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março 25, 2016

Pudinzinho de Manga

Levanta a mão quem está aproveitando o feriadim de Sexta-Feira Santa. o/
É nozes.
Rsrs.

A pedidos, hoje vou passar a receita dos mini pudins de manga que fiz para o aniversário da Had. Pena que não tirei foto deles individualmente, somente a foto global da mesa. Mas enfim.
A ideia era manter os comes e bebes o mais saudável possível, adequado para os pequenos. Esse pudim eu sempre faço para a Hadassa com diferentes sabores, e ela adora.

Os ingredientes principais são: a gelatina de algas (já que eu não uso gelatina de origem animal), e o iogurte. No caso, eu uso kefir feito em casa, mas qualquer iogurte sem sabor serve.
Evito ao máximo iogurtes industrializados, pois a maioria tem açúcar, corantes, saborizantes, conservantes e outros 'antes' dispensáveis. Prefiro bater o meu iogurte de kefir, caseiro, cheio de probióticos, com a fruta que quiser ou inclusive com um pouco de chocolate em pó. Na pressa até uso um iogurte industrializado, mas compro o natural.

Sobre a gelatina de algas:
Aqui em Curitiba encontro fácil porque a influência japonesa é grande e pela proximidade com São Paulo. Perto de minha casa tem um Mercado que tem uma ótima seção de produtos orientais e sempre tem gelatina de algas (também chamada agar-agar ou kanten). Se você quiser testar esta gelatina mas não encontra na sua cidade, pode comprar por este site.
Tem outras marcas, por exemplo, tem uma de embalagem azulzinha com vermelho que já usei outras vezes, mas essa deixa um pouco de sabor residual para meu gosto. Prefiro essa que está no link, que além do mais vem com um manualzinho bem detalhado e dicas de receitas.
 
Vale dizer que a gelatina de algas, diferente da de origem animal, não necessita de refrigeração para endurecer ou manter-se durinha (mas logicamente o pudim geladinho é mais saboroso), e gelifica muito rápido. Em questão de 10-20 minutos, dependendo do volume, já está durinha.
 
Para fazer o pudim utilizo metade da concentração de gelatina indicada na embalagem, já que a ideia não é que fique com consistência de gelatina e sim mais cremoso.
 
Mas vamos lá.

Ingredientes:
1/2 envelope de agar-agar (cada envelope tem 4 gramas, então a quantidade utilizada é por volta de 2 gramas).
1 copo de água.
1 copo de iogurte natural.
1 banana caturra madura.
1 manga grande bem Madura.
 
Instruções:
Coloque a gelatina e a água em uma panelinha e mexa um pouco para dissolver.
Leve ao fogo e mexa, dissolvendo bem até ferver. Quando ferver, conte 3 minutos (mexendo de vez em quando) e desligue.
À parte, bata no liquidificador as frutas com o iogurte. Se as frutas estiverem bem madurinhas, não há necessidade de adoçar.
Espere a gelatina esfriar um pouquinho, só uns 3-5 minutos, e bata junto com o creme de frutas.
Coloque em potinhos ou tacinhas. Faça isto rapidamente pois vai espessando muito rápido!
Leve à geladeira por algumas horas (mais uma vez, não precisa da geladeira para endurecer, mas fica mais gostoso geladinho).
 
Outras ideias de sabores para bater com o iogurte:
Banana + morangos maduros
Tâmaras ou ameixas-secas hidratadas + chocolate
Limão + folhinhas de hortelã (este precisa adoçar!)
Suco de uva integral (também recomendo adoçar um pouquinho)
 
Solte sua imaginação!

janeiro 29, 2016

Bolo de banana com casca

Oi!
Bom, já que vamos inaugurar oficialmente a seção do blog dedicada às receitinhas (e assim ajudar a esta pobre alma vivente a se manter um pouco mais organizada), comecemos em grande estilo.
 
Fiz este bolo de banana com casca na sexta feira passada. Fazia algum tempo que estava querendo explorar o terreno dos bolos saudáveis, porque era questão de tempo até começar a dar aquela "coceirinha" por algo doce.
E bolo, você sabe, não precisa de motivo. Só de vontade.
 

 
Olhei várias receitas na internet, escolhi as que achei melhor e misturei duas receitas para fazer uma.
Ou seja. Deu certo porque tinha mesmo que dar! :)
 
A receita final não tem açúcar, leite nem trigo. Só não é gluten-free porque tem aveia.
A aveia é um negócio interessante.
Ela em si não contém gluten, porém em geral vem "contaminada" com gluten. Pelo que sei, há algumas marcas que são gluten-free ou dizem ser. Eu compro sempre a granel, que é muito mais barato e porque aveia na minha casa é muito consumida, então nem sei que marca é, mas como o gluten não é problema para nós, não tem problema.
 
Mas voltemos ao bolo.
Ficou um bolo fofinho, gostoso e doce na medida.
A receita original leva somente aveia, mas justamente naquele dia estava passeando num mercado grande (eu a-m-o passear em supermercado, liga não) e encontrei farinha de arroz, que nunca tinha usado. Então na hora decidi alterar a receita do bolo e usar farinha de arroz junto com a aveia, o que acredito que tenha deixado o bolo mais leve.
 
Ingredientes:
3 bananas caturras (também chamadas nanicas em algumas regiões) com casca, bem lavadas. Usei maduras, mas não passadas do ponto. Se você tiver em casa bananas já passando do ponto, o bolo ficará mais doce.
3 ovos.
1 xícara de farinha de arroz.
1 xícara de aveia em flocos.
2 colheres de sopa de fermento.
1/2 xícara de óleo.
1/2 xícara de uvas passas pretas.
1 tampinha de extrato de baunilha.
 
Bata no liquidificador as bananas (cortei em pedaços), os ovos, o óleo, as uvas passas e a baunilha.
Adicione aos poucos a farinha de arroz.
Meu liquidificador quase pediu arrego quando coloquei a farinha de arroz. Quase não conseguiu bater! Se o seu não for muito forte, vá com calma! A massa é bem densa mesmo.
 

Adicione o fermento e a aveia.
Em geral se deixa o fermento por último, para depois dele dar só uma misturada, mas como eu temia que não desse para bater no liquidificador depois de acrescentar a aveia, deixei a aveia por último.
Acabei batendo à mão no final, pois ficou bem pesado para o meu pobre liquidificador.

 
Coloque em forma untada e enfarinhada. Uma forma de buraco no meio é suficiente, mas fica um bolo bem alto. Se você preferir bolo mais baixinho, utilize uma assadeira redonda ou retangular.
 
 
Asse em forno médio por mais ou menos 30 minutos. Mas fique de olho e tire quando o palito sair limpo.

 
Saindo do forno não me aguentei e tive que provar. Amo bolo quente! Estava tão quente que se quebrava todo, mas depois que esfriou não esmigalhava tanto.
 
Hummm... bolo quentinho!
 
A Hadassa adorou. Ou, nas palavras dela: Hummm gotoso!
 
E é isso aí! Bjos para vocês.
Se fizerem, me contem o que acharam!

janeiro 24, 2016

O que comer quando não se consome açúcar? - Parte 1

Como disse, o assunto vai longe.
Então, como comer é algo que fazemos todos os dias, várias vezes por dia e uma das necessidades mais básicas (fora o wi fi), vou falar de algumas receitinhas que tenho feito.

"Receitas" é, por assim dizer, um pouco relativo. Na verdade, eu sou muito do olhômetro, da intuição e de ir usando o que tem em casa.

Mas falemos de iogurte.

Se você for a qualquer mercado e como eu for praticante de um esporte fantástico chamado "leitura de rótulos", vai reparar na quantidade de açúcar escondido em quase tudo que é produto industrializado.
Mesmo -e principalmente- nos produtos dirigidos às crianças. Que nada mais vai viciando os pequenos desde a mais tenra idade nesse nefasto pozinho branco. Pais tem pavor de associar seus filhos com cocaína, mas não tem a mesma defesa contra o igualmente pozinho, igualmente branco, igualmente viciante açúcar.
Ah, mas como você é exagerada Mari!
Será que sou?

Mas enfim.
O iogurte é um produto desses. Dificil de encontrar um que não contenha açúcar em altas doses. Às vezes tentam confundir as pessoas escrevendo: Açúcar líquido, açúcar invertido, etc. As pessoas pensam que por ser "outra coisa" deve ser menos prejudicial. Mas é tudo a mesmíssima coisa.
Certo, tem iogurtes neutros, sem sabor, tanto integrais como desnatados. Nós não consumimos iogurte todos os dias, mas de vez em quando gostamos, e comprei várias vezes destes. Inclusive fiz iogurte caseiro, tendo como base 1 litro de leite e 1 copinho de iogurte.

Aí então, ano passado, conheci o kefir.
E foi amor à primeira vista.
Não vou me estender aqui sobre o conceito e os benefícios (preguiçosa haha). Tem este link explicando tudinho, daí se tiver interesse você lê, ok? :)

Kefir batido com banana e cacau em pó, com uvas passas por cima.
O kefir produz um iogurte mais ou menos azedo (dá para regular de acordo com a quantidade de leite e o tempo de repouso). Um probiótico poderoso. Dá para bater com frutas, colocar em bolos e tortas ou massas diversas no lugar do leite, dá para deixar dessorar e virar cream cheese muito mais barato do que o famoso cream cheese de potinho. E a vantagem: você sabe o que vai dentro.

Marido torceu o nariz, chegou a provar, disse que fez mal para ele e hoje se recusa a comer qualquer coisa que contenha o tal do kefir. Ou melhor, qualquer coisa que ele saiba que contenha (mhuahuahua).

Já eu, gostei.
A Had gostou.

Kefir batido com banana e aveia, por cima coco ralado, chia e uva passa.

No início eu testava receitas e tudo, hoje em dia ando mais preguiçosa e o que mais tem saído é o que está nas fotos: batido com frutas para o café da manhã. Via de regra bato com banana para adoçar, e depois adiciono outras coisas.


Sorvete de kefir com morango e banana
Esta última foto é a mesma coisa: o iogurte de kefir, batido com frutas (neste caso morango e banana para adoçar), simplesmente vai ao congelador e fica um sorvete top. Eu e a Had amamos!

Também fiz batido com manga, mas não tirei foto.
Coloco o que for por cima: aveia (que às vezes também bato junto e dá mais uma consistência), sementes de girassol, coco ralado, chia, castanhas, amendoim, linhaça. Granola também vai bem, mas em geral é adoçada. Preciso voltar a fazer granolinha caseira.
E claro, uvinhas passas que aqui em casa não podem faltar!
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Estou com novas ideias, e quero saber a opinião de vocês! Por favor, tirem 1 minutinho do seu tempo e respondam à enquete aqui na coluna ao lado.
Obrigada lindas!

janeiro 22, 2016

Dos efeitos de uma alimentação sem açúcar

Ou: O assunto não acaba mais.
E vou te dar uma pista: não vai acabar tão cedo.

Mas vamos lá.
Me perguntaram nos comentários que mudanças senti ao extrair o açúcar da minha alimentação.

Vou confessar: esperava mais assim, de primeira.
Tipo, me sentir irradiando vitalidade e energia, uma vontade imensa de fazer exercício, de pular de para-quedas, uma coisa assim.
Não foi isso tudo que aconteceu, até porque, pensando bem, seria um pouco surreal não é mesmo?
O corpo leva um tempo para se acostumar a tudo. Precisa desintoxicar, tirar o lixo, se habituar à casa varrida, ao combustível limpo. Por isso precisa dos longos dois meses para estabelecer o hábito.
E além do mais, os benefícios a longo prazo, ao longo dos anos em ganhos com saúde, menos infecções, inflamações, alterações diversas, envelhecimento precoce, ausência de doenças, é que vão ser os mais notáveis.

Mas vamos lá.
Na primeira semana (ou a bem dizer, nos primeiros 10 dias, por aí) senti muita maior necessidade de fazer xixi.
Não é comum fazer xixi com a frequência que estava fazendo, mesmo tomando bastante água (como estou), no calor de janeiro. Como suamos bem mais, a necessidade de fazer xixi diminui no calor. E estava quente por aqui nos primeiros dias, viu?
Mas então, teve o efeito xixi, que depois diminuiu e agora está se adequando à frequência anterior.

A pele: está ficando mais lisa e uniforme. ESTÁ FICANDO, note bem. Aos pouquinhos.

A energia: tem dias que acordo disposta, faço um suco verde e saio tomando enquanto vou ao trabalho quase saltitando.
Tem dias que me arrasto para sair da cama e não tenho a menor coragem de preparar nada, pego uma banana e saio.
Tem dias (tipo ontem) que após o almoço parece que morri e esqueceram de enterrar, de tããão mole.
Sério, uma coisa de louco.
Não sei o quanto disso é relacionado com o açúcar, mas talvez meu corpo estivesse acostumado a aquele docinho pós almoço para dar um gás, e está sofrendo pela falta dele.
Mas logo acostuma e deixa de sentir falta. Confiemos.

O psicológico: esse sofre um pouco.
O primeiro problema é que costumamos confundir açúcar com afeto.

Repita comigo: AÇÚCAR NÃO É AMOR.
AÇÚCAR NÃO É AMOR.
AÇÚCAR NÃO É AMOR.

É só carboidrato vazio. Não é amor.
Amor é outra coisa.
Então, vamos fazer o exercício diário de não usar o açúcar no lugar de amor.
Você não demonstra que ama os outros (ou a si mesmo) com uma caixa de chocolates.
Demonstra com atitudes no dia a dia.
Enfeita com beijos, abraços, palavras, afagos. Não com doces.
Então, só mais uma vez: AÇÚCAR NÃO É AMOR.

O próximo problema é que colocamos açúcar como recompensa.
"Eu mereço".
"Vou me mimar".
Com doces.
NÃO.
Se mime com um livro. Um filme. Um passeio. Um pôr-do-sol. Uma conversa interessante. Um produtinho cheiroso, um batom que te deixe poderosa. Mas não um doce.
Você não merece isso.
Nem precisa.
Isso é só uma substância que vai te fazer mal, disfarçada em sabor agradável.
Ame seu corpo. Ele é capaz de coisas maravilhosas, se alimentada com o combustível certo.
Ame seu corpo = ame a você.

[Dito isso, preciso confessar que ontem fraquejei e comprei um tabletinho de chocolate meio amargo. E esta semana, saindo um pouco mais tarde do serviço e sem vontade de cozinhar coisa alguma, jantamos uma gordurosa pizza no shopping. Que não tem açúcar -em teoria- mas não é nada saudável. Isso para ressaltar que apesar dos meus esforços por ficar na linha, não sou nenhuma musa fitness comedora de capim - prima da bela gil - diferentona. Rsrs. Só pra zuar.]

Beijos e continuemos tentando!
19 dias!