-15 minutos (depende muito do seu forno, viu?). Elas começam a dourar embaixo, daí pode retirar!

Minha receita rendeu duas dúzias de biscoitos de uns 4-5 cm de diâmetro.

Se fizer com óleo de coco, são vegan.

Façam e me contem. :)