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março 16, 2016

Festinha da Hadassa - 2 aninhos!

Domingo fizemos a festinha de aniversário para a princesa Hadassa.

Vovó fez o vestido.
 

Detalhe: Ela se refere ao vestido como "o vestido de princesa".

Mamãe fez a decoração e o tio pendurou.

Detalhe: Mamãe guardou uma parte das decorações tão bem guardada que não a encontrou na hora de pendurar. Depois que a festa acabou, ao ir pegar um agasalho no armário, achou a sacola de decorações perdida. Quis chorar.

Mamãe e as vovós fizeram comes e bebes.
E a mesa.
Tentei fazer tudo o mais natural possível, com exceção dos docinhos que foram tradicionalíssimos brigadeiros, beijinhos, e brigadeiros com amendoim, e o bolo que também foi bastante tradicional, apesar de que o recheio foi de biomassa de banana verde com limão, e a cobertura era a base de iogurte caseiro e morangos.

No mais, tinha biscoitinhos de queijo, sanduichinhos com patê caseiro de iogurte e tomate seco, espetinhos de tomate cereja e mussarela, palitos integrais, pasteizinhos assados de brócolis e milho.

De doce tinha espetinhos de frutas (carambola, uva verde e morango, que foram o hit), pudinzinhos de manga e agar-agar, muffins de banana (feitos com a minha receita de bolo sem açúcar que já postei antes), e os docinhos que já falei.

O tema foi de cachorrinhos e gatinhos, com as cores rosa, marrom e amarelinho, em padrões de poá.

Lembrancinhas

E tivemos brincadeiras. Comprei giz de cera e massinhas novinhos que coloquei em copinhos sobre o tapete do quarto, para deixá-los bem à vontade. Coloquei também brinquedos e livrinhos todos a mão.
Grude com a tia Fê.

Com vovó e tia Fê brincando lá fora.


E tivemos parabéns.
Oi? Como "liga" isso aí?




E tivemos vovó e tios tendo que sair correndo após os parabéns para pegar a estrada de volta (e mamãe esqueceu de entregar as lembrancinhas para eles).

E teve amiguinha que se perdeu tentando chegar, e chegou quase na hora do parabéns.

Aí depois que só ficou o abuelo e fomos de carro comprar umas coisas (e não conseguimos porque estava tudo fechado), ela pediu mamazinho e dormiu no carro mesmo. E não acordou até a manhã seguinte.

Mas o mais lindo, o melhor de tudo, é ela me olhando e dizendo: "Ti nhamo mamãe!"

Isso sim, não tem preço!

março 03, 2016

Para Hadassa (Post de 2 anos)

 
Minha querida filha,

Você já estava neste mundo, sacolejando dentro da minha barriga havia algum tempo, mas chegou mesmo à vida exterior no alvorecer de uma segunda feira de carnaval. No meio do feriado, enquanto muitos estavam descansando, você estreou a vida. Você mudou minha vida.

Foi a madrugada mais difícil de todas, mas quando te peguei no colo, exausta, transbordante de alegria, e olhei nos teus olhinhos escuros, tudo sumiu. O cansaço, a incerteza, a euforia. O mundo parou porque eu e você, finalmente, nos conhecemos cara a cara, e nos reconhecemos de imediato. Você era um pacotinho cor de rosa envolto num gigantesco pano verde do hospital, com uma touquinha que teimava em cair da tua cabecinha e o cheirinho de recém nascido mais fabuloso do Universo.

Hoje já fazem 2 anos desse dia. 2 anos já! Clichezão, todo mundo diz: O tempo voa! Mas voa mesmo. Voa com tuas perguntas curiosas, voa com teus pezinhos velozes, voa com todas as descobertas que você vai fazendo, que me deixam sem palavras. Onde foi parar aquele pacotinho cor de rosa, envolto num gigantesco pano verde?

Meu pacotinho cresceu! O rostinho arredondou. Os dentinhos saíram. Os cabelos demoraram, mas finalmente estão se esticando em cachinhos deliciosos que amo tocar. Os olhinhos, redondos, pretinhos, rodeados por cílios longos, mostrando o brilho da curiosidade de todas as perguntas ainda sem respostas, de todas as coisas que ainda estão por descobrir! As perninhas ficaram fortes, caminharam, correram, e agora ensaiam os primeiros pulos ao som dos teus "pu-a! pu-a!". As mãozinhas gorduchinhas aprenderam a tocar, descobrir, explorar, a servir de ferramentas para testar todas as tuas ideias. Meu pacotinho, meu cisco de gente, está se tornando uma garotinha independente, alegre, sagaz, que conversa, canta, rodopia, que ama abraçar, que ama sorrir, que sabe que é muito, muito amada.

Minha menina com nome de rainha, que se tornou uma rainha em nossas vidas, uma joia que também é uma flor aromática como o significado de seu nome. Não poderia ter sido um nome mais apropriado para uma pequena como você! Uma rainha que chega tomando conta do coração de todos, mas chega suavemente, perfumando a vida, alegrando o dia, convidando a sorrir.

Minha filha, eu não podia imaginar o quanto a minha vida mudou por você. PARA você. O quanto a sua chegada me fez renascer, rever conceitos, reavaliar prioridades, anular muitas vezes minhas vontades para que você pudesse ter o melhor de mim. Fiz e faço isso tudo com todo meu coração, grata por ter a chance de te dar o pouco que tenho.

Minha querida, que acorda quando estou me arrumando para ir trabalhar e pede um carinho, e se embala no soninho novamente enquanto acaricio suas costinhas. Se eu parar, acorda para ver se ainda estou ali.

Minha pequena, que me dá de presente o sorriso mais gostoso do Universo quando chego para pegá-la, antes de pedir quase que imediatamente: mamazinho!

Que me chama "vem, vem!" quando quer brincar.
Que pede "vamu desenhá?"

Que gosta de pisar no meu pé.
De bagunçar minhas panelas.
De brincar com celulares, chaves e óculos. E minha carteira.

Por tudo e em tudo, minha linda, que Deus te abençoe hoje e sempre.
 





 

fevereiro 03, 2016

Hora de dormir by Hadassa

Minha filha não é a maior dormilona do mundo.
Assim, ela prefere fazer quase qualquer coisa do que dormir.
Principalmente quando o pai deixa ela atrasar o soninho da tarde, então chega a hora de dormir à noite e ela está sem sono.

Ontem foi uma noite dessas.

Como sempre, fizemos nosso ritualzinho de ir para a cama, que consiste em escovar os dentes, fazer oração, ajeitar a boneca com que ela vai dormir, deitar na caminha dela, ler uma história, apagar a luz e fazer o mamazinho deitada mesmo.
Só que a bonita mamou e mudou de peito umas 457 vezes, virou para um lado e para o outro e nada de querer dormir.
Eu caindo de sono e ela senta na cama e ensaia um chorinho de queixa.
Chamo ela: vem deitar aqui comigo que vou te contar uma história, quer?
-Qué!

Deitou. Abraço.
Começo a história..

-Era uma vez, um cachorrinho.
Ele se chamava Tutu.
Ele era pequenininho.

Uma vozinha suave me interrompe:
-Não, ele ea gandão.

-Tá bom, ele era grandão. E que cor que ele era?

-Petinho.

-Tá bom, ele era pretinho.
Ele gostava de passear no parque.

-Na pacinha.

-Sim, na pracinha.

-Né?

-É, sim. (ela adquiriu a minha mania do "Né?" no final das frases, e usa de vez em quando para concordar ou pedir que eu concorde).

-Aí então, um dia o Tutu estava indo à pracinha...

-E gatinho?

-Você quer um gatinho na história?

-SIIIM!

-Tá bom. O cachorrinho Tutu tinha um amiguinho que era um gatinho. Ele se chamava Mimi.
De que cor ele era?

-Petinho.

Também era pretinho? Muito bem.

-Não. Ma-omzinho.

-Tá bom. O Mimi era marronzinho. Então eles foram passear na pracinha.
Eles gostavam de brincar de pular nas poças de água.

-...

-Então, nesse dia eles foram pular e brincar na água.

-Né?

-Sim.

-Mazazinho.

Assim ela pediu para mamar de novo, dessa vez mais calminha, e logo dormiu.
Mas antes disso... mamãe dormiu. E acordou mais de 1 hora depois, com um belo torcicolo.

novembro 30, 2015

E chove em Curitiba...

... tem tipo, uma eternidade e mais um pouco que chove por aqui.
Ontem acordamos com sol e ficamos todos animados, marido animou a fazer um churrasco com uma churrasqueira improvisada no nosso super pátio enorme sqn, eu fiz uns espetinhos de cebola, pimentão e abobrinha para o lado vegetariano da família (eu, sogra e filhota), enfim, bem legal. Ainda bem que deu tempo: assim que acabamos de almoçar, a chuva voltou.
E hoje de novo.
Argh.
Meu cesto de roupa suja é um Everest de pano.
(Mas isso não é só por causa da chuva, também porque a máquina estragou, mas hoje já está chegando minha máquina nova, aleluia).

E eu estou muito sem assunto para escrever um post sobre tempo chuvoso e máquina de lavar. Mas né, vida doméstica também faz parte da vida.

Ah ontem também fiz cookies de aveia e passas. Substituí completamente o açúcar por um melado batido que meu pai me trouxe, e ficaram deliciosos e muito mais saudáveis.


A receita vou postar por se alguém se interessar, mas principalmente para vocês verem o teor do olhômetro:

Cookies de aveia e passas (que poderiam se chamar biscoitinhos, mas eu gosto da palavra cookies):

Quebrar 2 ovos, bater bem.
Adicionar mais ou menos 2/3 xícara de melado batido (a receita pede 1 e 1/2 xícara de açúcar, mas eu acho que fica muuuito doce e sempre uso menos. Como usei melado e ele é, bem, muito melado, fiquei com preguiça de medir e fui colocando às colheradas, por isso deu "mais ou menos 2/3 de xícara").
Bater bem.
Adicionar uns 120 gramas de manteiga amolecida (a receita pede 200 g, eu achei muito e coloquei menos. Simples assim. Dica: amoleça mesmo! Eu de afobada deixei só uns minutinhos fora da geladeira e achei que estava bom, cortei em pedacinhos e joguei na massa. E depois sofri horrores tentando que derretesse e incorporasse na massa. Se você tiver batedeira isso não é um problema. Bata com batedeira e seja feliz. Eu como não tenho, bati na mão e no muque).

Depois que virou um creme, adicione 1 pitada de sal e 1 colher de chá rasa de bicarbonato.
Adicione 1 tampinha de extrato de baunilha e mais ou menos 1/2 colher de chá de canela em pó (ou mais, ou menos, fica a gosto do consumidor).
Adicione 1 xícara de trigo. Misture bem.
Agora vá adicionando aveia em flocos médios. Quanto? Por volta de 4 xícaras, pouco mais, pouco menos. A ideia é que fique difícil de mexer a massa. Vai depender da sua manteiga, de se você usar melado ou açúcar, do tamanho dos ovos, enfim, vai adicionando "até ficar difícil de mexer". Vai por mim.
Eu não tinha tanta aveia ao ponto de ficar difícil de mexer, acho que tinha umas 3 xícaras, então coloquei mais um pouco de trigo para dar o ponto.

Aí depois, sempre a olho, adicione um punhado de passas. Que pode mudar para gotas de chocolate, ou nozes picadas, ou a fruta seca que você preferir. Crie sua variação preferida.
Acho que deve ficar tudo de bom também com um pouco de noz moscada e gengibre, para ficar aquele sabor de Natal, mas isso está me ocorrendo só agora. Fica para a próxima.

Aí é só misturar mais um pouco, e jogar em colheradas de chá em assadeira não untada, levar para forno médio e ficar de olho. Entre 8-12 minutos dependendo do seu forno e estão boas.
Retire quando começarem a dourar as bordas. Vão estar molinhas, mas retire da assadeira imediatamente e deixe descansando de preferência sobre uma grade, que a medida que esfriam elas endurecem. Se deixar para tirar da assadeira depois que endurecerem, elas grudam e você só consegue retirar farelo.

Pronto! Enjoy suas deliciosas cookies. E sua casa perfumada.

Percebeu como são as coisas por aqui? Comecei apenas com o título completamente sem assunto, decidi falar das cookies, depois decidi postar a receita, e por aí foi.

Se fizer, me conta.
Bjos!

novembro 24, 2015

Sobre birras e ataques de raiva

Recentemente, digamos há um mês atrás (pouco mais ou pouco menos), a Had começou a mostrar mudanças no comportamento.
Agora que já dominou completamente a arte do andar e correr e percebeu que mais além da diversão em si caminhar também pode ser uma ferramenta e tanto, utiliza seus ágeis pezinhos para levá-la em todos seus propósitos.
Juntamente, descobriu o que é essa tal de liberdade. De locomoção. De ideias. De ações. De pensamentos.
E descobriu que isso é bem, bem bacana.

Aí então, percebeu que pode querer fazer algumas coisas que mamãe e papai não querem que faça.
Ou deixar de fazer algumas coisas que mamãe e papai querem que faça.
Porque ela tem a capacidade de decidir o que quer ou não.
Percebeu a beleza dessa coisa de liberdade?
Além disso, temos a descoberta de que objetos inanimados podem não se comportar como ela quer que se comportem.
E de que fatores -internos ou externos- também podem não ser controláveis.

E foi assim que surgiram as crises de raiva, minha gente.

Porque mamãe chamou para escovar os dentes, porque o livro caiu no chão, porque a boneca está com a cabeça virada (essa é ótima), porque quer passear mas mamãe falou que agora já é noite e passear só amanhã, porque o sapato não quer entrar no pé, porque quer água no copo vermelho, porque não quer água no copo vermelho, porque não vamos ver fotos agora, porque quer colo e tem que ser agora, porque tenta falar e não compreendemos o que é, porque a massinha de modelar é verde e não amarela, e por aí vai...

Ela começa com um grito alto e estridente, que pode se abrir em um eco de novos gritos, ou pode desatar em um choro insuportavelmente alto. Pode se jogar no chão, ou ir correndo para um cantinho, ou se jogar sobre um sofá ou o que estiver por perto.
Mas o mais triste é a carinha de decepção, vermelha de raiva, que me parte o coração.

Confesso que no início minha paciência passou por duras provas. Imaginei que os "terrible twos" estariam dando as caras mais cedo em casa. Pensei, orei, refleti, li diversas fontes, e cheguei a um plano de ação para reagir aos ataques que estavam ficando cada vez mais frequentes.
Não acredito que crianças sejam más e esses ataques ocorram por maldade, por serem mimadas, ou coisa e tal. Li em algum lugar (já nem sei onde, perdão) que é a maneira que eles têm de decodificar o mundo e que é tão, tão normal. Os ataques vão ocorrer, o que muda é o jeito que nós, adultos, reagimos a eles. Eu sou a mãe, deve ser MINHA prioridade cuidar do bem estar da minha filha, que inclui ajudá-la a compreender o mundo a seu redor.

Então me armei de paciência e de algumas dicas. Comecei a prestar atenção nos sinais que avizinhavam uma crise (se bem que algumas são tão repentinas que é impossível prever). O sono é o maior desencadeante de crises, então me agilizo para não deixá-la ficar exausta.
Sempre que possível, comecei a oferecer escolhas simples. "Você quer escovar os dentes com o coelhinho ou com a miminha (boneca)?" "Hoje colocamos a camiseta amarela ou a roxa?"
Ela começou a ficar feliz em participar, em tomar decisões.
Quando uma crise aparece, eu faço um esforço para largar aquilo que estiver fazendo para cuidar da situação, mas não dou a ela aquilo que ela quer no momento, para ela compreender que os gritos não são um meio válido de conseguir o que quer.

Quando percebo que ela está acessível, dou um abraço e a acalmo. Uma das leituras que fiz sugere isto porque eles se sentem desamparados quando estão no meio de uma crise, e o abraço ajuda a que encontrem o porto seguro. Nesse caso, ela se acalma rapidamente com o abraço.
Às vezes ela está se debatendo e não está muito acessível, então só me agacho na altura dela e faço um carinho com a mão para que ela perceba que estou de seu lado e esperando para poder ajudá-la. Em geral, ela logo abre os braços e vem me abraçar.

Aí então enquanto estamos abraçadas falo com calma e firmeza, mas sem nenhum tom bravo ou impaciente, que se ela chora eu não consigo perceber o que ela precisa, e que se ela falar com calma a mamãe entende o que é e pode ajudar.
Em geral dá certo e ela tenta pôr em palavras o que a está deixando frustrada. Se é algo que ela quer fazer e não pode, ou algo que precisa ser feito e ela não quer, e eu falo o contrário, a crise pode recomeçar. Nesse caso, tento conversar com calma para fazê-la entender que escovar os dentes é importante e não é negociável, ou que não pode andar descalça porque o chão está frio, mas pode escolher qual sapato quer usar.

Não sei se é porque foi só uma fase ou se a estratégia tem dado certo, mas nos últimos dias os ataques diminuiram bastante. E assim vamos. :)
Ela ama deitar na grama.

Com a inseparável miminha.

novembro 13, 2015

Uma péssima mãe ou: "aqui se faz, aqui se paga".

Sábado à noite um casal amigo nos convidou a ir a uma programação muito boa que haveria no teatro do colégio Adventista. Apesar de saber que a Had não fica quieta por mais do que 5 minutos (nem deveria, ela só tem 20 meses), fomos. Afinal, era uma programação familiar e haveria outras crianças.
 
Ela já entrou no teatro com cara de playground, apesar de estar sendo carregada no colo pois havia bastante gente. Em menos de 5 minutos já tinha explorado toda a circunvizinhança de escadas acarpetadas e poltronas ainda vazias, cumprimentado meia dúzia de estranhos sorridentes e estava pedindo o mamazinho, que dei na hora como sempre faço.
A programação começou, menininha ficou alguns minutos aproveitando o mamá, depois quis descer do colo e explorar mais um pouco, depois caiu de cabeça no carpete (MASQUEABSURDOCADÊESSAMÃE), e finalmente começou a falar alto e cantar, o que mais cedo ou mais tarde iria atrapalhar as outras pessoas. Então o Enos saiu um pouco com ela e ficou assistindo pelo monitor que estava transmitindo na recepção do teatro.
 
Depois de um tempo achei prudente ir relevar o posto e deixar o Enos assistir o restante da programação sentado. Fiquei no saguão do teatro com uma garotinha que coria para todo lado, feliz da vida de ter um espaço tão grande e liso para exercitar suas perninhas curtas.
Encontrou um outro garotinho da idade dela, brincou um pouco... mas já não era suficiente. Agora ela queria ir correr no pátio!
Embora o dia tivesse sido quente, agora tinha esfriado um bocado e ventava um pouco. Tinhamos levado agasalho (porque SEMPRE em Curitiba precisa sair com um agasalho), mas nada muito quente.
Mesmo assim deixei a bichinha sair porque né, pobrezinha, ela precisa correr e brincar. É claro que ela se esbaldou, correu, brincamos de esconder atrás de uma pilastra, ela sentou no chão para brincar com as pedrinhas brancas, jogando-as para o alto e vendo-as cair. Uma delícia.
 
No dia seguinte, como não podia ser de outro modo, a pequena estava tossindo e de nariz escorrendo. Dengooosa, pedindo mamá toda hora, querendo colo. Tsc tsc tsc mãe, qué isso? Deixar a menina brincar no sereno? Que feio.
Como era domingo, passou o dia no meu colo dentro do possível. Aproveitamos para ficar bem grudadinhas e curtindo.
Como é claro que as crianças são muito resilientes, na segunda feira ela já estava boa e apenas uma tosse aparecendo de vez em quando (principalmente durante os ataques de raiva-choro-me-jogo-no-chão que ultimamente têm sido muito frequentes).
 
Mas... como a lei é assim, terça estávamos ambos os pais derrubados com um resfriado monumental, que me fez faltar ao trabalho e tudo.
 
Ainda estou aqui, "enxugando" o nariz, ouvidos entupidos e com uma dor de cabeça que parece que estou dentro de um aquário.
 
Péssima mãe.
 
Aqui se faz, aqui se paga.
 
Mamãe doente e neném animada. E a bagunça da casa ao fundo, porque né, mamãe tá dodoi. Foto ruim de celular, mas o que vale é o momento.
 

outubro 13, 2015

Feriadão teve...

Bagunça na casa da vovó...

 
Passeios...

 
Brincadeiras no clubinho...

 
E no parquinho...


E lembranças de velhos tempos, porque no fim das contas é dia das crianças, ou semana das crianças, ou mês das crianças e nós somos eternas crianças.

PS: É tudo pose, meu irmão não está dirigindo um trator. :)

setembro 15, 2015

Zoo de Curitiba

No fim de semana tivemos novamente a visita do abuelo. Aproveitamos para passear pelo Zoológico, já que agora a Had já anda (ou melhor, corre). Da última vez, há quase um ano quando minha irmã veio, ela não tinha a complexa compreensão dos animais que tem hoje. Nem andava. Se contentava em andar no colo e observava seu primo pular para tudo quando é lado (mesmo estando com o pé engessado).
Mas enfim, desta vez, com Had já maiorzinha e numa fase deliciosa de sentir o sabor da liberdade. É cansativo para nós, que somos velhos e sedentários, tentar acompanhar o ritmo dessas perninhas frenéticas. Porém, ver essa carinha de felicidade não tem preço!

 
Mãe, tô te vendo!

 Já que o abuelo estava por perto e muito dedicado a sua netinha, aproveitei para deixar os dois se curtirem um pouco e poder praticar meu hobby fotográfico, tirando fotos deles e dos animais também.
Só mesmo com um zoom para eu chegar tão perto das aves.

Espiando para achar os patos
 Estava um dia de solzinho meio tímido, mas com um pouco de vento e na sombra ficava ge-la-do!



Oi, senhores patinhos!

É tão engraçado esse jeito de ela correr assim, com os braços para o alto!

Fofuras.

Muito amor <3 td="">



Porque sentar no banco é muito mainstream.
 
E assim foi, nosso passeio de domingo.

Edit: A penúltima foto: comparar com a primeira foto do post anterior, para reforçar meu argumento. :)

setembro 09, 2015

O fruto nunca cai longe do pé

Estava aqui fazendo uma limpeza em caixas de email, quando encontrei umas fotos que meu irmão escaneou para mim, para uma homenagem de aniversário que fiz para meu pai.
Curiosamente, nas fotos eu tinha aproximadamente a idade que a Had tem hoje.
 
 
Não pude por menos que compará-las e reparar em como, apesar de todos dizerem o quanto a Had se parece com o meu marido, ela ter indubitavelmente meus genes também. Vejam só.

Esta linda e rosada bebê da foto é esta pessoa que vos escreve:


 
E esta fofa bebê da foto a seguir é a Had:
 
Reparou na semelhança?
Reparou no sorriso?
Na expressão das sobrancelhas?
Até o shape do cabelo?
Aliás, repare também como meu sorriso (adulto) parece com o do meu pai.
 
Mais uma comparação para ver se fica mais claro:
 


Eu (e pai)
Hadassita



Eu e pai...
E Had
E mais um pouco de Had pela corujisse.




















 E para completar:

Seu Jorge e Mari
Seu Jorge e Had, 30 anos depois.



setembro 08, 2015

Terça com cara de segunda.

Minha pobre matraquinha está com os caninos querendo sair, e a menina sofre...
Ontem (feriado da Independência) pudemos ficar grudadinhas o dia todo. E precisou, viu? Ela comeu pouco, dormiu razoavelmente (no colo), rolou até uma febrezinha de leve, babou litros, e o humor... bom, o humor é o que mais muda, no caso dela. Fica bem chorosinha, quer mais colinho, mais peito, mais aconchego... Nesses dias eu entro no modo "fazer o mínimo de tarefas para ficar com ela ao máximo". E ainda bem que meu pai estava nos visitando e me ajuda um monte.
Apesar disso, ela é bem guerreira, não se deixa abater. Fomos à pracinha com o abuelo, e correu, correu e correu, fugindo de mim. Rindo que se acabava. Brincou com areia. Subiu nos brinquedos. Catou pedrinhas. Enfim.
Por isso foi com [mais] dor no coração que a deixei hoje com a babá. Ainda bem que minha sogra tem o dia livre e iria ficar um pouco com ela. É um desses dias que gostaria de ter pedido livre no trabalho, mas como não vou levá-la ao médico, não teria como justificar a ausência. Difícil.
Então me abraça e diz que o dia logo passa e posso voltar para minha pequena? Hoje preciso disso. :)

agosto 28, 2015

Curtinhas

Porque sexta feira é dia de news.

* O cardápio está dando certo. Ok, semi certo. Eu sou bastante cricri e quando faço uma programação, gosto de seguir ao pé da letra, marido não é tanto, e por aí vamos indo.
* Não é nada fácil entrar nos eixos. Estou aproveitando para melhorar a minha própria alimentação, o que é difícil. Já sou vegetariana e bem consciente da importância de uma boa alimentação. Tenho o discurso na ponta da língua, tento aplicar, mas... chega com chocolate para ver o que acontece. Ou biscoitos. Ou doce de qualquer tipo. Eu me saboto fácil fácil. Eu amo um confort food, e na minha cabeça torta, chocolate=amor. Ay ay ay!
* Também tenho uma imensa facilidade de jogar tudo para o alto. Tomo resoluções, digo "agora vai, vou ser saudável e fitness, vou acordar meia hora mais cedo para correr, voltar e tomar um suco verde, etc e tal. E começo bem! Vou bem na reeducação dos bons costumes, até que chega certo dia que acordo no modo revolution e largo tudo para voltar a comer doce e frituras, biscoitos de montão, dormir tarde, e outros maus costumes. Estou lutando contra isso. Ser mais perseverante e ter resoluções mais firmes.
* Também estou aproveitando para fazer alguns exercícios. Coisa assim, de 10-15 minutos por dia, depois que a Hadie dorme. Só uns abdominais para dar uma fortalecida na região, e algum outro grupo muscular que vai variando dependendo do dia. O que mais pesa para mim é a barriga fofinha mesmo, já que de resto estou magra. Mais magra do que já estive em qualquer momento da fase adulta, aliás.
* Ainda não consegui nem começar a régua de parede, mas vai sair. Logo logo.
* Maridón indo viajar hoje a trabalho, Had pela primeira vez sendo cuidada por outra pessoa não sendo os pais ou a avó (fora a malfadada história dos 15 dias de escolinha em maio). Confesso que estou bastante ansiosa. Confesso que queria ter podido comprar e instalar uma camera de vigilância. Confesso que queria ter ligado para o trabalho e alegado doença para poder ficar com a minha pequena. Confesso que não vejo a hora da sexta feira passar e correr para casa, mas está sendo um desses dias que os ponteiros do relógio têm lesmas cegas amarradas, tamanha a lentidão.
* Perpectiva de um delicioso fim de semana agarradinha com a minha pitoquinha, só nós duas.

E essas são as news da semana. ;)

Estão fazendo falta uns posts mais profundos neste blog, mas não estou conseguindo tempo para sentar e organizar as ideias. Ay ay!

agosto 11, 2015

Mãe de Menina.

Diversas vezes ouvi dizer que meninas são mais apegadas ao pai. Que competem com as mães. Que meninos são mais companheiros das mães. Etc.
Acho que não poderia estar mais errado.

Ser mãe de menina é maravilhoso!
(E não falo por uma questão de laços no cabelo e maquiagens e vaidades).

Minha filha é minha doce companheirinha.
Onde eu estiver, ela quer estar.
O que eu fizer, ela quer fazer também. Ajudar, colaborar, participar.
Ela está sempre por perto, com seu sorriso encantador, dizendo sem palavras: "mamãe, que bom é estar perto de você!"
Se vou para o pátio estender ou recolher roupa, ela vai atrás. Até pouco tempo atrás, a muretinha que separa a cozinha do pátio, que tem uns 15-20 cm de altura, era um obstáculo intransponível. Bebê ficava então do lado de dentro, me chamando. Hoje não: ela já consegue sem dificuldade passar uma perninha por cima da mureta, depois a outra e tcha-rããã! Está no pequeno pátio, pronta para brincar e ajudar a mamãe. A seguir, vem até mim e estica os bracinhos. Dou uma meia ou outra peça pequena de roupa para ela e peço que a leve para dentro. Ela sorri, pega a peça de roupa junto ao corpo e parte com a sua "missão",com um ar de importância. Logo volta e repete a cena, feliz de estar participando das tarefas da mamãe.

Se sento ou agacho no chão para fazer alguma coisa, ela vem e senta ou agacha ao meu lado, imitando ou olhando o que quer que eu estiver fazendo.


Esmaltes. Oh, frasquinhos coloridos que se adaptam tão bem a seus dedinhos miúdos.

A cama da mamãe e do papai é a melhor!

Minha companheirinha (é claro, com o controle na mão)

Se estou cozinhando, ela prefere ficar na cozinha abrindo armários, brincando com potes e tampas de panelas. Algumas vezes tenta aventuras um pouco mais ousadas, como brincar com o armário dos mantimentos. Fico de olho para que não pegue algum pacote que esteja aberto e amarrado com um grampo de roupa, mas acontece (com certa frequência) que me distraio por um segundo e quando vejo, uma enxurrada de feijão ou lentilha invade a cozinha, aos pés de uma garotinha com uma expressão de quem aprontou e um grampo de roupa solto na mão.
Na hora o sentimento é algo entre desespero e vontade de chorar, afinal, fui eu quem deixou brincar com os mantimentos. De novo. Mas no fim das contas, apesar desses acidentes, ela está exercitando a criatividade e isso é infinitamente mais importante do que um pouco de feijão espalhado. Além do mais, enquanto escrevo, estou rindo ao me lembrar dessas situações, então não é tão grave.
(Lembrete: comprar potes plásticos com tampa de rosquear para os mantimentos. ASAP.)

Procurando algo para mexer.

Mas meu momento preferido, ganhando disparado, é quando lemos histórias antes de dormir. Geralmente a essa hora já estou "só o pó", ou como dizem por aí, "a capa da gaita", então aproveito para deitar a cabeça no travesseiro enquanto leio pela milésima vez o "Ursinho Teddy hora de dormir" ou o "Parquinho dos bichos". Aliás, não leio mais: recito de memória.
Ela então vem e deita a cabecinha ao meu lado, dividindo o travesseiro com a mamãe, e fica me mostrando todas as figurinhas do livro, apontando, fazendo os barulhinhos correspondentes. Não há coisa mais deliciosa do que esse companheirismo, esse pacotinho cheiroso do meu ladinho compartilhando o travesseiro, o livro, o momento, a chance.
Sugo com todas as minhas forças esses momentos, aproveitando ao máximo. Minha pitoca cresce, e cresce rápido demais!
 
É claro: ainda tem amamentação prolongada, criação com apego, soninho no colo e cama compartilhada. Mas isso tudo é assunto para outro post. ;)

agosto 09, 2015

Dia dos Pais.

A meu pai,
Meu agradecimento por ser o pai que eu teria escolhido se tivesse podido escolher.
 
A meu marido,
Meu agradecimento por ser o pai que pude escolher para minha filha.
 
Aos pais de todo mundo,
Meu desejo de que possam ser aquele pai que seus filhos necessitam.
 
Um abraço a todos os Pais, em seu dia. Que Deus os abençoe.

Meu pai com a netinha (foto antiguinha, Had super pequena)


Nossa excursão ao Rio

Paizão e filhinha