novembro 30, 2016

Viajando de ônibus com crianças pequenas

Olá amigos!
Faz tempo que não apareço. Tenho andado meio sem inspiração para escrever, sem assunto e sem foco, mas de vez em quando surge uma ideia e gosto de vir compartilhar com vocês.

Hoje decidi aproveitar meu conhecimento de causa.
Tenho visto por aí várias mães que irão fazer viagens de ônibus com os bebês ou crianças pequenas e estão ansiosas/apreensivas. Como vai ser? Vai dar tudo certo? O que levar? O que não levar? Dúvidas, dúvidas...

Eu viajo com a Had de ônibus com certa regularidade desde... desde sempre!
Desde bebezinha.
Correção: desde a barriga. Mas essa parte nem conta, já que vai junto para onde a mamãe vai. Hehehe. Nessa fase não dá trabalho nenhum, a não ser na hora de usar o banheiro para os incontáveis xixizinhos de grávida.

Mas então. Depois que nasce, cada fase tem seu encanto, e seus desafios também.
Nosso trajeto é geralmente o mesmo: sair de Curitiba e ir para Florianópolis. Voltar pelo mesmo trajeto. Uma viagem de 5 horas de ônibus, em média. Quando é vêspera ou fim de feriado ou alta temporada (verão e início de outono, que em Floripa ainda costuma ser bastante quente), é de se esperar certo atraso na estrada, assim como também quando aconteceu algum acidente. Já fiquei até 8 horas na estrada neste mesmo trajeto, o que não é nem um pouco divertido. E não tem o que fazer! Um verdadeiro teste de paciência.

Mas então, vamos aos pontos:

* Horário de viajar
Quando é um bebê pequeno, o horário é meio que indiferente, porque as sonecas são muitas. Viajei com a Had com um mês e meio e depois com cinco meses, e foi super tranquilo. É só botar o peito pra fora e voilá, bebê sossegado, mamãe feliz.

(Aliás, até hoje a mais poderosa "arma" para a tranquilidade nas viagens é essa: peito. Resolve fome, sede, sono e até tédio se for o caso. Mas claro, isso é o nosso caso, em que aos quase 2 anos e 9 meses ela "ainda" mama).

Mas enfim, estava falando de horário para viajar.
Depois que passou a fase dos primeiros meses e o bebê já não dorme tanto durante o dia, começa a engatinhar, andar, e tem muita, muita energia, eu comecei a preferir o horário da noite para viajar.
Não tarde de noite, mas o entardecer e a parte do horário de dormir. Assim, ela fica acordada no início, come alguma coisa e depois mama e dorme até chegar.
Poucas vezes ficou acordada até a metade do caminho. Em geral, depois da primeira hora já vai se arrumando para dormir.
Fazendo assim, chegamos ao destino perto das 23 horas ou meia noite, o que dá uma bagunçada no sono porque ela acorda quando chegamos, mas nada muito grave. E assim, a viagem é tranquila.

Mamazinho salva
Das vezes que por um motivo ou outro tivemos que viajar durante o dia, foi um pouco mais complicado. Crianças pequenas não entendem e nem conseguem seguir o conceito de "ficar quieto". É contra sua natureza. Nessas ocasiões, ela queria ir ao chão, engatinhar, andar pelo corredor, etc. e ficava bem chateada de ter que ficar no colo. Diferente do avião em que precisando, dá para esticar as pernas no corredor quando tudo está tranquilo, no ônibus não é nem um pouco recomendado levantar da poltrona. Cada curva ou freada pode causar um tombo!
Mas enfim, não tem como esperar algo diferente de uma criança pequena! Por isso, a solução é mesmo evitar os horários durante o dia.

Também fomos certa vez em uma excursão ao Rio de Janeiro partindo de Curitiba. Viajamos a noite inteira e a manhã do dia seguinte. A Hadassa tinha acabado de completar um ano. A parte da noite dormiu super bem sobre mim, e foi muito tranquilo, mas depois que amanheceu... misericórdia. Foi longa e cansativa essa viagem!
 
 
Oi. Mamãe. Quero ir para o chão. Mamãe. Quero brincar. Mamãe.
 
* Brinquedinhos
Mesmo escolhendo o horário para viajar para aproveitar as horas de sono, é preciso estar prevenida. Mesmo sendo raro, já me aconteceu de ela não dormir nada durante a viagem! Para esses casos, é importante estar munida de brinquedinhos e atividades para manter mãozinhas e olhinhos entretidos.
Uma criança entediada é algo que ninguém quer encarar, especialmente dentro de um ônibus!

Para a fase de bebê, optava por bonecos fofinhos, fantoches, espelhos inquebráveis, etc.
Viajar de dia = criança acesa
Agora que ela está maiorzinha, carrego uma ou duas bonequinhas sem seus sapatinhos ou outros acessórios pequenos que possam se perder, livrinhos para leitura e algum livrinho para pintar também, junto com alguns lápis ou giz de cera.
Sobre este ponto, dou na mão dela só um lápis de cada vez. Mais do que isso, há grandes chances de que os derrube e fiquem rolando pelo chão do ônibus todo. Por isso, jamais dou a caixinha toda!

Gosto muito do material que tem neste link do Dating Divas. É só imprimir e pronto! Para as viagens, escolho algo que envolva pintar e não recortar, por razões óbvias (por exemplo este). Os de recortar ficam para fazer em casa. Vejam lá, tem ideias ótimas.

Sou terminantemente contra os kitzinhos de "desculpas pelo barulho" que muitas mães levam para dar aos outros passageiros que estão perto. Afinal, cada um tem seu nível de incomodação. Uma senhora ou um adolescente, por exemplo, podem ser igualmente irritantes com barulhos, sacolas, pancadas com sacolas indo e vindo, sem mencionar pessoas que falam ao celular dentro do espaço confinado do ônibus (aconteceu nesta última viagem, inclusive). Mas... por que motivo esse tipo de incomodação é socialmente aceito, mas o choro/movimento de um bebê que se sente desconfortável causa tantos olhares tortos? Acaso não fomos todos bebês/crianças um dia?

Mas enfim, mesmo sendo contra os kits, acredito na boa convivência por parte de todos, e de cada um fazer o seu melhor. Então, quando escolho os brinquedos para levar na viagem, escolho os que não sejam barulhentos e os que não tenham muitas peças que possam se desmontar e rolar por baixo dos bancos. Nada de instrumentos musicais, brinquedos de pilha e pecinhas soltas!
É interessante mostrar os brinquedos aos poucos, um primeiro, esperar brincar e dar outro só quando cansar. Se não, brinca com tudo de uma vez, cansa e logo está entediado.

* Lanchinhos
Estômago de crianças, sabemos, é pequeno. Então, sentir fome durante a viagem é algo bem normal. Para o sucesso da viagem, não queremos que a criança esteja com fome e consequentemente fique irritada. Lanchinhos são fundamentais, e nessa hora pecar pelo excesso é bem melhor do que pela falta, até porque, como já mencionei, é preciso levar em consideração os atrasos na estrada.
Como estamos em um ônibus, não existe a opção de parar em qualquer lugar e comprar algo.
Minha "despensa viajante" inclui em geral:
  • Biscoito "de sal", mas não muito salgado ou temperado, pois vai dar mais sede e consequentemente mais vontade de fazer xixi.
  • Biscoito doce "mas não muito", para evitar a agitação de um pico de açúcar, o que seria difícil de lidar no espaço confinado.
  • Algumas frutas fáceis de comer, como banana e maçã. Ou mesmo até um potinho com fruta cortadinha em pedaços pequeninos.
  • Uma garrafinha de água. Já levei um suquinho e ela adora, mas outra vez pela questão do açúcar, prefiro levar água mesmo.
  • Um agradinho: gosto de comprar uma bananinha passa coberta com chocolate que a Had adora, e não contém açúcar. Mas deixo reservada para um caso especial em que tenha que usar comida para distrai-la.
Bebê com sede não dá não!
No Brasil, os ônibus executivos em geral tem copinhos de água, mas pelo sim pelo não, prefiro sempre levar minha própria garrafinha. Não dá para confiar que vai ter e acabar ficando com sede se não tiver! Uma vez confiei que iria ter água porque comprei no executivo, mas na última hora tiveram que colocar um ônibus extra que não era executivo e passei a viagem toda com sede.
 
Um biscoito que a Had gosta muito é o de polvilho e às vezes levo, mesmo sabendo que faz barulho para comer e faz uma migalhada braba (pelo menos não é fedido). Salgadinhos não consumimos, e mesmo que gostássemos, não seria algo que escolheria porque além de espalhar o cheiro pelo ônibus todo, dá muita sede, o que se traduz em muitas idas ao banheiro.
Evito usar banheiro de ônibus a todo custo. Detesto!

Ah, importante! Assim como com os brinquedos, é bom não mostrar tudo que tem de uma vez, para deixar uma certa expectativa ao longo da viagem. Se não, o risco é de a criança querer provar um pouco de cada coisa e deixar tudo de lado logo.

* Roupas
Não importa que lá fora esteja fazendo 50 graus à sombra: grandes chances há de que o ar condicionado do ônibus esteja na faixa de 20 graus ou menos. Eu sempre levo na bolsa um casaco a mais para mim e para ela, meias (se estiver viajando de calçado sem meia) e de preferência um cobertorzinho leve, desses que ocupam pouco espaço ao dobrar. Se a viagem for à noite, este cuidado é muito importante porque quando dormimos sentimos mais frio. 
A menos que esteja escaldante lá fora, já embarcamos de calça comprida para evitar o frio nas pernas, que é tão desagradável.

Ter a mão sempre uma mudinha de roupa também é importante, para qualquer eventualidade. Escapes de fralda ou de desfralde, água ou suco derramados na camiseta tentando beber do copinho em movimento, etc, sempre podem ocorrer.
Quando ataca o sono, toda perna é travesseiro!

* Paradas
Nessa rota que nós fazemos, as paradas são geralmente só para embarque/desembarque. E também, em geral ela está dormindo. Mas quando está acordada nas paradas, sempre desço com ela para andar um pouco. Esticar as pernas, dar uma quebrada na viagem, é sempre válido. Se a viagem longa é chata para um adulto, quanto mais para uma criança pequena!


* Plano certo de chegada: carona, taxi, uber, etc.
Esta dica vale para toda viagem, mesmo desacompanhada e principalmente quando é um destino que não conhecemos, mas é fundamental quando estamos com bebês e crianças pequenas: saber o plano de chegada.
"Ah, quando chegar eu vejo". Não. Principalmente se chegar à noite, com criança dormindo.
Saiba de antemão quem vai buscar vocês e perto de onde estará esperando, caso a rodoviária seja muito grande. Marque um ponto de referência.
Se for pegar um taxi, verifique (na internet geralmente tem essa informação) onde fica o ponto dos taxis, a que distância do desembarque. Por precaução, procure de antemão um contato de radiotaxi da cidade.
Parece besteira, mas principalmente em terminais grandes e cheios, em épocas de férias, carregando criança, malas, etc., é importante andar o menos perdido possível. Aqui em Curitiba, já chegamos de viagem no retorno do feriadão e além da muvuca de pessoas chegando na rodoviária, a fila para pegar um taxi estava enorme! Mais de 20 minutos segurando mala, criança sonolenta, etc.
A chegada é sempre a melhor parte

* Documentos
Sempre leve eles a mão, pois é necessário apresentá-los no embarque, e quando estamos carregados de malas + crianças fica difícil de procurar qualquer coisa na bolsa. Deixe em algum bolsinho bem a mão a passagem e os documentos correspondentes.
Para viajar com crianças dentro do Brasil, é necessário apresentar a certidão de nascimento da criança, ou RG. Como eu viajo frequentemente, optei por tirar o RG da Had quando ela fez 1 aninho. Assim, não preciso carregar a certidão de nascimento, que é um documento frágil e amassável. A identidade é muito mais prática, cabe no bolso, não precisa dobrar e vai junto com a minha, então fica bem mais fácil.
 
Para viajar com crianças para fora do Brasil:
 
No Mercosul: acompanhadas de ambos pais, basta o RG de cada um. Cuidado: precisa estar em perfeito estado e ter menos de 10 anos de expedição. Isso vale para todos, não só para a criança.
O passaporte também serve, mas não é necessário. Só se você fizer questão de ganhar o carimbinho de imigração nele. :)
Dentro do Mercosul, mas viajando só com um dos pais, ou com uma terceira pessoa: é preciso preencher um formulário de autorização, assinar e reconhecer em cartório. Veja neste link.
 
Para viajar para fora do Mercosul: Necessário Passaporte de todos: adultos, crianças e bebês. Do mesmo modo, se estiver acompanhado somente de um dos genitores ou de um terceiro, precisa apresentar o formulário assinado e reconhecido. Se estiverem ambos pais, não precisa.
 
Lembrando que, a validade do passaporte depende da idade da criança: para bebês de até 1 ano, o passaporte só é válido por 1 ano. Para 1 a 2 anos, o passaporte vale 2 anos. E assim vai aumentando até os cinco anos. Depois disso, continua valendo 5 anos até os 18, quando passa a ser válido por 10 anos (veja neste link informações sobre passaportes brasileiros).
 
É isso aí!
Faça um checklist, siga com calma, viaje tranquila que tudo dá certo!
Beijos!

outubro 27, 2016

Você sabe que está precisando viajar quando...

... aleatoriamente abre o google, digita "aeroporto" e fica vagando entre fotos de saguões e pátios cheios de aviões.

setembro 23, 2016

Como cumprir seus objetivos (e não morrer tentando)



Olá a todos! Tudo bem?
 
O título é bem sugestivo, não é mesmo? Só algo para chamar um pouco a atenção.
 
Não sei quanto a vocês, mas eu sou uma pessoa de listas. Lista de mercado, de tarefas a fazer, de coisas que não posso esquecer de pôr na mala para viajar... de lugares que quero visitar e livros que quero ler, de receitas que quero testar, enfim. Tudo vira lista, seja de papel ou no celular.
 
Quando chega aquela época do final do ano então, a lista é obrigatória. Objetivos para o ano novo. Ótimo.
 
E então começamos janeiro super motivados, cheios de energia, com ideias novas, etc e tal.
Passa fevereiro, chega março... abril... e a lista?
Com sorte, ficou esquecida em alguma gaveta. Quem sabe, dentro de uma agenda ou daily planner que -também- esquecemos de abrir e atualizar.
Com sorte, lá para dezembro a encontraremos e iremos percorrendo os pontos que tão animadamente anotamos nos primeiros dias do ano. Viajar mais?... hummm... é, meio que sim. Fazer um curso na minha área, vixe. Esse ficou para trás... Perder 5 kg? Hahaha próxima.
E assim, entra ano e sai ano, a listinha vai ficando cada vez mais triste com a sua falta de utilidade.
 
E assim vai.
 
Bom, talvez com você, pessoa organizada, motivada e cheia de energia não aconteça isso.
Comigo acontece.
Todo. Santo. Ano.
E sei que pelo menos com algumas de vocês também, vai.
(Não me deixa sozinha nessa, pufavô).
 
Este ano, resolvi fazer diferente.
  • Primeiro: Personalizei meu ano. Ao invés de começar no primeiro de janeiro e arrastar para o pobre mês preguiçoso toda a responsabilidade de carregar a motivação do começo, resolvi começar em 16 de junho, meu aniversário.
  • Segundo: Um ano é tempo demais. Não sei vocês, mas eu que sou uma pessoa siricoticada por natureza, mudo de-mais em um ano. Então, ao invés de traçar metas anuais, tracei minhas metas de maneira trimestral. Se as empresas, que são grandes corporações, fazem avaliações trimestrais, por que não eu?
  • Terceiro: Realismo. Escrevi os objetivos de maneira realista para que não me desanimem, mas que ao mesmo tempo representem um desafio, porque né, não pode ser muito facinho.
  • Quarto: Limitei os objetivos a cinco. De preferência que haja variedade: objetivos de crescimento intelectual (cursos, leituras, habilidades a adquirir), objetivos práticos, viagens, objetivos financeiros, novos hábitos de saúde ou condicionamento físico, crescimento espiritual, etc.
  • Quinto: Avaliação. Coloco o alarme do celular para todo dia 16, para dar uma olhada na listinha e avaliar como estou indo. A lista fica num bolsinho que tem no estojo do meu celular, então na verdade a leio com mais frequência, mas o alarme garante que o tempo máximo seja um mês. Quando o trimestre acaba, avalio o que fiz e o que não fiz, vejo onde posso melhorar para fazer melhor no próximo trimestre, faço uma nova lista e descarto a anterior.
E assim, com minhas mini-listas, tem dado mais certo. Tenho menos objetivos de cada vez, posso focar melhor em metas menores, mais realistas e mais próximas. Nem sempre cumpro tudo que está na lista, até porque algumas coisas vão mudando mesmo ao longo de um trimestre e alguns objetivos perdem importância diante de outros. Mas estou achando a experiência muito positiva.
 
E vocês, têm costume de fazer listas? Que método funciona melhor para sua realidade?
Me contem nos comentários!
Grande abraço!

* Créditos da imagem: Ian Schneider (stocksnap.io)

setembro 19, 2016

Bolo-pão de banana e abobrinha

Sábado a Had dormiu um pouquinho na igreja antes do almoço, o que significa que pulou o horario da sonequinha normal, que é depois do almoço. Já que não estava com vontade de dormir, aproveitamoso solzinho para descer no parquinho do prédio e brincar um pouco, e a pequena estava feliz da vida de poder andar de bracinhos e perninhas de fora. Ah, a primavera!

Mas então, como não tinha dormido mais cedo, foi sentir soninho mais tarde. Pediu mamazinho e logo estava capotada. Dormiu das 17 às 20h!
Então, quando achei que iria emendar com o sono da noite e dormir sem banho, sem jantar, sem escovar os dentes e sem sequer pôr fraldinha (estamos usando somente para dormir à noite), ela acordou. Com um humor virado do avesso. Sem querer nada com nada. Dei banho sob protestos, coloquei pijama sob protestos, ofereci comida sob protestos. Aceitou um pouco de arroz branco, que ela ama de paixão, então fui esquentar o arroz e ela veio atrás de mim. Viu o bolo-pão de banana e abobrinha que eu tinha feito enquanto a soneca durava, e obviamente quis provar. Quem é que não gosta de um bolo quentinho, não é mesmo?
Então o super jantar de sábado foi bolo com arroz.
Ainda bem que o bolo era bem nutritivo.
Depois, escovou os dentes, pediu mamazinho de novo e voltou a dormir até o dia seguinte.

Este bolo veio de uma receita gringa que chama ele de bread, mas não é bem um pão, pelo menos não na minha humilde opinião. É mais como um bolo denso, se é que me explico. Para mim, para ser pão tem que no mínimo usar fermento biológico. E ser sovado.
Tive que fazer umas adaptações porque não tinha em casa todos os ingredientes, mas adaptei da melhor forma possível e ficou muito bom.
É fácil de fazer, prático e não suja quase nada.
 
E se você está preocupada, alerta de spoiler: não tem gosto de abobrinha. Nem um pouco!

Gostei tanto que estou pensando em outros sabores... cenoura e maçã, espinafre com alguma outra fruta...

Recém saído do forno.
 Ingredientes:
1 xícara de farinha de arroz.
1/3 xícara de coco em flocos finos (nota: a receita original pedia 1 1/3 xícara de farinha de coco, mas como não tinha fiz esta mistura de farinha de arroz e coco).
2/3 xícara de aveia em flocos.
1 banana.
1 xícara de abobrinha ralada (espremer para escorrer a água)
2 ovos
4 colheres de sopa de óleo (usei girassol que era o que tinha, mas a receita pede óleo de coco. Fica mais saudável).
1/2 xícara de leite vegetal (de coco, aveia, etc. O que você gostar mais. Se fizer com leite vegetal, o bolo fica sem lactose. Se não tiver e não tiver restrição, use leite de vaca mesmo).
6 colheres de sopa de açúcar mascavo (a receita original pedia maple syrup, mas já viu né? Teria substituido por melado, mas também acabou. Rs.)
1 colher de sopa de fermento
1 colher de sopa de canela em pó
1 colher de sopa de baunilha (não tinha, então deixei fora)

Bata tudo no liquidificador.

Por último misture a gosto: sementes de girassol, uva passa, sementes de chia, sementes de linhaça, sementes de abóbora, chips de chocolate ou cacao nibs, castanhas picadinhas, enfim! O que sua imaginação mandar.
Coloque numa forma de bolo inglês (aquelas retangulares) com papel manteiga.

Leve ao forno médio por 45 a 60 minutos. Vá fazendo o teste do palito!
Nham nham! Bolo quentinho.

setembro 12, 2016

Brownies

Estava eu bem tranquila no sábado à tarde fazendo a Hadassa dormir, quando de repente, não mais que de repente, me lembrei dos brownies que minha mãe faz.
Não que outros brownies não sejam bons, mas os da minha mãe, ah. Esses trazem sabor de finais de semana sossegados, de casa perfumada, lembranças afetivas.

Então, sabendo que minha mãe não estava em casa, passei a mão no celular e recorri a minha segunda fonte: minha irmã Carol, tão formiga quanto eu (ou mais), que com certeza teria a receita da iguaria em seus arquivos.
E dito e feito.

Deixei a Had, já dormidinha, no sofá, e fui incursionar na cozinha.
Fiz umas mudanças na receita, pouca coisa, coloquei mãos à massa e logo o aroma de chocolate invadia a casa.
Decidi trocar a farinha de trigo por farinha de arroz, por puro capricho meu, para ver se ficariam bem. E sim, deu certo. Então meus brownies saíram sem glúten.

Então vamos à receitinha:

Brownies sem glúten
1/3 xícara de manteiga
5 colheres de sopa de cacau em pó (fica bem fortinho. Se gostar de chocolate mais suave, diminua a quantidade)
1 xícara de açúcar (eu usei mascavo)
1/4 colher de chá de sal
2 ovos batidos
1 colher de chá de baunilha
3/4 xícara de farinha de arroz (se não tiver e não tiver restrição, faça com farinha de trigo)
1 colher de chá de fermento em pó
1/2 xícara de castanhas do Pará picadas (ou nozes)

Levar ao fogo a manteiga e o cacau, até derreter e misturar bem.
Retire do fogo e misture os demais ingredientes um a um. Coloque em assadeira de uns 25 cm, untada e enfarinhada.
Leve ao forno médio e quando começar a perfumar a casa vá fazendo o teste do palito. Os brownies não devem ficar muito sequinhos! Corte em quadrados.

Dizem por aí que não se deve comer bolo quente, mas se é para morrer eu prefiro morrer comendo bolo (ou brownies) quente, de preferência com uma bola de sorvete por cima. XD


A Had aprovou, até que encontrou a primeira castanha. Dali pra frente foi só "tira a castanha, mãe". O tiro saiu pela culatra.
Gostaram? Quem anima?

setembro 08, 2016

Ela é minha menina

Este fim de semana, comemoramos os 30 meses da Hadassa!


Vivaaaaa!

São os 2 anos e meio mais fofos e mais complicados e mais elásticos e mais se vira nos 30 e mais tudo, tudo mais e mais um pouco que já tenha tido na vida.
Porque ela é intensa, ela é dramática, ela em si é uma montanha russa de emoções a cada dia.
Mas é um carinho só... quando acorda e vem me dar um abraço e um beijo estalado.
(Menos esta semana que estamos passando por uma daquelas fases complicadas em que ela acorda berrando e se debatendo "mamazinhoooooo eu quero mamazinhoooooooo desse não, do outrooooooo". Isso sem sequer abrir os olhos ainda. #dizquevaipassar ).



Balanço dos 30 meses:
- Chegamos aos 91 cm de altura.
- Não pesei ainda, mas calculo que deve ter dado uma aumentadinha e estar pelos 16kg. Mas se for perguntar para meus braços e minhas costas após uma de nossas caminhadas diárias, diriam uns 300 kg.
- Sim, "ainda" mama no peito.
- Não, não pretende largar o peito tão cedo.
- Está em pleno desfralde e indo bem melhor do que eu esperava. Falarei sobre isso no próximo post, caso possa ajudar alguma outra mãe.
- Fala frases longas, mas às vezes se atrapalha com as palavras, as interrompe, e começa de novo. Às vezes precisa de 3 ou 4 tentativas para aquela palavra difícil sair, mas não desiste nem perde o humor por causa disso.
- Por outro lado, vira uma fera se ela falar "dileitinho" a palavra e após repetir umas 2 vezes, eu entender outra coisa. Poxa, mãe, tô falando tão claro e você entendeu tudo errado!
- Se ela começar a cantar uma música e eu me empolgar e começar a cantar junto, em geral ela me sai com um: NÃO CANTA MÃE. /Shame on mom/ #naoroubeminhacena
- A menos que ela não lembre da música, e venha: mãe, canta aquela música do sítio? Aí sim, estou autorizada a cantar. Mais do que isso: estou INTIMADA a cantar.
- Uma de suas paixões é brincar com água. Isso sempre acaba com água derramada no chão, no sofá, nas próprias roupas, etc.
- Em geral gosta de ajudar. Põe a mesa, leva as roupas sujas para o cesto, separa nossos calçados quando vamos sair, etc. Mas tem vezes que peço um favorzinho qualquer, por exemplo que leve a colher para a pia e me sai com um sonoro NÃO.
- Adora passear no mercado.
- Anda passando por uma fase complicada de desobedecer e testar os limites da minha paciência. /calma, Mariana/
Improvisando um vestido com o pano.

- Come bem arroz e feijão, mas as verdurinhas são uma luta. Vivo fazendo malabarismos para que os pratos fiquem um pouco mais apelativos. Às vezes, só às vezes, com sucesso. O único que salva é o tomate cereja, mas no inverno está mais difícil de encontrar.
- Continua amando pão de queijo, uva passa e milho. Ahh, o milho. Quando posso, compro em espiga e ela gosta de morder, mas confesso que muitas vezes acabo apelando mesmo para a latinha, principalmente para pôr em alguma receita ou dar um up na salada. E ela ama aquele milho "fácil". Vê o abridor de lata por perto, já sabe que é para abrir alguma lata, que 90% das vezes é de milho, então já pega um potinho e uma colher e vem chegando: quero milho mãe!
- Mas ama ainda mais sorvete.
- Frutas come bem. Principalmente manga, maçã, banana, carambola, laranja e mixirica. E morango, que é outra paixão.
Amo manga.
- Pede para eu dar a primeira mordida na maçã inteira, e depois dar para ela. Come toda a volta, igual a um coelhinho. :)
- Gosta de mastigar folhinhas de hortelã da nossa plantinha, coisa que eu ensinei (melhor do que qualquer bala). Mas tem que ficar de olho senão ela depena a planta. :P
- Os cabelos ainda parecem de bebê. Como ela foi carequinha o primeiro ano todo, demorou para começar a crescer. Agora tem uma quantidade legal atrás e forma uns cachinhos, mas na frente... nunca precisei aparar a franja!

- É engraçada, tem umas tiradas fantásticas que eu fico me perguntando de onde tirou aquilo.
- Adora fazer uma bagunça na sala! Traz bichinhos de pelúcia, paninhos para cobri-los, tira as almofadas do sofá, traz brinquedos para fazer a comidinha, e depois fica a zona! Juntar que é bom... xiii... dá escândalo.

Improvisar caminhas com almofadas e paninhos na sala é tudo de bom.






- E é claro, quando quer, é um amor!

agosto 15, 2016

Óleo de Calêndula caseiro

Desde que entrei de cabeça no mundo dos cosméticos DIY e comecei a experimentar as misturas, me encantei ao descobrir como é simples e delicioso de fazer meus próprios cosméticos.
E ainda mais: não só é fácil, como também a qualidade é muito superior aos cremes, loções, e demais que compramos por aí (a preço de ouro!), e como podemos escolher exatamente o que vai dentro, podemos ter certeza de estar usando produtos bons, sem conservantes, parabenos, derivados de petróleo, etc.
 
Mas fazia um tempo que, na correria do dia a dia, tinha deixado um pouco de lado esta parte.
 
Agora estou voltando, aos pouquinhos, e mostro algumas das coisinhas que tenho feito. Quem sabe vocês também se animam.
 
Este óleo, ah, este óleo de calêndula. Eu estou apaixonada.
Ele é tipo bombril. Mil e uma utilidades.
 
 
 
Serve para:
 
- Hidratar a pele e os lábios.
- Cicatrizar machucados e cortes.
- Suavizar queimaduras.
- Cotovelos e joelhos ressecados.
- Tirar maquiagem.
- Leave-in para o cabelo (deixa super macio).
- Para diluir óleos essenciais e fazer massagem.
E mais.
Muito mais.
Os usos são infinitos.
 
Como fazer o Óleo de Calêndula:
 
Ele é basicamente feito por infusão, com as flores de calêndula deixadas "de molho" em óleo por certo tempo, com o auxílio de uma fonte de calor.
Para fazer o óleo há dois métodos. Um envolve bastante tempo, mas o esforço é quase zero. O outro dá um pouquinho mais de trabalho, mas fica pronto mais rápido.
 
Você precisará de:
- Azeite (ou outro óleo puro vegetal de sua preferência, como amêndoas ou jojoba. Eu gosto mesmo é do bom e velho azeite).
- Flores de calêndula - Se compram em casas de produtos naturais.
 
Método 1:
É mais demorado, mas se tiver tempo de sobra, é melhor.
Coloque as flores de calêndula em um frasco de vidro, até no máximo 3/4 partes do frasco, para que possam se expandir.
Acrescente o azeite (ou outro óleo. Só veja bem que seja um óleo puro vegetal, sem mistura de petróleos e silicones).
Tampe bem o frasco e coloque em algum lugar que pegue bastante sol: a soleira de uma janela, pátio, etc.
Deixe no sol por no mínimo 2 semanas, mas pode ser mais. Este que eu fiz, por pura preguiça de coar eu acabei deixando por uns 3 meses. Rsrsrs.
Depois de passado o tempo, coe o óleo com todo cuidado, utilizando um pano limpo. Aperte bem para espremer todo o rico óleo das flores. Ele estará com essa linda tonalidade alaranjada. Armazene em um frasco de vidro bem tampado.
Pronto! Simples assim.
 
Método 2:
Se você não tiver tanto tempo assim, ou estiver ansiosa para ver o resultado, há uma maneira mais rápida. Esclareço que eu ainda não testei este método, porque acho o outro melhor e mais simples. Mas fica a critério de cada um!
Coloque o azeite e as flores em uma panelinha e leve a banho maria. Deixe no fogo mais baixo por umas horas (2 ou 3), verificando sempre para que não queime.
Quando o óleo ficar mais escuro e tiver adquirido o aroma das flores, está na hora de desligar e coar.
 
 
Para hidratar a pele do rosto neste inverno seco que temos no Paraná, eu descobri que o óleo é melhor do que hidratante. Separo um pouco em um vidrinho, adiciono umas gotinhas de óleo essencial de lavanda, e pronto! É só passar de noite e de manhã.
A lavanda acalma a pele, descongestiona, e o cheirinho é maravilhoso.
Para machucados, queimaduras (de sol ou de cozinha, por exemplo), e pele ressecada, também utilizo este óleo + lavanda.
 
Para tirar maquiagem, um pouquinho do óleo de calêndula sozinho, com auxílio de um algodão.
 
Para o cabelo: após lavar, passo umas gotinhas do óleo de calêndula sozinho, com uma gotinha de lavanda ou até com uma gotinha de óleo essencial de alecrim, que é ótimo para combater a caspa. Passo desde a raíz até as pontas.
O óleo deixa o cabelo super macio, e ao contrário do que parece, não pesa! Claro, uso bem pouquinho.
 
Para diluir óleos essenciais:
Eu gosto de fazer massagem com óleo + OE de lavanda na Hadassa antes de dormir. A lavanda acalma e promove um soninho tranquilo, a calêndula em si tem propriedades calmantes, e ela adora este carinho.
O óleo de lavanda é o mais seguro para as crianças, mas mesmo assim precisa ser usado com cuidado. Em próximos posts vou falar mais sobre óleos essenciais e o que tenho aprendido.
Para a massagem, coloco uma colherzinha de café de óleo de calêndula na mão e adiciono duas gotinhas de OE de lavanda. Faço massagem em pés, perninhas, braços e barriguinha.
 
Quando está resfriada, para facilitar o soninho tranquilo, utilizo 1 gota de OE de lavanda e 1 gota de OE de eucalipto, mas massageio somente as plantas dos pés. A corrente sanguínea se encarrega de espalhar pelo corpo todo.
 
Recentemente descobri também que o óleo + OE de lavanda é ótimo para as cólicas menstruais. Uso a mesma misturinha que uso para a massagem da Had. Massagear o abdômen, e logo se nota a diferença.
 
Com o óleo também dá para fazer ótimas pomadinhas para a pele, mas isso já vou falar mais adiante com mais detalhes.
 
A cada dia vou descobrindo coisas novas. Surge algo, olho para o vidrinho do óleo e penso: será que serve para isto também? Hoje em dia, este óleo é meu produtinho número 1. E olha que eu tinha certo preconceito, achava que a "culpa" da pele e dos cabelos ficarem sujos era do óleo, e que se usasse nunca mais iria ter a sensação de estar limpa, mas sempre me sentiria grudenta. Hoje não troco meu oleozinho por nada!
 
E vocês? Gostam de óleos? Usam no dia a dia?
Já tentaram fazer os seus?
Me contem!
 
Bjos!

agosto 11, 2016

Inverno das ideias

Ando meio sumida, eu sei. Estou preparando algumas coisas em off, e no mais é a correria do dia a dia.
E some a isso tudo um pouco de falta de inspiração.
Ando lendo mais do que escrevendo, e refletindo mais do que... escrevendo também.
Sobre o futuro, sobre planos, sobre desafios.
Mas não largo nem pretendo largar o blog. Me sinto tão bem aqui!
Daqui a pouco a inspiração volta, a correria diminui, a vida acalma.

Ah sim. Tudo tem seu lado positivo.
Após o piso do apartamento novo, como comentei no post anterior, ter se levantado e a cerâmica começado a quebrar...
E após os pedreiros remarcarem um par de vezes finalmente terem aparecido...
E após levantarem uma nuvem de poeira que se depositou em tudo que é objeto da sala, cozinha e área de serviço ao quebrar o piso de cerâmica todo...
(E sem poder tirar alguns móveis, que são grandes demais. O sofá, por exemplo, não passa para os quartos nem-a-pau).
Finalmente foi colocado o piso novo. Bunito. De porcelanato. Mais bacana que a cerâmica que tinha.
E agora estamos com piso novo e bonito.
Pena que ainda falta acertar o acabamento, que ficou para depois por causa do clima úmido desta última semana, e acho que será feito semana que vem. Tudo a seu tempo.

Ainda estou meio triste porque não tenho conseguido espaço para minhas plantinhas. Algumas, como a hortelã que não precisa de muito sol, e o manjericão que é um lindão fortão e se adapta a tudo, continuam firmes e fortes.
Outras, como a pequena mudinha de nectarina que tanto trabalho me deu germinar, perdi.
E outras tentam alcançar a luz da janela, um pouco estioladas de tanto tentar. Me dá peninha. Mas é que meu apartamento não pega sol direto, a nenhuma hora do dia.

E eu que queria plantar um vasinho de lavandas!
:(

Ai ai...

julho 28, 2016

Sabe quando...

... você está calmamente em casa, uma noite qualquer, e de repente ouve estalos vindos do piso e, ao olhar para baixo, percebe que as lajotas de cerâmica estão simplesmente se levantando como se uma bolha de ar gigante estivesse crescendo debaixo delas?

Não?

Nunca aconteceu com vocês?

Pois aconteceu comigo, no lindo apartamento que aluguei há somente um mês.

Believe it or not.

O pedreiro que avaliou disse se tratar de uma combinação de argamassa de má qualidade, trabalho de assentar o piso mal feito, e umidade e diferença de temperatura ambiente, o que na verdade apenas ajudou a desencadear o problema que já existia com o piso mal assentado.

Amanhã teremos a visita do Sr. Pedreiro que irá -esperemos- resolver o problema, após diversas remarcações da visita.
Ufa!

Volto semana que vem, quando estiver tudo mais calmo.
Assim espero.

julho 19, 2016

Nossos dias

Pequenita, que raramente visita um consultório médico, ontem teve que ir em um.
Faz uma semana que estamos num vai-e-volta de febre, catarro, tosse, coriza, olhos lacrimejando, e nestes últimos dias um rostinho triste e uma pessoinha caidinha, caidinha.
Estava levando com remédios naturais, mas chega uma hora, principalmente quando vê os pequeninos tão caidinhos, que a gente balança nas convicções. Então levei.
Bom. Agora a pequena está em antibiótico. Infecção leve de garganta.
Enfim.

Mas temos dormido bem mal à noite, por causa da tosse.
E outra: acordando aos gritos e demorando para se acalmar, repetindo o episódio de alguns meses atrás.
Estou só o pó da rabiola, a capa da gaita, um caco.
Deu para entender, acho.

Ainda bem que ontem chegou minha mamys + minha irmã (a amada "tia Fê" da Had) para ficar com ela e assim não vou precisar mandá-la à escola esta semana.

E assim caminha a humanidade.
Vamos sobrevivendo, um dia de cada vez, até a tempestade passar.