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janeiro 14, 2016

10 dias sem açúcar

Imagem: https://stocksnap.io/


Hoje é o dia 11.
Sim, estou contando.
Não, não estou sofrendo. Pelo menos não a maior parte do tempo.
Às vezes aparece alguma tentação e tenho que me lembrar do meu propósito e do quanto não quero jogar fora todo o esforço feito até aqui. É um desafio, é suposto que seja difícil!
Mas tem sido menos terrível do que imaginava, e não tem aparecido tantas tentações assim. Ou então sou eu que estou focada em outras coisas.
Por exemplo, tenho escolhido focar nas coisas boas que me permito comer, não nas que me proíbo.
Tento desafiar a imaginação a tentar coisas novas, diferentes, apetitosas.
Tento ter mais frutas frescas e secas à mão.
Não tenho comprado nada com açúcar. Nem biscoito, nem granola, nem pão, nem iogurtes, nem coisas aparentemente saudáveis. Nada de açúcar e ponto.
(O que me enganou foi o extrato de tomate. Achando que era isento, comprei, estava fazendo um molho, fui ler os ingredeintes e pá! Lá estava. A-ç-ú-c-a-r).

Tenho batido meu iogurte caseiro de kefir com fruta. Hoje, por exemplo, bati com manga e banana. Sempre gosto de pôr banana madura para adoçar. Por cima, aveia, castanhas e uvas passas. Ficou bonito, saudável e delicioso.
A Hadassa adora.
Em substituição ao pão, às vezes (com tempo, principalmente nos finais de semana) invento algo diferente. Não que tenha eliminado o pão, mas tento umas alternativas para variar.
Por exemplo, inspirada por este post do Maternidade Colorida, fui tentar fazer uma variação de tapioca. Infelizmente, quando fui ver os ingredients, tanto a chia quanto o amaranto que tinha em casa estavam bichados e tive que jogá-los fora. Como não sou de me render, misturei somente a tapioca com um queijo parmesão maravilhoso que meu pai me trouxe, ralado na hora, e coloquei na frigideira. Fiz disquinhos redondos mesmo. Ficou ótimo!

Alguns dias faço um suco verde para começar o dia. Couve ou cenoura e beterraba, bato com banana madura e alguma outra fruta que tiver em casa, de preferência para aproveitar aquelas frutas que estão perto de estragar. Às vezes umas folhinhas de hortelã ou "capim de trigo" também vão. Coloco numa garrafinha e saio para o trabalho, perco quase nada de tempo. E ainda deixo um pouco para quando a Hadassa acordar. Ela gosta bastante, mas como acabou de aprender a tomar líquidos no copo com canudinho, só quer saber de sucos mais ralos, coados, que passem pelo canudo. Enfim! Melhor do que nada.

Não ter biscoitos ou outras tralhas em casa ajuda. A noite é a hora mais traiçoeira. Mais de uma vez, depois do jantar e de ter levado a Had para dormir, vagueio pela casa procurando algo para mastigar. Se tivesse tranqueira, seria a primeira coisa que iria pegar. Agora sou obrigada a comer uma fruta ou umas castanhas, no máximo uma torrada com geleia (sem açúcar). Preciso fazer um peanut butter para essas horas, mas comprei o amendoim e não parei ainda para fazer. #fail

Tomar um chazinho à noite também ajuda. Esta semana passada fiz uma tentativa de latte com leite de coco caseiro. Ficou bom mas meh... poderia ficar melhor. Estes eu adoço com stevia em pequenas quantidades, ou alguns chás bebo sem adoçar mesmo, principalmente hortelã e erva cidreira.

Sobre o leite de coco caseiro: pessoas mais puristas dirão que é preciso comprar o coco seco, partir, retirar a polpa e bater com água. Se eu fosse fazer isso, desistiria provavelmente no "partir". Compro o coco ralado a granel, sem açúcar, e já está de bom tamanho. Esquento umas 4 xícaras de água e sem ferver, jogo sobre 1 xícara de coco ralado já no liquidificador. Bato bem e coo num pano de prato limpo. Pronto! Leite de coco quentinho e saudável, sem conservantes. Bem batido, fica espumoso e é ideal para o latte. E ainda tem a sobra de coco depois de coar, para usar em tudo que tiver vontade.
Fiz meu latte com cevada pois não bebo café, adicionei chocolate em pó, canela e baunilha. E stevia.
Mas faltou sei lá, alguma coisa. Ainda vou descobrir o que é.

E assim vai, a rotina de desintoxicação do açúcar.
Ah mas é muito radical. Ah mas não precisa retirar completamente. Ah mas a vida fica muito sem graça. Ah mas um docinho é bom.

Sim, é muito radical. Mas precisa ser feito de uma vez para reeducar o paladar e acostumá-lo novamente ao sabor das coisas, sem o açúcar mascarando.

Sim, precisa retirar completamente. Se trata de uma desintoxicação. Você não se desintoxica de algo permitindo "somente um pouquinho", não é mesmo?

Não, a vida não fica sem graça. Há inúmeros outros sabores por aí, é só ter boa vontade e procurar. E para aquelas coisas que estamos tão acostumados, que não vivemos sem, que precisam ser adoçadas, há outras alternativas: frutas que adoçam (frescas e secas) para as vitaminas, bolos e sorvetes, adoçantes naturais para os chás, etc.

Sim, um docinho é bom. Concordo. Sou doida por um bom brigadeiro! Bom para o paladar, não para a saúde. E no meu caso, esse "bom" estava se tornando "todo dia". Eu não estava mais vivendo sem meu "docinho" após a refeição. Já tentei "reduzir o consumo" diversas vezes, mas nunca deu certo. Estava precisando de um passo mais radical mesmo, e foi dado!

Quando os 66 dias passarem, esperemos que com sucesso, irei avaliar os resultados e voltar a me permitir uma tranqueirinha aqui e ali, mantendo o equilíbrio. Mas até lá, meu paladar e meu psicológico vão estar educados.

outubro 06, 2015

A louca do bicarbonato e outros assuntos

 
Meu marido já sabe, se falar que a garganta está arranhando ou que está ficando resfriado, o que eu respondo?
Toma um pouquinho de bicarbonato.
 
Se estiver com problemas de digestão, o que eu digo?
Toma um pouquinho de bicarbonato.
 
Quando estou preparando um molho de tomate, lá vou eu colocar um tiquinho de bicarbonato.
No bolo de chocolate, também.
 
Para retirar odores de armários, geladeira, até sapatos, bicarbonato.
 
Certo dia ele falou: Mas tudo para você é bicarbonato!
 
Realmente, os usos do bicarbonato são algo assim como a ponta do iceberg. Quanto mais pesquiso, mais descubro!
Sabe aquele filme "Casamento Grego", em que o pai da moça resolve tudo com Wi*ndex?
Sou eu com o bicarbonato.
 
Recentemente, e graças a minhas pesquisas de cosméticos naturais e produtos de limpeza, descobri muito mais. Descobri por exemplo, que substitui muito bem o sabão em pó, principalmente ao lavar roupas brancas, toalhas, lençois. Na máquina de lavar roupa, forma uma dupla imbatível com o vinagre como amaciante (e não, não fica cheiro).
Natural, ecológico e sem químicos alergênicos.
 
Agora já que estou no assunto do bicarbonato, vou contar um pouco das minhas experiências.
Faz uma semana que não utilizo xampu no meu cabelo. Li diversos textos falando sobre o assunto de lavar o cabelo de maneira mais natural, e decidi ser a cobaia.
Para mim faz muito sentido: os xampus convencionais prometem retirar o óleo, e o fazem. Retiram o óleo do cabelo. Inclusive, sua camada protetora. Assim, o cabelo fica desprotegido e os folículos promovem o quê? Isso mesmo, a liberação de mais óleo para proteger o cabelo!
E assim, o cabelo, mesmo após poucas horas de ter lavado, logo perde a aparência de "soltinho" e fica oleoso e pesado. E isso vai se transformando num círculo vicioso.
E se a isso acrescentamos produtos derivados de petróleo como silicones, cremes, seladores de cutículas, finalizadores, etc., o pobre cabelo vai ficando cada vez mais sobrecarregado, e nosso organismo também.
 
Comecei então uma desintoxicação, o que exige, antes de tudo, uma mudança não de hábitos, mas de pensamento.
O primeiro é um trabalho psicológico, uma quebra de paradigmas. Crescemos aprendendo que para lavar o cabelo é necessário utilizer xampu e condicionador. Ao longo dos anos, a mídia nos faz acreditar que precisamos nos livrar dos óleos porque deixam o cabelo sujo e feio, e depois, quando o cabelo está quebrado e sem vida, nos vendem tratamentos reconstituidores a base de quê? Sim, de óleo.
Só que em sua maioria são óleos minerais (derivados de petróleo), silicone (para dar uma plastificada nos fios, dando ilusão de mais brilho) com minúsculas quantidades de óleos vegetais, esses sim com propriedades regenerativas e condicionadoras: seja argan, oliva, semente de uva, amêndoa, enfim, muitos outros.
O Segundo passo, após aceitar que o que a indústria vende nem sempre é o melhor para o consumidor (aham, não diga), é encarar que a desintoxicação pode não ser fácil nem rápida. Os resultados muitas vezes não são imediatos, mas são duradouros. Dependendo da quantidade de tranqueiras que tivermos aplicado nos cabelos ao longo dos anos, pode levar mais ou menos tempo para que o corpo se acostume de novo a não produzir aquela quantidade excessiva de óleo para se proteger, e aí finalmente começar a ficar bonito.
Como dizia, este processo pode levar tempo, e eu entrei preparada para passar 6 meses de cabelo preso, se preciso fosse. Pelos relatos que vi pelos relatos, o cabelo fica no início grudento, duro, esquisito, áspero, etc. O período de ajuste pode variar de 15 dias a um ano.
Então, ao decidir se livrar das químicas capilares o primeiro que tem que mudar não é o cabelo, e sim a cabeça.
Felizmente eu nunca fui muito disciplinada em tratamentos capilares e assim, nunca apliquei muitos produtos além de xampu, condicionador e eventualmente um banho de creme (bem, mas beeeeem eventualmente). Colabora o fato de que meu cabelo não é difícil de manter, e assim nunca fui fã de cremes para pentear, leave ins e finalizadores. Para falar a verdade, tenho em casa um tubo de spray fixador ainda praticamente cheio, comprado há no mínimo 5 anos (que obviamente vai ter ainda menos uso agora). Sendo assim, após uma semana meu cabelo está até que bonzinho. Um pouco áspero ao toque, mas nada parecido com os relatos que vi pela internet.
 
Então, comecei de leve, substituindo há umas 2 semanas somente o condicionador. Para isso, fiz uma combinação de chá de camomila e vinagre de maçã.
 
 
Por quê chá de camomila? A camomila é mais aconselhada para cabelos loiros pois a erva acentúa a cor dourada e clareia, o que não é meu objetivo. Eu sou morena. Mas além disso, a camomila também é conhecida pelas propriedades calmantes. Como iria enxaguar e a camomila teoricamente não ficaria no cabelo, não teria problema em usar. Ainda estou pesquisando outros "matinhos" mais próprios para cabelos escuros, mas por enquanto a camomila serve bem.
Além do mais, era a única que eu tinha à mão.
Poderia ter utilizado somente água fervida, mas gostei da ideia do chá. Ajuda a quebrar o "aroma" do vinagre.
Por quê vinagre? Porque ajuda a fechar as cutículas do cabelo, ou seja, o efeito esperado do condicionador.
E diferente do que eu achava, após enxaguar não fica o cheiro de vinagre no cabelo.
 
Como ia dizendo, misturei 1 copo de chá bem concentrado de camomila e 2 colheres de sopa de vinagre de maçã. Lavei (ainda com um xampu normal, já que a ideia era avaliar a mudança aos poucos) e após enxaguar passei o "condicionador" de camomila + vinagre. Deixei dois minutinhos enquanto tomava banho, e enxaguei com água fresquinha (não consigo lidar com água gelada, que seria o ideal).
O cabelo ficou com uma textura meio estranha, mas mais leve. Deu para pentear bem, com um pouco mais de cuidado. Quando secou, ficou com certo brilho natural. Gostei.
Continuei utilizando por uma semana, lavando no meu ritmo normal de dia-sim, dia-não.
 
Na semana seguinte, decidi que era pouco e parti para a desintoxicação capilar em cheio, sem olhar para trás.
Na primeira lavação, fiz uma pasta de argila branca e vinagre, com um pouquinho de água.
A argila age como um ímã para elementos estranhos. Absorve impurezas, limpa, ativa a circulação. Serve para a pele, para os cabelos, para dores, enfim, tem diversos usos. Mas vamos concentrar na questão do cabelo hoje.
É recomendado fazer esta desintoxicação com argila mais ou menos uma vez por semana.
 
 
Então apliquei a pasta no cabelo todo. Deixei agir alguns minutos (uns 5). É recomendado deixar entre 5 e 20 minutos, mas não deixar secar completamente porque pode ficar mais difícil de retirar (lembrando: não estamos utilizando xampu).
Enxaguei.
Passei meu condicionador de chá de camomila. Enxaguei.
Ficou um cabelo mega esquisito.
Tipo, uma gosma capilar ensebada grudada na cabeça.
Uma eca.
Mas eu sabia que seria assim, não é mesmo?
 
No dia seguinte, continuei com o plano.
Fervi água, deixei esfriar. Na hora do banho, misturei 1 copo da água fervida com 1 colher de sopa de bicarbonato, até dissolver.
Lavei o cabelo com essa mistura, enxaguei. Imediatamente, ao passar os dedos pelo cabelo, ouvi aquele "barulhinho" de cabelo limpo nhec nhec, não sei explicar. Rsrs.
Passei meu condicionador de camomila e enxaguei.
Para ajudar a condicionar (e deixar um cheirinho), fiz um "leave-in" misturando num frasquinho pulverizador umas 2 colheres de óleo de amêndoas (poderia ser qualquer outro óleo vegetal, mas era o que tinha por perto mais uma vez) com 4 gotinhas de óleo essencial de hortelã. Apliquei só um pouquinho nas pontas.
Olha, vou dizer que a cada vez que lavo, o cabelo fica um pouquinho melhor. Ficou alguns dias meio "nhaquento", mas está melhorando a cada lavação.
Claro, ainda é cedo para saber o resultado do experimento, mas por enquanto o review é bem positivo.
 
* Fotos: Não tem. Motivos:
1- A tansa aqui nem lembrou de documentar o processo em imagens.
2- Não iria dar para ver muita coisa com fotos. You have to feel it.
3- Meus post são tudo no improviso. :)
 
Mas prometo ir tirando algumas fotos das minhas próximas aventuras e fazer uns posts mais elaborados.