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outubro 06, 2015

A louca do bicarbonato e outros assuntos

 
Meu marido já sabe, se falar que a garganta está arranhando ou que está ficando resfriado, o que eu respondo?
Toma um pouquinho de bicarbonato.
 
Se estiver com problemas de digestão, o que eu digo?
Toma um pouquinho de bicarbonato.
 
Quando estou preparando um molho de tomate, lá vou eu colocar um tiquinho de bicarbonato.
No bolo de chocolate, também.
 
Para retirar odores de armários, geladeira, até sapatos, bicarbonato.
 
Certo dia ele falou: Mas tudo para você é bicarbonato!
 
Realmente, os usos do bicarbonato são algo assim como a ponta do iceberg. Quanto mais pesquiso, mais descubro!
Sabe aquele filme "Casamento Grego", em que o pai da moça resolve tudo com Wi*ndex?
Sou eu com o bicarbonato.
 
Recentemente, e graças a minhas pesquisas de cosméticos naturais e produtos de limpeza, descobri muito mais. Descobri por exemplo, que substitui muito bem o sabão em pó, principalmente ao lavar roupas brancas, toalhas, lençois. Na máquina de lavar roupa, forma uma dupla imbatível com o vinagre como amaciante (e não, não fica cheiro).
Natural, ecológico e sem químicos alergênicos.
 
Agora já que estou no assunto do bicarbonato, vou contar um pouco das minhas experiências.
Faz uma semana que não utilizo xampu no meu cabelo. Li diversos textos falando sobre o assunto de lavar o cabelo de maneira mais natural, e decidi ser a cobaia.
Para mim faz muito sentido: os xampus convencionais prometem retirar o óleo, e o fazem. Retiram o óleo do cabelo. Inclusive, sua camada protetora. Assim, o cabelo fica desprotegido e os folículos promovem o quê? Isso mesmo, a liberação de mais óleo para proteger o cabelo!
E assim, o cabelo, mesmo após poucas horas de ter lavado, logo perde a aparência de "soltinho" e fica oleoso e pesado. E isso vai se transformando num círculo vicioso.
E se a isso acrescentamos produtos derivados de petróleo como silicones, cremes, seladores de cutículas, finalizadores, etc., o pobre cabelo vai ficando cada vez mais sobrecarregado, e nosso organismo também.
 
Comecei então uma desintoxicação, o que exige, antes de tudo, uma mudança não de hábitos, mas de pensamento.
O primeiro é um trabalho psicológico, uma quebra de paradigmas. Crescemos aprendendo que para lavar o cabelo é necessário utilizer xampu e condicionador. Ao longo dos anos, a mídia nos faz acreditar que precisamos nos livrar dos óleos porque deixam o cabelo sujo e feio, e depois, quando o cabelo está quebrado e sem vida, nos vendem tratamentos reconstituidores a base de quê? Sim, de óleo.
Só que em sua maioria são óleos minerais (derivados de petróleo), silicone (para dar uma plastificada nos fios, dando ilusão de mais brilho) com minúsculas quantidades de óleos vegetais, esses sim com propriedades regenerativas e condicionadoras: seja argan, oliva, semente de uva, amêndoa, enfim, muitos outros.
O Segundo passo, após aceitar que o que a indústria vende nem sempre é o melhor para o consumidor (aham, não diga), é encarar que a desintoxicação pode não ser fácil nem rápida. Os resultados muitas vezes não são imediatos, mas são duradouros. Dependendo da quantidade de tranqueiras que tivermos aplicado nos cabelos ao longo dos anos, pode levar mais ou menos tempo para que o corpo se acostume de novo a não produzir aquela quantidade excessiva de óleo para se proteger, e aí finalmente começar a ficar bonito.
Como dizia, este processo pode levar tempo, e eu entrei preparada para passar 6 meses de cabelo preso, se preciso fosse. Pelos relatos que vi pelos relatos, o cabelo fica no início grudento, duro, esquisito, áspero, etc. O período de ajuste pode variar de 15 dias a um ano.
Então, ao decidir se livrar das químicas capilares o primeiro que tem que mudar não é o cabelo, e sim a cabeça.
Felizmente eu nunca fui muito disciplinada em tratamentos capilares e assim, nunca apliquei muitos produtos além de xampu, condicionador e eventualmente um banho de creme (bem, mas beeeeem eventualmente). Colabora o fato de que meu cabelo não é difícil de manter, e assim nunca fui fã de cremes para pentear, leave ins e finalizadores. Para falar a verdade, tenho em casa um tubo de spray fixador ainda praticamente cheio, comprado há no mínimo 5 anos (que obviamente vai ter ainda menos uso agora). Sendo assim, após uma semana meu cabelo está até que bonzinho. Um pouco áspero ao toque, mas nada parecido com os relatos que vi pela internet.
 
Então, comecei de leve, substituindo há umas 2 semanas somente o condicionador. Para isso, fiz uma combinação de chá de camomila e vinagre de maçã.
 
 
Por quê chá de camomila? A camomila é mais aconselhada para cabelos loiros pois a erva acentúa a cor dourada e clareia, o que não é meu objetivo. Eu sou morena. Mas além disso, a camomila também é conhecida pelas propriedades calmantes. Como iria enxaguar e a camomila teoricamente não ficaria no cabelo, não teria problema em usar. Ainda estou pesquisando outros "matinhos" mais próprios para cabelos escuros, mas por enquanto a camomila serve bem.
Além do mais, era a única que eu tinha à mão.
Poderia ter utilizado somente água fervida, mas gostei da ideia do chá. Ajuda a quebrar o "aroma" do vinagre.
Por quê vinagre? Porque ajuda a fechar as cutículas do cabelo, ou seja, o efeito esperado do condicionador.
E diferente do que eu achava, após enxaguar não fica o cheiro de vinagre no cabelo.
 
Como ia dizendo, misturei 1 copo de chá bem concentrado de camomila e 2 colheres de sopa de vinagre de maçã. Lavei (ainda com um xampu normal, já que a ideia era avaliar a mudança aos poucos) e após enxaguar passei o "condicionador" de camomila + vinagre. Deixei dois minutinhos enquanto tomava banho, e enxaguei com água fresquinha (não consigo lidar com água gelada, que seria o ideal).
O cabelo ficou com uma textura meio estranha, mas mais leve. Deu para pentear bem, com um pouco mais de cuidado. Quando secou, ficou com certo brilho natural. Gostei.
Continuei utilizando por uma semana, lavando no meu ritmo normal de dia-sim, dia-não.
 
Na semana seguinte, decidi que era pouco e parti para a desintoxicação capilar em cheio, sem olhar para trás.
Na primeira lavação, fiz uma pasta de argila branca e vinagre, com um pouquinho de água.
A argila age como um ímã para elementos estranhos. Absorve impurezas, limpa, ativa a circulação. Serve para a pele, para os cabelos, para dores, enfim, tem diversos usos. Mas vamos concentrar na questão do cabelo hoje.
É recomendado fazer esta desintoxicação com argila mais ou menos uma vez por semana.
 
 
Então apliquei a pasta no cabelo todo. Deixei agir alguns minutos (uns 5). É recomendado deixar entre 5 e 20 minutos, mas não deixar secar completamente porque pode ficar mais difícil de retirar (lembrando: não estamos utilizando xampu).
Enxaguei.
Passei meu condicionador de chá de camomila. Enxaguei.
Ficou um cabelo mega esquisito.
Tipo, uma gosma capilar ensebada grudada na cabeça.
Uma eca.
Mas eu sabia que seria assim, não é mesmo?
 
No dia seguinte, continuei com o plano.
Fervi água, deixei esfriar. Na hora do banho, misturei 1 copo da água fervida com 1 colher de sopa de bicarbonato, até dissolver.
Lavei o cabelo com essa mistura, enxaguei. Imediatamente, ao passar os dedos pelo cabelo, ouvi aquele "barulhinho" de cabelo limpo nhec nhec, não sei explicar. Rsrs.
Passei meu condicionador de camomila e enxaguei.
Para ajudar a condicionar (e deixar um cheirinho), fiz um "leave-in" misturando num frasquinho pulverizador umas 2 colheres de óleo de amêndoas (poderia ser qualquer outro óleo vegetal, mas era o que tinha por perto mais uma vez) com 4 gotinhas de óleo essencial de hortelã. Apliquei só um pouquinho nas pontas.
Olha, vou dizer que a cada vez que lavo, o cabelo fica um pouquinho melhor. Ficou alguns dias meio "nhaquento", mas está melhorando a cada lavação.
Claro, ainda é cedo para saber o resultado do experimento, mas por enquanto o review é bem positivo.
 
* Fotos: Não tem. Motivos:
1- A tansa aqui nem lembrou de documentar o processo em imagens.
2- Não iria dar para ver muita coisa com fotos. You have to feel it.
3- Meus post são tudo no improviso. :)
 
Mas prometo ir tirando algumas fotos das minhas próximas aventuras e fazer uns posts mais elaborados.
 

julho 31, 2009

Tô mal...

Minhas horas com os Desbravadores são com crianças de 10 a 15 anos.
No application online, as referências válidas são até 10 anos.

Ou seja, vou ter que arranjar duas referências diferentes a partir de agora.
E começar as 100 horas do zero.

Tô mal.

Lá se vai um mega atraso no meu programa.

Mas eu estou confiando em Deus, viu?
Tudo vai dar certo.

julho 23, 2009

Semana cheia...

Amanhã é o grande dia.
Minha prova de volante.
Uh uh uh
Mas não estou nervosa não.
Estou bem calma aliás.
Deus está no comando de tudo.

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Eu ia pegar ontem meu passaporte, que já está pronto há umas 2 semanas mas não tinha tido tempo de ir pegar... só que estava chovendo tanto, tanto, tanto, que deixei para ir semana que vem.

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Falei com minha irmã para ver se ela me arranja um trabalho voluntário lá na escolinha que ela trabalha, fazendo recreação ou oficinas de arte, sei lá, alguma coisa para angariar mais horas com crianças. Hoje estou com 151 horas, mas se rolar esse voluntariado vai ser uma mão na roda para preencher logo essa parte!
Eu sei que entrar com praticamente o mínimo de horas é quase garantia de meses esperando na fila, mas acredito que possa compensar em outras áreas. Em idade, por exemplo. Já estou com 25, e pelo que vi por aí as famílias procuram mais au pairs mais velhas. Não sei se é confiança em quem é mais velha, sei lá. Talvez por experiência na direção, mas isso não conta para mim que estou tirando agora. Me arrependo de não ter tirado antes, mas agora já está.
Sou boa de homework também, principalmente em matemática, história, espanhol, que falo fluentemente. A essa altura do campeonato, não aspiro a conseguir ser under 2.
Aliás, prefiro bem mais crianças em idade escolar do que crianças muito pequenas. Me dou melhor com elas.

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E tenho outras reflexões e uma estimativa de gastos a fazer, mas vou deixar para outro dia.

maio 04, 2009

Acampamento

Este é o mesmo post que está no meu blog principal, mas postei aqui também porque quero fazer uma explicação mais gráfica do que seria o Clube de Desbravadores, a pedido da Liny.

Tô quebrada... quebradassa!
Mas o acampamento foi muito, muuuito legal!

Resumidamente, aprendi a: montar barraca (não a iglu, daquela bonitinha triangular) que não entra água, andar no mato sem usar lanterna, lavar louça de canequinha :P
Dormir me sentindo minhoca dentro do saco de dormir, ignorando friagem e a dureza do chão, fazer xixi na latrina (urgh!), fazer amarra quadrada, conservar comida sem geladeira.
Ignorar o frio ao tomar banho no rio, se equilibrar debaixo da cachoeira, botar ordem no grupo, na barraca e na roupa molhada, se jogar na corda no melhor estilo Tarzan, subir e descer barranco no escuro.
Conviver com vacas, dejetos delas, formigueiros gigantes, galinhas por perto (essa foi a parte mais difícil para mim) e 50 adolescentes gritando ao mesmo tempo.
Tomar água sem perguntar sua origem (hahahaha).
Sobreviver 3 dias sem: banheiro decente, banho quente, luz elétrica, internet, celular, maquiagem, dignidade (huahuahua).

Os pontos altos do final de semana:
- A caminhada noturna de 8 km, em fila indiana, sem fazer o mínimo barulho e sem lanterna, por estradas de diversos tipos e uma subida de Deus-me-livre.
- O cross country ontem: um circuito pelo campo que incluía entre outras provas: rastejar por uma vala com 20 cm de água e lama, arrastar um tronco puxando-o com uma corda e atravessar o rio segurando uma corda estendida (com o qual lavamos a maior parte da lama, hahaha), tudo isso no menor tempo possível.
Ainda bem que o rango valia a pena, depois de um circuito como esse: a comida era maravilhosa!E é isso.

Então, o Clube de Desbravadores consiste basicamente num clube de escoteiros, no qual além das atividades de sobrevivência na mata e treinamentos que tem os escoteiros, tem também a parte espiritual, porque é um clube pertencente à Igreja Adventista.
Na verdade, é um clube visando preparar os jovens para sobreviver mesmo na mata e guiar as outras pessoas, já que como adventistas sabemos que um dia Cristo vai voltar, mas até lá cada vez mais sofreremos perseguição por acreditar nisso.
Para as crianças (e nem tanto, já que os membros tem entre 10 e 15 anos, fora os instrutores e conselheiros, como eu, que são adultos) é uma ótima oportunidade de aprender a se "virar" num âmbito mais simples, sem depender de eletricidade e outros confortos da vida moderna.
Para os adultos, uma ótima chance de "fugir" do estresse cotidiano. Principalmente durante os acampamentos.
Eu voltei renovada, apesar do cansaço.
Bom, espero ter esclarecido um pouco como funciona. Ah! Aproveito para dizer que, nestes 3 dias, em momento algum me lembrei de processo, agências, horas de experiência nem nada mais. Nem de gripe suína, também. Amnésia total! Huahuahua.

abril 30, 2009

Palestra online

Agora há pouco acabou a palestra online da Cultural Care.
Eu fiquei sabendo há uns dias que a CC está fazendo palestras e entrei no site para ver as datas e lugares. Masss... aqui em Floripa não tinha nenhuma!
Ainda bem que tinha palestra online, bem legal, 'no conforto de casa'. Ótimo.
E ainda no final passou um vídeo em inglês com depoimentos de au pairs, LCCs (que são as cordenadoras) e hostfamilies. Bem bacana!

Mas está praticamente decidido que não vou fazer pela CC, por vários motivos a saber:
- É mais cara do que as outras agências.
- Aqui em Floripa não tem escritório, só representante. Ora, quem me garante que a pessoa não vai sumir, que vai deixar de representar a CC, que o e-mail da pessoa não vai deixar de funcionar, que a pessoa não vai estar indisponível por muito tempo, morrer, enfim! Não me pareceu muito seguro.

Ainda tenho tempo, mas estou inclinada a fazer pelo STB.
Aqui não tem agência da Experimento também.
O negócio é que eu tenha a menor quantidade de dor de cabeça possível... se puder evitar dor de cabeça com a agência, melhor.

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Amanhã, acampamento!
Assim, eu entrei nos Desbravadores pensando basicamente nas 200 horas que precisaria ter de experiência, só que desde o primeiro dia já adorei o ambiente, o pessoal, as experiências... não tem nem 1 mes que vou às reuniões, mas já gosto tanto que a última coisa que me lembro é que isso está contando horas para mim.
Isso com o acampamento também, que será de amanhã (sexta) até domingo. Claro, estou ciente de que, nessa brincadeira, até domingo já terei 70 horas! Mas digo que não é minha principal motivação para estar lá. É muito bom mesmo!