Mostrando postagens com marcador Boston. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Boston. Mostrar todas as postagens

setembro 04, 2011

De volta a Westchester County

Cheguei em casa.
Tô um caco só.

Saímos de Boston cedinho, viajamos a manhã inteira, e poderiamos estar aqui pela 1 da tarde, mas meus hosts tinham combinado de fazer um pequeno desvio para visitar uns amigos que estavam numa cabana na floresta no meio do nada num pacato recanto entre árvores.
Visitinha esta que durou mais de 4 horas, enquanto o menininho almoçava, tirava seu nap e brincava mais um pouco. Eu terminei o livro que estava lendo, continuei lendo um outro que estava no iPod até que a bateria do bendito acabou e depois fiquei sentadinha no canto escutando uma conversa de milhares de palavras por minuto, como os novaiorquinos falam, entendendo mais ou menos metade do que se falou. Tá, talvez um pouco mais. Mas não com velocidade suficiente para participar ativamente do papo.

Ou seja, tédio absurdal. Já não sabia em qual mão apoiava o rosto.

Aí depois viemos embora e chegamos agora ao anoitecer. E estou um caco como se tivesse feito muito hoje, mas na verdade é puro tédio. Cansaço de estar sentada o dia todo, seja dentro ou fora do carro.
Nhé.

Mas amanhã é feriado e não sei ainda se eles vão me dispensar, bem que podiam. Iria dormir a manhã inteira. Hohoho.

setembro 03, 2011

Mais Boston.

Carácale!
Eu ando tendo visitas pracaramba!

O que a instalação de um contador de visitas pode dizer, hein? Muito bom.

Agora, povo que me visita, eu não mordo e podem deixar comentários. Rsrs.
---------------

Segundo dia em Boston: acordei à hora que bem quis, me arrumei com a calma de quem está de férias mesmo, e finalmente saí para caminhar. Não andei muito, mas conheci e revi lugares muito interessantes. Boston é uma cidade charmosa, toda trabalhada no tijolinho (a parte antiga, porque os prédios novos são cheios de espelho), com história em cada esquina. Devo ter contado mais sobre isso quando estive aqui ano passado, vocês perdoam a preguiça imensa de procurar o link? Foi outubro de 2010, para quem quiser dar uma olhada. Hohoho malandra? Naaada!
Mas então, como ia dizendo, passeei pelo centro de Boston. Estive no cemitério antigo, que fica bem no meio da cidade e fica cravejado de turistas a qualquer hora do dia. Gosto de ver as pedras sepulcrais de 1600 e 1700 e bolinha. Gosto de ler os nomes, as lápides, as histórias. Me emociono quando leio as datas e vejo quem morreu muito cedo, as muitas crianças que estão enterradas, e também quem teve uma vida longa, como uma mulher que vi a pedra dela hoje. A pedra dela estava rodeada de outras três... dois maridos que ela enterrou e o terceiro que sobreviveu a ela. Hohoho. Animada.

Depois estive na King Chapel, que da outra vez visitei só por fora. Muito interessante esta capela anglicana com cabinezinhas para cada família, parecendo repartições de um escritório. Claro, as cabines eram alugadas, não eram para qualquer um... mas numa época em que não existia aquecimento central, era uma maneira de que as pessoas pudessem ficar agrupadas e protegidas do frio. Podiam levar cobertores de casa e até algum cachorro para ajudar a aquecer. E como as crianças ficavam de frente para os pais, podiam vigiá-las para que guardassem silêncio. Hohohoho. Tadinhos.
Hoje as cabines são para qualquer pessoa, quem for chegando para o serviço do culto mesmo, vai sentando. Entrei em uma, fechei a portinha, sentei no banco estofado de um bordô meio esmorecido. Aconchegante. Com o cheiro particular dos teatros.
Mesmo sendo uma igreja protestante que aderiu ao costume católico de guardar os domingos, na parede do altar estavam os dez mandamentos, certinho. Inclusive o quarto, no qual Deus ensina a guardar o sétimo dia. Não entendo, para mim está tão claro! Está até na parede do altar. Por quê então continuar guardando o domingo? COMO, então, continuar guardando o domingo, se Deus santificou o sábado?

Continuei a freedom trail, que é uma faixa vermelha, uma trilha mesmo, pintada no chão, através da cidade, guiando pelos lugares históricos onde esta nação se construiu. Eu realmente, mesmo, MESMO, queria continuar e fazer a trilha toda hoje, mas passei por uma esquina que tinha uma mega livraria com cartazes mais mega ainda, anunciando que está fechando a loja e que está tudo, tudo mesmo, com 60 a 80% de desconto. Pirei né? Tive que dar uma passadinha... que se tornou em quase 2 horas olhando livros. Trouxe só 2 e mais um livrinho de sopas de letras. O tamanho do preju não chegou nem a 15 dolares. Bom demais! E também, só comprei 2 porque fiquei pensando -e muito- em minhas malas na hora de voltar. E porque, lá na King Chapel, já tinha comprado por 4 dólares o classiquíssimo "Little Women", que amo e já li trocentas vezes, em espanhol e português. Aliás, só de ler as primeiras páginas desta versão me dei conta de que valeu muito a pena. Minhas versões anteriores eram adaptadas para o público juvenil do fim do século XX, ou seja, com várias partes resumidas. Um estrago! Só me dei conta agora que peguei a versão completa e na língua original. Maravilha! Um achado!

Mas então, depois disso fui almoçar e voltei para a trilha. Passei pela Old South Meeting House, mas não entrei porque já tinha entrado da outra vez que estive aqui, e é pago. Rsrs. Continuei, cheguei até o Faneuil, que era a sede do governo (os ingleses, antes da revolução). Também entrei neste lugar, coisa que não fiz ano passado. Havia gente sentada escutando o que dizia o guia do tour, mas já tinha começado nem sei há quanto tempo, e eu não podia ficar muito também, porque já estava na hora de ir trabalhar finalmente. 4 da tarde. Bonito, ne? Hahahha.

Mas aí então, voltei para o hotel e trabalhei um monte. Rsrs. Basicamente, acompanhei meus hosts até o píer onde estava o barco onde seria o casamento (chique casamento no barco! Mas era tudo bem simples), tirei fotos e voltei sozinha com o menino no carrinho, fomos jantar fora e o trouxe para dormir. Aí foi só ficar no meu quarto, já na caminha e de computador no colo, esperar até que os pais chegassem e só. Livre. Pronto. Trabalhei um monte, viram?

Ia só fazer um paragrafozinho sobre como foi o dia, e no fim fiz um relatório completo. Ha! Me empolguei de escrever. Praxe.
Beijo para quem lê.
Beijo e abraço pra quem comenta.
Hahahaha.
Fiquem com Deus!

setembro 02, 2011

Boston

Com a family.
Ou seja, a trabalho.
Mas trabalhando bem pouco, e passeando muito. Hohoho.
Passeando muito, comendo de graça e tirando fotos com meu modelo favorito.
Amanhã vou jantar com ele. Só nos dois.

Estou falando do molequinho que cuido. Meu gracinha.
----------------
Hoje me chegou o email da au pair care dizendo que, agora que estão faltando só dois meses para eu voltar, está na hora de reservar meu voo de volta.
Como uma boa fã de E O Vento Levou, decidi não pensar nisso agora, deixar para mais tarde. Quando acostumar com a ideia do email.
----------------
E é isso.

outubro 24, 2010

Boston I

Estou devendo: final do Pumpkin Carving (que não foi tão novela nem tão dramático, mas vou completar nem que seja para que fique completo e vocês vejam como ficou), resumo de Boston, outono em NY.

Como não gosto de deixar assuntos vencerem, porque depois fico sem vontade de voltar para eles, vamos lá.

Boston.

Viagem de 3 dias, de sexta a domingo, sozinha, do jeito que mais gosto de andar, com meu ritmo e meus lugares para ver. Tive a sorte de ganhar 3 dias bons... bom, na verdade na sexta feira chuviscou um pouquinho e depois as nuvens ficaram carregadas o dia todo, o que deu um efeito bonito nas fotos. De noite, muita chuva, mas o dia seguinte foi ensolarado e bonito, apesar de um vento forte e frio. Esse dia andei com 4 camadas de roupa. No domingo, um pouco menos frio e o vento tinha parado, e o sol fez a alegria da casa.

Saldo de fotos: cruas, ou seja, todos os cliques que fiz, 716. Claro que desse número vão saindo tremidas, duplicadas, aquelas que a gente tira de si própria com o braço estendido e às vezes leva uns cinco cliques para ficar boa (ou até mais!), e as fotos de teste.

Dia 1:
Tinha agendado meu ônibus para 9 horas, o que é tarde em comparação ao que costumo fazer. "Tarde?" perguntou meu host. "É isso que você chama de tarde???" Mas, como era meu final de semana de descanso e não estava com vontade de acordar de madrugada, foi isso mesmo que fiz.
Cheguei na linda cidade de Boston à uma da tarde. O ônibus foi bastante vazio e não ia ninguém do meu lado, então fui bem confortável.
Meu plano era não ter um plano definido, para não ter de andar correndo para lá e para cá e simplesmente aproveitar. Mas, como guia, durante a semana descobri e baixei para meu iPod quatro audio tours muito legais. São deste site, e resultaram ser um achado. Recomendo a quem for viajar pelos Estados Unidos, já que tem de várias cidades. É tudo em inglês, mas não é difícil de seguir. Só as histórias às vezes podem resultar um pouco complicadas de ouvir, mas nada de mais. Vem o mapa para imprimir e ir seguindo as paradas que o tour vai explicando.
Então, cheguei na South Station e saí por aí para percorrer os arredores. Peguei uma rua, logo cheguei no centro da cidade, o Downtown, com calçadas de tijolo e vendedores ambulantes. Dei mais umas voltas, explorando essa parte do centro, e vi vários prédios históricos que estavam em um dos tours, mas não queria já começar com eles. Me dei conta de que é bastante fácil andar a pé, como já me tinham dito, tudo é perto, porém como o traçado das ruas é bem antigo, pode ser um pouco confuso.




Decidi andar até uma avenida grande e tirei um dos mapas da bolsa. Estava perto do Harbor, que era o lugar onde um dos tours começava, e decidi ir até lá.
Boston é uma cidade que mistura novo com antigo, prédios com 300 anos de história com os mais modernos edifícios espelhados, que dão um efeito bonito à cidade. A tradição é importante para eles, e guardam com zelo prédios, túmulos, livros, ruas, com o orgulho de dizer que a revolução da Independência começou ali.
O Harbor era um canal que subia do mar, com várias pontes para atravessar em veículo ou a pé. Graças ao tour, descobri um prédio à margem do canal, que tem um terraço-observatório no 14o andar. A única pessoa a andar por ali, subi e me deliciei com a vista, apesar das nuvens espessas.
O tour me levou ao outro lado do canal, através dessa ponte que aparece na foto. Percorri o antigo bairro industrial, com prédios do início do século XX que eram fábricas, e hoje alguns são residenciais, outros abandonados, outros escritórios, e outros galerias de arte.

Quando terminei o tour eram 5 horas, e decidi investigar como chegar no hostel, afinal, às 6 e poucos seria o pôr do sol, e eu queria já estar acomodada para esse horário.
Não foi difícil: o metrô em Boston é fácil de usar, limpo e confiável. O hostel, mesmo ficando na vizinha cidade de Everett, era área metropolitana de Boston (só atravessando o rio. OUTRO rio). Descendo na estação correspondente, peguei um ônibus que estava quase saindo e não tive que esperar nada. Em questão de cinco minutos estava no lugar certo.
Hostel bom, confortável, limpo e organizado, e com um staff educado. A hospedagem em Boston não é das mais baratas, mas em compensação, não houve surpresas. Comprei um jantar no Cosi da estação antes de ir para o hostel, jantei, tomei um bom banho e cama. Minhas companheiras de quarto são: duas alemãs bem alegres, duas outras que falam francês e que provavelmente seriam canadenses, e uma outra que entrou muda e saiu calada, ou seja que não pude nem saber de onde era. Mas conversei com as alemãs, que saíram a "curtir a noite" debaixo de chuva de canivete. Corajosas.

E continuo amanhã, apesar de que planejei escrever tudo hoje. Vocês já devem estar cansados e eu também. :D
Ah, a íntegra das fotos do primeiro e segundo dia está no meu facebook. Continuo devendo o terceiro dia por lá também, anyway.
Devo, não nego. Pago quando puder.

Em tempo: dois dias da minha carved pumpkin lá fora e os esquilos já se encarregaram de modificar o desenho original. Esses bichinhos são danados, mas espero que o fato de a abóbora já estar apodrecendo não os faça passar mal.