janeiro 18, 2016

Biscoitos saudáveis

Oi pessoal!

Como é ruim quando estamos tentando mudar os hábitos e aquela vontade aparece e não deixa esquecer!
Sábado à tarde eu estava assim. Ah que vontade de um docinho.
E aquilo foi me preenchendo, mesmo eu tentando pensar em outra coisa.
Então decidi fazer alguma coisa para "matar o que estava me matando".

Lembrei de uma receitinha que inclusive já postei por aqui, de biscoitinhos de aveia e banana. Dei uma incrementada, misturei, forno e voilà, biscoitinhos gostosos para matar a vontade de doce!

Vou compartilhar a receita para ver se alguém se anima.
São fáceis de fazer, muito rápidos, levam pouquíssimos ingredientes e não sujam quase nada!

Vamos lá!


Ingredientes:
3 bananas médias, quanto mais madurinhas melhor (usei caturras, e estavam maduras mas não passadas do ponto).
1 e 1/2 colher de sopa de óleo de coco (se você não tiver, pode usar manteiga. Mas o óleo de coco dá aquele saborzinho especial).
3-4 colheres de sopa de coco ralado (eu aproveitei o resíduo que tinha sobrado quando fiz o leite de coco semana passada. Após coar o leite, espalhei numa assadeira e coloquei no forno que já estava ligado pois tinha assado outra coisa. Bem baixinho. Deixei só uns minutos e desliguei, deixei esfriar dentro do forno. Depois guardei na geladeira. Ficou sequinho e bem conservado!). O coco ralado é opcional. Eu acrescentei à receita porque já o tinha, e gostei do resultado, mas é dispensável.
Aveia que baste: vai colocando até dar um ponto em que a massa dê para modelar.
Uva passa a gosto: como os biscoitos não ficam excessivamente doces, as passas dão uma doçura extra.

Amasse bem as bananas. Adicione o óleo de coco, o coco ralado e as passas. Misture tudo nessa ordem. Agora, a aveia aos poucos, até dar o ponto como coloquei ali em cima.

Modele bolinhas achatadinhas e coloque em assadeira untada.
Leve a forno médio por uns 12-15 minutos (depende muito do seu forno, viu?). Elas começam a dourar embaixo, daí pode retirar!

Minha receita rendeu duas dúzias de biscoitos de uns 4-5 cm de diâmetro.

Se fizer com óleo de coco, são vegan.

Façam e me contem. :)

janeiro 14, 2016

10 dias sem açúcar

Imagem: https://stocksnap.io/


Hoje é o dia 11.
Sim, estou contando.
Não, não estou sofrendo. Pelo menos não a maior parte do tempo.
Às vezes aparece alguma tentação e tenho que me lembrar do meu propósito e do quanto não quero jogar fora todo o esforço feito até aqui. É um desafio, é suposto que seja difícil!
Mas tem sido menos terrível do que imaginava, e não tem aparecido tantas tentações assim. Ou então sou eu que estou focada em outras coisas.
Por exemplo, tenho escolhido focar nas coisas boas que me permito comer, não nas que me proíbo.
Tento desafiar a imaginação a tentar coisas novas, diferentes, apetitosas.
Tento ter mais frutas frescas e secas à mão.
Não tenho comprado nada com açúcar. Nem biscoito, nem granola, nem pão, nem iogurtes, nem coisas aparentemente saudáveis. Nada de açúcar e ponto.
(O que me enganou foi o extrato de tomate. Achando que era isento, comprei, estava fazendo um molho, fui ler os ingredeintes e pá! Lá estava. A-ç-ú-c-a-r).

Tenho batido meu iogurte caseiro de kefir com fruta. Hoje, por exemplo, bati com manga e banana. Sempre gosto de pôr banana madura para adoçar. Por cima, aveia, castanhas e uvas passas. Ficou bonito, saudável e delicioso.
A Hadassa adora.
Em substituição ao pão, às vezes (com tempo, principalmente nos finais de semana) invento algo diferente. Não que tenha eliminado o pão, mas tento umas alternativas para variar.
Por exemplo, inspirada por este post do Maternidade Colorida, fui tentar fazer uma variação de tapioca. Infelizmente, quando fui ver os ingredients, tanto a chia quanto o amaranto que tinha em casa estavam bichados e tive que jogá-los fora. Como não sou de me render, misturei somente a tapioca com um queijo parmesão maravilhoso que meu pai me trouxe, ralado na hora, e coloquei na frigideira. Fiz disquinhos redondos mesmo. Ficou ótimo!

Alguns dias faço um suco verde para começar o dia. Couve ou cenoura e beterraba, bato com banana madura e alguma outra fruta que tiver em casa, de preferência para aproveitar aquelas frutas que estão perto de estragar. Às vezes umas folhinhas de hortelã ou "capim de trigo" também vão. Coloco numa garrafinha e saio para o trabalho, perco quase nada de tempo. E ainda deixo um pouco para quando a Hadassa acordar. Ela gosta bastante, mas como acabou de aprender a tomar líquidos no copo com canudinho, só quer saber de sucos mais ralos, coados, que passem pelo canudo. Enfim! Melhor do que nada.

Não ter biscoitos ou outras tralhas em casa ajuda. A noite é a hora mais traiçoeira. Mais de uma vez, depois do jantar e de ter levado a Had para dormir, vagueio pela casa procurando algo para mastigar. Se tivesse tranqueira, seria a primeira coisa que iria pegar. Agora sou obrigada a comer uma fruta ou umas castanhas, no máximo uma torrada com geleia (sem açúcar). Preciso fazer um peanut butter para essas horas, mas comprei o amendoim e não parei ainda para fazer. #fail

Tomar um chazinho à noite também ajuda. Esta semana passada fiz uma tentativa de latte com leite de coco caseiro. Ficou bom mas meh... poderia ficar melhor. Estes eu adoço com stevia em pequenas quantidades, ou alguns chás bebo sem adoçar mesmo, principalmente hortelã e erva cidreira.

Sobre o leite de coco caseiro: pessoas mais puristas dirão que é preciso comprar o coco seco, partir, retirar a polpa e bater com água. Se eu fosse fazer isso, desistiria provavelmente no "partir". Compro o coco ralado a granel, sem açúcar, e já está de bom tamanho. Esquento umas 4 xícaras de água e sem ferver, jogo sobre 1 xícara de coco ralado já no liquidificador. Bato bem e coo num pano de prato limpo. Pronto! Leite de coco quentinho e saudável, sem conservantes. Bem batido, fica espumoso e é ideal para o latte. E ainda tem a sobra de coco depois de coar, para usar em tudo que tiver vontade.
Fiz meu latte com cevada pois não bebo café, adicionei chocolate em pó, canela e baunilha. E stevia.
Mas faltou sei lá, alguma coisa. Ainda vou descobrir o que é.

E assim vai, a rotina de desintoxicação do açúcar.
Ah mas é muito radical. Ah mas não precisa retirar completamente. Ah mas a vida fica muito sem graça. Ah mas um docinho é bom.

Sim, é muito radical. Mas precisa ser feito de uma vez para reeducar o paladar e acostumá-lo novamente ao sabor das coisas, sem o açúcar mascarando.

Sim, precisa retirar completamente. Se trata de uma desintoxicação. Você não se desintoxica de algo permitindo "somente um pouquinho", não é mesmo?

Não, a vida não fica sem graça. Há inúmeros outros sabores por aí, é só ter boa vontade e procurar. E para aquelas coisas que estamos tão acostumados, que não vivemos sem, que precisam ser adoçadas, há outras alternativas: frutas que adoçam (frescas e secas) para as vitaminas, bolos e sorvetes, adoçantes naturais para os chás, etc.

Sim, um docinho é bom. Concordo. Sou doida por um bom brigadeiro! Bom para o paladar, não para a saúde. E no meu caso, esse "bom" estava se tornando "todo dia". Eu não estava mais vivendo sem meu "docinho" após a refeição. Já tentei "reduzir o consumo" diversas vezes, mas nunca deu certo. Estava precisando de um passo mais radical mesmo, e foi dado!

Quando os 66 dias passarem, esperemos que com sucesso, irei avaliar os resultados e voltar a me permitir uma tranqueirinha aqui e ali, mantendo o equilíbrio. Mas até lá, meu paladar e meu psicológico vão estar educados.

janeiro 04, 2016

2016 - o começo

Como passaram a virada do ano? Bem? Me contem.
Eu fui passar uns dias em Floripa especialmente para ver a queima de fogos e pegar um pouquinho de praia, já que na verdade minha mãe e irmãzinha não estariam lá. Pude ver meus outros irmãos, e foi bem legal.
"Tomamos" o apartamento da minha mãe. Mas acho que o deixamos em boas condições. Rs.

Quanto à praia... bom, pegamos dias terríveis.
Até arriscamos um dia que estava bem nublado e carregado, mas depois de muitas voltas (já que a bonita aqui errou o ônibus), pudemos apenas brincar um pouquinho na beira da água, sob uma garoa chata.
Mesmo assim, pude dar um mergulho e "limpar" a zica do ano passado. Tomara.

E aí, voltei cheia de resoluções, que vou ir contando aos poucos.

Começo com:

Resolução no. 1- Cortar o açúcar
Não é nenhuma novidade o mal que o açúcar faz para o organismo. Eu tenho tentado diversas vezes deixar de consumi-lo, mas sempre daquele jeito "só um pouquinho não vai fazer mal".
Não. Vai fazer mal sim. Um pouquinho de açúcar hoje, um chocolate amanhã, e antes de uma semana já voltei ao leite condensado.
Não. Mais.
Estive lendo neste link 10 dicas para estabelecer bons hábitos e para quebrar hábitos ruins (em ingles). O primeiro me chamou a atenção: em média, são precisos 66 dias para que um novo hábito se torne parte da rotina.
66 dias.
Não uma semana, não uma quinzena. Nem sequer um mês. São precisos em média 9 semanas e meia, ou dois meses e uma semana, para que uma ação se torne automática em nossa vida.
Então tá bom, né?
Decidi que passarei os próximos 66 dias sem açúcar.
E como minhas resoluções muitas vezes não passam de fogo de palha, em que depois de alguns dias já larguei tudo para o alto, estou escrevendo aqui o meu compromisso comigo mesma.
E vou ir documentando no Instagram (@marispil84, para quem se interessar em nos seguir).

Por enquanto é isso!
Depois posto mais das resoluções novas.

dezembro 30, 2015

Feliz Ano Novo!

Lá se vai mais um ano (pessoalmente acho que já vai tarde) e como todos os anos, renovamos as esperanças de que o próximo seja melhor.
Sim, sei que nós é que somos -em grande parte- responsáveis por fazê-lo melhor. Afinal, a vida é nossa, vamos levantar e tocar em frente. Mas nem todos os fatores podemos controlar. Circunstâncias diversas, pessoais, familiares, âmbito econômico mundial, etc e tal, aparecem pelo caminho.
Este ano que acaba, por exemplo. Ohhhh mô quiridu! Quanta zica!
Mas o próximo há de ser melhor.
Faremos o possível.
Entregaremos a Deus o que não está em nossas mãos.
Confiaremos, e esperaremos.

Sei que escrevi alguma lista de objetivos, mas minto se disser que sei onde se encontra. Sumiu, perdi, sei lá. Será que fiz algum post de objetivos para o novo ano? [pausa para procurar nos arquivos]. Não, não fiz. Rsrs.

Então, vamos à restrospectiva de tudo que houve de bom em 2015 (porque as coisas ruins me recuso a ficar lembrando. Aqui não têm vez!):

- O crescimento precioso da Had, de bebezoca grande de 10 meses quando o ano começou, para uma graciosa menininha de quase 2 anos agora que o ano termina. Cheia de vontades, personalidade, um caráter voluntarioso que vamos tentando moldar e encaminhar para o bem. Muito satisfeitos com o progresso e as qualidades da nossa menina, que só nos enche de alegria!
[Ai péra que vou limpar as babas aqui].

- Voltei ao Mercado de trabalho e arrumei um emprego bem razoável. A empresa é boa, estou contente, não tenho do quê reclamar.

- Aprendi muitas coisas. A cada dia, aprendo a compreender a minha filha um pouco melhor, e isso se reflete num exercício de empatia pelas outras pessoas também.

- Entre altos e baixos, tenho melhorado nossa alimentação. Descobri também os cosméticos naturais e agora faço quase tudo que uso. Estou testando o método no-poo de lavar o cabelo, e neste momento tentando crescer minha franja naturalmente branca. A ideia para 2016 é continuar nesse caminho dos cosméticos naturais, aprender mais e entrar na área de produtos de limpeza também.

- Me animei e comecei minha "hortinha de apartamento". Até agora tenho pezinhos de tomate de duas variedades de uns 30-40 cm de altura (e crescendo lentamente), manjericão, hortelã, e mudinhas de acerola, goiaba e pitanga. Espero também fazer melhorias nessa área, plantar mais e não deixar morrer o que já tenho, apesar do pouco espaço e pouco sol.

E acho que é só.

Agora os objetivos para 2016:

Estou fazendo um Excel com objetivos específicos para cada mês em cada área: alimentação, bem estar, hábitos de consumo e financeiro, mas é mais para uso interno. É porque acho que um ano inteiro é um prazo muito longo para reavaliar, eu preciso de metas menores e prazos mais curtos.

Mas em linhas gerais, os objetivos seriam mais ou menos estes:

- Voltar a ter uma vida financeira saudável (leia-se, não mais ter que abrir a fatura do cartão como se estivesse desmontando uma bomba e começar uma pequena poupança).

- Eliminar o açúcar refinado da minha vida (e da minha família).

- Adotar hábitos mais saudáveis, com inclusão de mais frutas e verduras.

- Adotar um plano de exercícios -de maneira permanente.

- Viajar pelo menos 1 vez no ano (Floripa não conta, nem Brasília).

E é isso.

Feliz Ano Novo!

dezembro 22, 2015

Eu sou Malala


Como contei no post anterior, comprei o livro de Malala Yousafzai.
Li em pouquinhos dias.
 
Se trata da história de Malala, uma menina que se destacou no seu país (Paquistão) por falar, junto com seu pai, em defesa da educação para as meninas no seu país.
Em consequência de seu ativismo, foi baleada na cabeça pelo Talibã aos 15 anos.
Aos 17, recebeu o Prêmio Nobel da Paz.
 
O livro é narrado por ela em parceria com uma jornalista. Porém, só a voz dela aparece. E que voz! Ao pensar em uma ativista, por jovem que seja, pensamos (pelo menos eu) em alguém de certo modo sisudo, grave, um político em corpo de menina. Algo assim. Mas Malala é bem diferente dessa imagem.
Ela escreve com uma simplicidade, uma inocência própria de adolescente, e ao mesmo tempo com um conhecimento de causa e um senso de responsabilidade maravilhosos. Ela fala do dia a dia no Paquistão, da vida durante o regime Talibã, das lutas diárias.
Antes do livro, do atentado, e da projeção, ela também colaborou com um blog da BBC. Era ainda uma criança! No livro ela conta um pouco sobre o blog também, mas se quiser ler o blog na íntegra, está neste link.
A dedicatória é simples e fantástica.
 
Foi muito tocante ler o livro de Malala. De certo modo, ao pensar "naquela área toda tomada pelo Talibã", associava com guerra, bombas, atentados, barbudos, mulheres de burca prisioneiras dentro de suas próprias casas, prédios destroçados, famílias vivendo em condições terríveis, etc. Tudo isso existe sim. Mas ao ler o livro fui conhecendo muitas outras coisas: a parte bonita do Paquistão e especialmente do vale do Swat, onde Malala descreve as paisagens, os passatempos das garotas, os passeios, a natureza. Fala de amizade, de conflitos normais de toda adolescente, de gostar de maquiagem e atores de Hollywood, enfim, coisas que eu e você passamos. E então me surpreendi percebendo como somos todos parecidos em nossos conflitos e alegrias humanos.
E depois me surpreendi por ter me surpreendido com isso, porque é lógico que somos todos humanos e temos conflitos e alegrias parecidos!
Assim, não que não saiba disso, mas levei como um choque ao ser inserida numa realidade mais pessoal.
Será que me expliquei?
 
Bom, fica a dica. O livro é ótimo, inspirador, conhecer mais sobre esta garota destemida é enriquecedor, e conhecer sobre os pormenores da vida no interior do Paquistão é muito esclarecedor.
E outra coisa: nos obriga a pensar. Nós (eu, você) somos privilegiados. Talvez não tenhamos muitos recursos, mas temos liberdade. Recebemos educação e temos a chance de escolher, ser cientistas, astronautas, jornalistas, apresentadoras de tv... sim, enfrentamos dificuldades, temos lutas, mas temos muitas ESCOLHAS. Que possamos valorizá-las e nos unir à luta para que outras as tenham também. Meninas, adolescents e mulheres.

dezembro 15, 2015

Promessa é dívida, ou a delícia do reconhecimento pelo trabalho realizado

Oi pessoal!
 
Como prometido, quero lhes mostrar a foto que apresentei para o concurso que houve alguns meses atrás, e que foi vencedora. Então, sem mais preâmbulos, tcha-rããã:
 
Sendo uma "foto da foto", acabou ficando meio desbotada (a impressão recebeu uma camada de verniz), mas achei mais legal postar aqui a foto já no calendário do que o arquivo "cru".
A empresa fez a gentileza de me enviar uma cópia do calendário em primeira mão, que vou guardar de lembrança.

Mais além do prêmio, me senti muito satisfeita com o sucesso da minha foto. Gosto muito de fotografia e quando vi a notícia do concurso, logo me animei pensando em participar. Não imaginava que iria ser selecionada, e muito menos que entre 400 fotografias, a minha iria agradar tão amplamente.
A sensação é de um trabalho reconhecido.
 
 
O prêmio (que também finalmente chegou) foi muito bemvindo. Originalmente era um vale de Amazon, mas no Brasil pela Amazon só é possível comprar livros, então a empresa substituiu por um vale da Fnac, que tem também eletrônicos, celulares, brinquedos, etc. Como o prêmio originalmente era em euros porque a matriz é na Europa, graças à taxa de câmbio generosa meu vale presente veio bem suculento.
Comprei um celular novo, já que o meu (já herdado da minha irmã) já estava pedindo socorro. Dei uma parte de presente para o maridão renovar o celular dele também, e me presenteei com alguns livros. É claro, também a Had ganhou alguns livros e brinquedos educativos. Para ela só dei 1 livro e 1 quebra-cabeça por enquanto. O resto está guardado para dar de presente no Natal.
E ainda sobrou um tantinho para fazer outra "excursão" à Fnac daqui a alguns meses. Sendo uma amante de livros e de compras como sou, o prêmio não poderia ter sido mais adequado!

Alguns dos mimos com que me presenteei: o Segundo livro de receitas da Bela Gil, 1808 e Eu sou Malala.

novembro 30, 2015

E chove em Curitiba...

... tem tipo, uma eternidade e mais um pouco que chove por aqui.
Ontem acordamos com sol e ficamos todos animados, marido animou a fazer um churrasco com uma churrasqueira improvisada no nosso super pátio enorme sqn, eu fiz uns espetinhos de cebola, pimentão e abobrinha para o lado vegetariano da família (eu, sogra e filhota), enfim, bem legal. Ainda bem que deu tempo: assim que acabamos de almoçar, a chuva voltou.
E hoje de novo.
Argh.
Meu cesto de roupa suja é um Everest de pano.
(Mas isso não é só por causa da chuva, também porque a máquina estragou, mas hoje já está chegando minha máquina nova, aleluia).

E eu estou muito sem assunto para escrever um post sobre tempo chuvoso e máquina de lavar. Mas né, vida doméstica também faz parte da vida.

Ah ontem também fiz cookies de aveia e passas. Substituí completamente o açúcar por um melado batido que meu pai me trouxe, e ficaram deliciosos e muito mais saudáveis.


A receita vou postar por se alguém se interessar, mas principalmente para vocês verem o teor do olhômetro:

Cookies de aveia e passas (que poderiam se chamar biscoitinhos, mas eu gosto da palavra cookies):

Quebrar 2 ovos, bater bem.
Adicionar mais ou menos 2/3 xícara de melado batido (a receita pede 1 e 1/2 xícara de açúcar, mas eu acho que fica muuuito doce e sempre uso menos. Como usei melado e ele é, bem, muito melado, fiquei com preguiça de medir e fui colocando às colheradas, por isso deu "mais ou menos 2/3 de xícara").
Bater bem.
Adicionar uns 120 gramas de manteiga amolecida (a receita pede 200 g, eu achei muito e coloquei menos. Simples assim. Dica: amoleça mesmo! Eu de afobada deixei só uns minutinhos fora da geladeira e achei que estava bom, cortei em pedacinhos e joguei na massa. E depois sofri horrores tentando que derretesse e incorporasse na massa. Se você tiver batedeira isso não é um problema. Bata com batedeira e seja feliz. Eu como não tenho, bati na mão e no muque).

Depois que virou um creme, adicione 1 pitada de sal e 1 colher de chá rasa de bicarbonato.
Adicione 1 tampinha de extrato de baunilha e mais ou menos 1/2 colher de chá de canela em pó (ou mais, ou menos, fica a gosto do consumidor).
Adicione 1 xícara de trigo. Misture bem.
Agora vá adicionando aveia em flocos médios. Quanto? Por volta de 4 xícaras, pouco mais, pouco menos. A ideia é que fique difícil de mexer a massa. Vai depender da sua manteiga, de se você usar melado ou açúcar, do tamanho dos ovos, enfim, vai adicionando "até ficar difícil de mexer". Vai por mim.
Eu não tinha tanta aveia ao ponto de ficar difícil de mexer, acho que tinha umas 3 xícaras, então coloquei mais um pouco de trigo para dar o ponto.

Aí depois, sempre a olho, adicione um punhado de passas. Que pode mudar para gotas de chocolate, ou nozes picadas, ou a fruta seca que você preferir. Crie sua variação preferida.
Acho que deve ficar tudo de bom também com um pouco de noz moscada e gengibre, para ficar aquele sabor de Natal, mas isso está me ocorrendo só agora. Fica para a próxima.

Aí é só misturar mais um pouco, e jogar em colheradas de chá em assadeira não untada, levar para forno médio e ficar de olho. Entre 8-12 minutos dependendo do seu forno e estão boas.
Retire quando começarem a dourar as bordas. Vão estar molinhas, mas retire da assadeira imediatamente e deixe descansando de preferência sobre uma grade, que a medida que esfriam elas endurecem. Se deixar para tirar da assadeira depois que endurecerem, elas grudam e você só consegue retirar farelo.

Pronto! Enjoy suas deliciosas cookies. E sua casa perfumada.

Percebeu como são as coisas por aqui? Comecei apenas com o título completamente sem assunto, decidi falar das cookies, depois decidi postar a receita, e por aí foi.

Se fizer, me conta.
Bjos!

novembro 24, 2015

Sobre birras e ataques de raiva

Recentemente, digamos há um mês atrás (pouco mais ou pouco menos), a Had começou a mostrar mudanças no comportamento.
Agora que já dominou completamente a arte do andar e correr e percebeu que mais além da diversão em si caminhar também pode ser uma ferramenta e tanto, utiliza seus ágeis pezinhos para levá-la em todos seus propósitos.
Juntamente, descobriu o que é essa tal de liberdade. De locomoção. De ideias. De ações. De pensamentos.
E descobriu que isso é bem, bem bacana.

Aí então, percebeu que pode querer fazer algumas coisas que mamãe e papai não querem que faça.
Ou deixar de fazer algumas coisas que mamãe e papai querem que faça.
Porque ela tem a capacidade de decidir o que quer ou não.
Percebeu a beleza dessa coisa de liberdade?
Além disso, temos a descoberta de que objetos inanimados podem não se comportar como ela quer que se comportem.
E de que fatores -internos ou externos- também podem não ser controláveis.

E foi assim que surgiram as crises de raiva, minha gente.

Porque mamãe chamou para escovar os dentes, porque o livro caiu no chão, porque a boneca está com a cabeça virada (essa é ótima), porque quer passear mas mamãe falou que agora já é noite e passear só amanhã, porque o sapato não quer entrar no pé, porque quer água no copo vermelho, porque não quer água no copo vermelho, porque não vamos ver fotos agora, porque quer colo e tem que ser agora, porque tenta falar e não compreendemos o que é, porque a massinha de modelar é verde e não amarela, e por aí vai...

Ela começa com um grito alto e estridente, que pode se abrir em um eco de novos gritos, ou pode desatar em um choro insuportavelmente alto. Pode se jogar no chão, ou ir correndo para um cantinho, ou se jogar sobre um sofá ou o que estiver por perto.
Mas o mais triste é a carinha de decepção, vermelha de raiva, que me parte o coração.

Confesso que no início minha paciência passou por duras provas. Imaginei que os "terrible twos" estariam dando as caras mais cedo em casa. Pensei, orei, refleti, li diversas fontes, e cheguei a um plano de ação para reagir aos ataques que estavam ficando cada vez mais frequentes.
Não acredito que crianças sejam más e esses ataques ocorram por maldade, por serem mimadas, ou coisa e tal. Li em algum lugar (já nem sei onde, perdão) que é a maneira que eles têm de decodificar o mundo e que é tão, tão normal. Os ataques vão ocorrer, o que muda é o jeito que nós, adultos, reagimos a eles. Eu sou a mãe, deve ser MINHA prioridade cuidar do bem estar da minha filha, que inclui ajudá-la a compreender o mundo a seu redor.

Então me armei de paciência e de algumas dicas. Comecei a prestar atenção nos sinais que avizinhavam uma crise (se bem que algumas são tão repentinas que é impossível prever). O sono é o maior desencadeante de crises, então me agilizo para não deixá-la ficar exausta.
Sempre que possível, comecei a oferecer escolhas simples. "Você quer escovar os dentes com o coelhinho ou com a miminha (boneca)?" "Hoje colocamos a camiseta amarela ou a roxa?"
Ela começou a ficar feliz em participar, em tomar decisões.
Quando uma crise aparece, eu faço um esforço para largar aquilo que estiver fazendo para cuidar da situação, mas não dou a ela aquilo que ela quer no momento, para ela compreender que os gritos não são um meio válido de conseguir o que quer.

Quando percebo que ela está acessível, dou um abraço e a acalmo. Uma das leituras que fiz sugere isto porque eles se sentem desamparados quando estão no meio de uma crise, e o abraço ajuda a que encontrem o porto seguro. Nesse caso, ela se acalma rapidamente com o abraço.
Às vezes ela está se debatendo e não está muito acessível, então só me agacho na altura dela e faço um carinho com a mão para que ela perceba que estou de seu lado e esperando para poder ajudá-la. Em geral, ela logo abre os braços e vem me abraçar.

Aí então enquanto estamos abraçadas falo com calma e firmeza, mas sem nenhum tom bravo ou impaciente, que se ela chora eu não consigo perceber o que ela precisa, e que se ela falar com calma a mamãe entende o que é e pode ajudar.
Em geral dá certo e ela tenta pôr em palavras o que a está deixando frustrada. Se é algo que ela quer fazer e não pode, ou algo que precisa ser feito e ela não quer, e eu falo o contrário, a crise pode recomeçar. Nesse caso, tento conversar com calma para fazê-la entender que escovar os dentes é importante e não é negociável, ou que não pode andar descalça porque o chão está frio, mas pode escolher qual sapato quer usar.

Não sei se é porque foi só uma fase ou se a estratégia tem dado certo, mas nos últimos dias os ataques diminuiram bastante. E assim vamos. :)
Ela ama deitar na grama.

Com a inseparável miminha.

novembro 17, 2015

Pérolas

Menininha andando a cavalinho do papai na rua, ambos conversando:

Papai: - Olha Had! Placa.
Hadassa: - Paca!
P - Poste!
H - Osti!
P - Cachorro!
H - A-chô-o.
P - Gato!
H - Miaaaaaau!

:)

novembro 13, 2015

Uma péssima mãe ou: "aqui se faz, aqui se paga".

Sábado à noite um casal amigo nos convidou a ir a uma programação muito boa que haveria no teatro do colégio Adventista. Apesar de saber que a Had não fica quieta por mais do que 5 minutos (nem deveria, ela só tem 20 meses), fomos. Afinal, era uma programação familiar e haveria outras crianças.
 
Ela já entrou no teatro com cara de playground, apesar de estar sendo carregada no colo pois havia bastante gente. Em menos de 5 minutos já tinha explorado toda a circunvizinhança de escadas acarpetadas e poltronas ainda vazias, cumprimentado meia dúzia de estranhos sorridentes e estava pedindo o mamazinho, que dei na hora como sempre faço.
A programação começou, menininha ficou alguns minutos aproveitando o mamá, depois quis descer do colo e explorar mais um pouco, depois caiu de cabeça no carpete (MASQUEABSURDOCADÊESSAMÃE), e finalmente começou a falar alto e cantar, o que mais cedo ou mais tarde iria atrapalhar as outras pessoas. Então o Enos saiu um pouco com ela e ficou assistindo pelo monitor que estava transmitindo na recepção do teatro.
 
Depois de um tempo achei prudente ir relevar o posto e deixar o Enos assistir o restante da programação sentado. Fiquei no saguão do teatro com uma garotinha que coria para todo lado, feliz da vida de ter um espaço tão grande e liso para exercitar suas perninhas curtas.
Encontrou um outro garotinho da idade dela, brincou um pouco... mas já não era suficiente. Agora ela queria ir correr no pátio!
Embora o dia tivesse sido quente, agora tinha esfriado um bocado e ventava um pouco. Tinhamos levado agasalho (porque SEMPRE em Curitiba precisa sair com um agasalho), mas nada muito quente.
Mesmo assim deixei a bichinha sair porque né, pobrezinha, ela precisa correr e brincar. É claro que ela se esbaldou, correu, brincamos de esconder atrás de uma pilastra, ela sentou no chão para brincar com as pedrinhas brancas, jogando-as para o alto e vendo-as cair. Uma delícia.
 
No dia seguinte, como não podia ser de outro modo, a pequena estava tossindo e de nariz escorrendo. Dengooosa, pedindo mamá toda hora, querendo colo. Tsc tsc tsc mãe, qué isso? Deixar a menina brincar no sereno? Que feio.
Como era domingo, passou o dia no meu colo dentro do possível. Aproveitamos para ficar bem grudadinhas e curtindo.
Como é claro que as crianças são muito resilientes, na segunda feira ela já estava boa e apenas uma tosse aparecendo de vez em quando (principalmente durante os ataques de raiva-choro-me-jogo-no-chão que ultimamente têm sido muito frequentes).
 
Mas... como a lei é assim, terça estávamos ambos os pais derrubados com um resfriado monumental, que me fez faltar ao trabalho e tudo.
 
Ainda estou aqui, "enxugando" o nariz, ouvidos entupidos e com uma dor de cabeça que parece que estou dentro de um aquário.
 
Péssima mãe.
 
Aqui se faz, aqui se paga.
 
Mamãe doente e neném animada. E a bagunça da casa ao fundo, porque né, mamãe tá dodoi. Foto ruim de celular, mas o que vale é o momento.