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Segunda-feira, Março 19, 2012

Feriado produtivo

Olá pessoal!
Estou feliz hoje por ter resolvido tantas coisas hoje, que foi feriado no município em que eu trabalho mas não no que vivo. Fui no posto de saúde e agendei umas consultas que precisava, redondinho. Depois fui encontrar minha irmã no centro, que estava com o Pedro comprando o material escolar. I can't believe que aquele pedacinho de gente, que nasceu e cabia quase que na palma de uma mão, já está indo à escola e com material escolar e tudo, igual a criança grande! (me parte o coração, mas se é a opção dos pais... quem sou eu né? Só a tia. Quando tiver meus próprios filhos hei de fazer como achar melhor, ou pagar a língua, vai saber).

Comprei um condicionador de ouro, digo, bem mais caro do que realmente me dou ao luxo, mas meu cabelo já é normalmente bem arrebentado por causa da tinta, merece um trato!

O que comprei foi este:

Condicionador Vizcaya anti-aging. Vintão, mas já usei hoje e deixou meu cabelo bem macio. Gostei. Valeu a pena, eu acho. Por enquanto. Hahahahhaa.

Aí depois voltamos de ônibus, mas desci no meio do caminho para resolver um assunto no banco. Ia disposta a encerrar a conta porque não gostei do trato que me foi dado e de informações que me foram omitidas, na outra agência. Mas então o gerente de esta agência me atendeu tão bem e me explicou tudo que precisava, deu uma opção de deixar o custo da minha conta mais baixo, pelo que eu preciso e pelo que é mais favorável para mim. No fim, não encerrei a conta (que não era o que queria fazer originalmente, já que é confortável ter a conta e o cartão de crédito, mas não gostei do atendimento e a ocultação de informação sobre tarifas e demais). Atendimento e explicações bem feitas são tudo!

Aí andei outros vinte minutos em passo acelerado até a minha casa, com o qual fiz um bom exercício hoje.

E fiquei o resto do dia em casa, descansando e vendo seriados enquanto resgatei um ponto cruz que estava entulhado há muitas eras, desde antes da Fernanda sequer nascer. E agora vai ser uma mochilinha para ela.

Aliás, ensinei a Fernanda a bordar ponto cruz hoje. E a garota pegou de uma vez, aprendeu, saiu bordando. Pronto. Uma linda!

Um feriado bem produtivo, no fim!

Domingo, Março 18, 2012

Decisões e demais

Passei o domingo inteiro no computador.
Huhauahuahuahua.

Não, mentira, também dei uma geral no meu quarto. E acordei ao meio dia. Então, nem foi o dia todo no computador. :D

Mas é que o tempo voa e o domingo é muito preguiçoso. Daí eu fico o dia todo deitadona com o notebook no colo.

Dei um passo importante: marquei meu visto!
E o vôo para São Paulo também. Ahh, como eu amo isso de marcar vôo, fazer plano, avião, bagagem, portão de embarque, detector de metais, embarcar, decolar, ver o mundão de cima, aterrisar... gosto demais!

Deus está no comando de tudo, e eu peço a Ele que não me deixe fazer nada que não for de Sua vontade.
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Amanhã é feriado municipal em São José, que é a cidade onde eu trabalho, aqui colada a Fpolis. É o aniversário do município, então não vou trabalhar.
Vou aproveitar para resolver várias coisas que tem acumulado porque justamente não tenho tempo durante os dias da semana: banco, posto de saúde, essas coisas tão legais.
E também brincar um pouquinho com o gostoso do meu sobrinho, já que minha irmã vem amanhã com ele.

E assim caminha a humanidade.

Quinta-feira, Março 15, 2012

Aviso aos navegantes

Gente, só para esclarecer. Se a alguém deixei de responder, deixei no ar, dei um perdido e outros etc do gênero, lembrem:
Eu não estou ignorando, nem sou esnobe. Sou só relapsa. 


E se bem por épocas minha memória é ótima, tem vezes que a Dóri é uma enciclopédia perto de mim.

(Acabo de perceber que tinha 4 comentários, o último de outubro, aguardando moderação).

Sendo assim, não deixem de falar comigo por causa dessas coisas, me lembrem mesmo.

Se eu ficar de mal, brava ou injuriada por alguma coisa, believe me, vou ser bem mais direta do que isso, já que meias-palavras não são meu forte.

Aviso dado, voltamos para a programação normal.

Segunda-feira, Março 12, 2012

Ainda sobre dia da mulher...

Dois causos.

Sábado 10 de março. Dois dias depois do celebrado Dia Internacional da Mulher. Meio dia e meia. Eu voltando da igreja de vestido pouquinho acima do joelho. Calor senegalesco e um ventinho que ao invés de refrescar só move o ar quente de um lado para o outro.

No espaço de 8 quadras que caminhei escutei, 3 vezes, de 3 motoqueiros, grosserias do tipo: "deixa levantar!" quando o vento ameaçava levantar meu vestido e revelar mais do que gostaria, e quando eu segurava o danado para não dar showzinho.

Hoje, segunda feira 12 de março. Quatro dias depois do acima citado Dia Internacional da Mulher. Calor Dubaiense e vento nenhum às 7 da matina, quando saio de casa, de saia reta azul marinho pouco acima do joelho. Nada chamativo.

Entre minha casa e o ponto de ônibus (1 quadra e meia), o espaço entre 1 ônibus e o outro (2 quadras), o espaço entre o ônibus e a fábrica (2 quadras), e entre a fábrica e o ponto de ônibus às 6 da tarde quando voltei, a quantidade de olhares atrevidos e elogios duvidosos (que chegaram a me embrulhar o estômago) foi absurda.

Coloquei esses dois exemplos aí só para confirmar minha teoria do post anterior. Teoria não né, mas vá, teoria. Dia Internacional da Mulher é dia de ganhar uma rosa no restaurante ou no supermercado, de escutar músicas de homenagem no rádio, de ver zilhares de banners, fotos e frases de efeito por todos os lados, de escutar parabéns de todos os homens que cruzam no seu caminho. Mas RESPEITO que é bom, que seria o óbvio de se ter tooodos os dias do ano, não existe sequer durante a semana que segue ao dia Internacional da Mulher.

Sem necessidade de mais palavras.
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Trocando de saco pra mala e para um assunto muito mais interessante e agradável, ontem (domingo) fui no shopping encontrar uma pessoa que conhecia há muitos tempos (rsrsrs) mas somente de maneira virtual. E moramos tão perto! Um aplauso para a super Thaisinha! que me encontrou para um papo ótimo e muitas risadas e fez a fofura de me dar um presente cheirosinho que gostei muito! (e que até agora estou com a maior vergonha de não ter pensado nisso. Shame on me!)

Thais, depois eu fui me ligar que não tiramos nenhuma foto! Huhauahauhaua
Isso já é desculpa obrigatória para que venham mais encontrinhos, né?

Bjos!

Quinta-feira, Março 08, 2012

Dia da mulher bla bla bla

Não estou no meu melhor hoje, e estou bem irritada com o tal do dia da mulher.
Não vou nem entrar no assunto ou vai sair um discurso do rei, eu só queria que os idiotas machinhos que distribuem mensagenzinhas alusivas no facebook mas saem pelas ruas, alguém de carro faz uma barbeiragem e eles logo soltam um: "ah, deve ser mulher, quer ver se não é?", que passam por uma mulher bem arrumada na rua e parece que precisam falar alguma coisa, não se contém e soltam o que consideram um "elogio", que na verdade não passa de uma grosseria nojenta, ou que escutam a respeito de uma mulher que foi estuprada e opinam "ah, mas ela estava PEDINDO para ser estuprada", que chegam em casa, se jogam no sofá e não movem uma palha porque eles "trabalharam o dia todo" e a mulher "só cuidou da casa e dos filhos, nem trabalhou", que distribuem piadinhas do tipo "mulher precisa de ter-a-pia. De ter-a-pia cheia de louça para lavar" e coisas do gênero, enfim, queria que todos esses indivíduos engolissem esses recadinhos "carinhosos" de feliz dia da mulher e façam o favor de cultivar RESPEITO no dia a dia, pela mulher deles e por todas as outras também. É isso que as mulheres querem. I mean, é isso que eu e muitas mulheres queremos, mas não vou generalizar né... há mulheres que são mais machistas que muitos homens e não querem nada disso, só recadinhos nas redes sociais e descontinhos nas lojas. :)

Domingo, Março 04, 2012

Pedaços de coração

Hoje falei com o Ursinho (apelido carinhoso do molequinho que eu cuidava nos EUA). É tão bonito poder dizer que meu programa foi muito bom, que passei dois anos com a mesma família e sempre nos demos muito bem, e até hoje temos um relacionamento muito bom! De vez em quando, como hoje, nos falamos no Skype e posso conversar com o molequinho, que está crescendo tão e tão rápido que até assusta! Está tão grandão, esperto, cheio de frases, de razões e argumentos, de músicas e historinhas!

Por outro lado estou bem triste com o desfecho da ópera da au pair que me substituiu. Gente, eu vivi dois anos lá, convivi com eles perfeitamente, claro que nem tudo foram flores, houve desentendimentos ao longo do caminho, mas se eu os contar nos dedos, não preenchem uma mão! Teve sim momentos que engoli sapinhos, coisas que talvez me doesse fazer não porque minha mão iria cair, mas porque sabia que não eram minha obrigação. Fiz várias coisas em nome da convivência, mas eles sempre reconheceram que não era minha obrigação e em troca tive sempre o carinho deles e muita flexibilidade. Eles jamais se negaram a algum horário que precisássemos discutir, a algum dia livre ou algumas horas que eu pedisse (foram bem raros os casos em que pedi, mas eles sempre foram receptivos), eles são justos em horários, em obrigações e em pagamentos.
Certo, eu não tinha carro e nem permissão de usar o deles (que era um só), mas também nunca me dei ao trabalho de discutir esse ponto, porque minha experiência ao volante é mesmo pouca, eu não precisava do carro para trabalhar, e preferia mesmo não ter essa responsabilidade nas minhas costas. Preferia ser uma alma livre, do que ficar tendo que lembrar de hora de voltar, se o carro estava inteirinho, se ia levar uma multa ou ter que pôr gasolina. Muitas au pairs tem problemas quanto a isso, e sempre fiquei feliz de não ter esses problemas, apesar de que em certas ocasiões um carro teria ajudado e muito.

Resumo: eu posso testificar de que eles não são loucos, aliás são bem razoáveis e pé no chão, também não são malvados nem exploradores de au pairs. São justos, pagam direitinho mesmo que seja meia hora extra, em dinheiro ou em descanso.

Então, como que esta garota que veio depois de mim simplesmente decidiu assim, sem mais nem menos, que queria fazer rematch? E pior, depois de uns dias (em que estava todo mundo se ajustando a procurar outra au pair, a fazer os arranjos necessários, etc) simplesmente mostra as malas feitas e notifica que está saindo de casa àquela hora para não voltar mais? E a garota simplesmente some, sem uma palavra à LCC, à APC, a ninguém? SOME no mundo sem ninguém saber se voltou par seu país ou está ilegal por lá, sem ter sido destratada (gente, morei 2 anos lá nas mesmas condições que ela morou, eu SEI que ela não foi destratada), deixando completamente na mão host dad, host mom grávida de 6 meses e host menino amoroso e calmo no meio de adaptação a escola, a penico e a cama de menino grande?
O que mais me dói é saber o quanto que eu mesma me esforcei para desde sempre ensinar espanhol ao menino, e ela (que era colombiana, não tem desculpa) só falava em inglês com ele apesar de todas as recomendações para que estimulasse o espanhol, e agora o menino, se bem entende espanhol direitinho, se recusa a falar. Ah, se eu encontrar aquela vaca de novo, juro que perco toda minha compostura cristã!

Então, meu recadinho para as futuras e atuais au pairs: há famílias boas, há famílias ruins, há au pairs boas que se esforçam, e há au pairs francamente ruins. E por culpa dessas pessoas ruins e de má fé, famílias que são ótimas ficam na defensiva, com não um mas os dois pés atrás na hora de trazer outras au pairs para morar em suas casas. Ganhar a confiança deles é também algo que a au pair precisa fazer, afinal, pessoas como minha ex-host estão horrorizadas de que tiveram uma desconhecida morando com eles e cuidando do menininho deles, e que acabou tendo atitudes que levam a duvidar da sanidade da pessoa. Tenham paciência, mostrem responsabilidade e sejam autênticas.

E meus ex-hosts? Depois de terem ficado na mão, pediram minha assistência para ajudar a entrevistar uma nova au pair, brasileira desta vez, que está chegando daqui a uns dias. Por enquanto, se viram com as duas mães/sogras, alguns dias de dispensa que pediram do trabalho, e uma nanny que não tem quase horário disponível mas que está se desdobrando para ajudar.

E o que minha ex-host me disse hoje quando falei com eles: Que esses dias o marido dela estava dizendo: Hey, lembra quando a Mariana estava aqui e tudo era nice and easy? Que saudades daquele tempo!

Me diz se tem motivo para alguém ter feito uma malvadeza dessas?

Sábado, Março 03, 2012

Oi povo

Eu estou meio cansada de me esconder, então vou abrir o jogo. Até porque, não tenho medo de mau olhado, encosto, energia ruim, galinha preta e o raio que o parta. Se alguém estiver aí escondido querendo me fazer mal (o que eu muito duvido já que não sou assim tão importante, na verdade sou insignificante mesmo e não acredito que minha vida cor-de-rosa provoque a inveja de ninguém. Rsrsrs), meu Deus é maior do que qualquer outra coisa que possa existir, então rio de qualquer tentativa de me prejudicar. Só para constar mesmo e porque gosto dessa coisa de: se mete comigo que eu chamo meu irmão que é grandão e vai te dar uma surra. Rsrsrs.

Bom mas anyway.

Eu fiz programa de Au Pair. Jurava de pé junto que era por um ano só. Depois a família pediu para renovar e eu renovei. Depois o programa ia terminar e eu fiquei com vontade de ficar, mas não quis arriscar e ficar ilegal. Voltei.
Agora vai fazer 4 meses que estou aqui. Pergunta se acostumei? Não. Depois de ter conhecido os Estados Unidos, o Brasil me parece caro, os salários muito baixos, a segurança absurda, as condições de vida ridículas, a oferta de produtos, de serviços, tudo deixa muito a desejar. Claro, a angústia vai afrouxando um pouco com o tempo, mas é justamente isso que não quero deixar acontecer.

Eu estou fazendo planos de voltar para lá, primeiro como turista e depois juntar um dinheiro, pagar um curso e mudar para estudante, e continuar por lá sempre do lado legal. Porque conheço muitas pessoas que estão ou ficaram ilegal por alguns tempos, e não é uma situação nem fácil, nem agradável.

Assim então, tenho colocado esse plano nas mãos de Deus e pedido Sua orientação, porque sei que Deus vai me guiar sempre para o meu bem, sempre que eu escutar o que Ele me orienta.

Por isso nem me preocupei tanto em arranjar um emprego "na minha área", aliás, já me desiludi tanto com "a minha área", que essa tem sido a última das minhas preocupações. Cheguei numa época bem ruinzinha para arrumar emprego, no fim do ano, e demorou 2 meses até aparecer o emprego em que estou hoje, como secretária e tradutora. Estou muito longe de ganhar bem, até porque não sou uma secretária formada e uma secretária trilíngue era para estar ganhando bem mais. Mas preciso estar trabalhando há alguns meses para conseguir um visto e uma certa quantia de dinheiro para poder ir. Não é o melhor emprego do mundo também, mas até que é divertido e gosto do trabalho em si, e se quero voltar para os Estados Unidos ainda este ano, como é de fato o meu plano, não posso me dar ao luxo de ficar trocando de emprego.

Aí então tá, estou atualmente trabalhando, guardando dinheiro, e fazendo planos. E cada vez que tenho algum aborrecimento no trabalho, começo a imaginar meus sonhos e meus castelos no ar, e fico mais feliz e motivada para seguir em frente.

Terça-feira, Fevereiro 28, 2012

Não morri

Please, não me abandonem.
Só não estou inspirada ainda. Estou preparando posts sobre vida de au pair (já que a onda nostálgica continua), mas não deu tempo ainda de passar para o papel (ops, teclado) o que vai na cabeça. Mas vai chegar. I promise.

Estou na mesma, trabalhando, guardando dinheiro do jeito que dá, passeando um pouquinho nos fins de semana (ou vegetando em casa, o que já é bom demais).  Nada de novo no front.

Domingo, Fevereiro 19, 2012

Feriadinho

Domingo de carnaval, 4 e meia da tarde, eu sozinha em casa descalça, de shorts e regata dobrada mostrando minha barriguinha super sarada. Suada.
Gente, que calor é esse?
Povo de casa foi procurar algum evento carnavalesco na rua para brincar com as crianças.
Eu até comecei (de manhã quando o tempo estava mais fresco) a limpar e organizar meus sapatos, reconstruir as caixas, tirar a poeira, separar o que vai para doação, o que fica e o que nem é meu e está aqui ocupando espaço. Só que, né, depois do almoço não houve energia para continuar. Quem sabe amanhã de manhã.

Amanhã não vou trabalhar! (ouvi um amém?), mas terça feira sim. Meu chefe declarou que precisa de mim na terça porque vem um pessoal do México e eu como secretária sou imprescindível (aham), então não me pude negar. Já estava tão feliz que não iria trabalhar na segunda, que nem me importei com a terça. Ha! Alegria de pobre está nas coisas pequenas. Bem pequenas mesmo.

Estou preparando mais um post sobre au pair life, para quem gostou do anterior. Sai nos próximos dias. Acho que vou fazer uma série por assuntos. Se tiverem algum assunto em especial que queiram que escreva, é só dizer.

E vamos lá, tentar não perecer nestes 32 graus com sensação térmica de 39. Daqui a pouco vou para um cineminha com amigas, porque o shopping com ar condicionado promete ser um alívio.

Quinta-feira, Fevereiro 16, 2012

Memórias de uma Au Pair I – Dinheiro

Uma vez au pair, sempre au pair! Concordo que, mesmo sendo uma fase transitória, é algo que levamos para a vida toda. Somos ex-au pairs forever! (Talvez algumas não... enfim, a experiência pode ter sido péssima e a pessoa querer esquecer esse tempo da sua vida, sei lá).
Sendo que minha experência como au pair foi muito boa e uma onda de nostalgia me invade, decidi escrever alguns posts sobre diferentes assuntos na vida de au pair. Desde já vou dizendo, a experiência de au pair é algo absolutamente pessoal. Umas amaram, outras odiaram, e todos os meios-termos possíveis também se aplicam. Por isso tudo que você vai ler aqui, apesar de ser absolutamente real, é MINHA experiência e não deve ser tomado como padrão.
Hoje vou falar de dinheiro.
Au pair se diverte. Fato. Eu me diverti.
Como au pair, nós não temos responsabilidade de pagar aluguel, luz, água, telefone... nem celular (claro, não pode exagerar!), e isso deixa as pessoas muito mais à vontade para dispor do seu dinheiro. O único gasto que é compromisso é o leão, uma vez por ano. Sim lindas, nos EUA até au pair paga imposto de renda, a temida tax. Mas isso é outro assunto.
Enfim, au pair não tem que manter casa e isso é uma enorme des-preocupação. Receber o pagamento a cada semana também ajuda a se programar, e evita aqueles dias (ou semanas) que se arrastam enquanto você não tem dinheiro, seja porque gastou tudo ou está economizando, e está à espera do próximo pagamento e o bendito dia não chega nunca. Como au pair recebe toda semana (em geral na sexta feira), tem dinheiro todo final de semana (independente do que vá fazer com ele, mesmo que o poupe inteirinho para algum passeio), e depois trabalha durante a semana gastando pouquinho ou nada. Afinal, comida e roupa lavada também estão incluídos nos benefícios, e para algumas garotas também o carro. Não foi meu caso, mas assim também não tive outro temido gasto: infrações de trânsito (e conheço meninas que deixaram pequenas fortunas nesse item. Ui que dor!)
Mas enfim, o ponto é que dá para se programar melhor.
Tenho ouvido por aí pessoas se queixando de que au pair recebe pouco. Pouco? Releia o texto até aqui: casa comida, roupa lavada (por você mesma, lógico. Estamos falando do dinheiro), telefone e internet... calculou o custo disso tudo?
O pagamento é fixado pelo governo americano e é de 195,75 dólares. A maioria das famílias arredonda para 200 dólares, mas conheci algumas que ganhavam 196 ou inclusive os certinhos 195,75. Se você ir para uma destas famílias, invariavelmente vai acabar achando que é escravizada por causa desses 4,25 dólares. Acredite em mim, esses 4,25 podem até não fazer diferença, mas em comparação com outras meninas você vai sentir que fazem sim. Faz parte, mas tente não levar a sério.
Mas então, você tem duzentos dólares por semana na mão, dos quais não precisa tirar nada para se manter. Pense bem: num trabalho regular no Brasil te sobram 200 dólares por semana depois de pagar as contas? Bom, mesmo nos Estados Unidos muitas vezes a pessoa não consegue guardar duzentão por semana para seus gastos pessoais.
Ainda acha que au pair ganha pouco? Espero que não.

Tem semanas em que a au pair declara “estou pobre”. Com certeza acabou de comprar o eletrônico longamente desejado, fechou as passagens da sua semana de férias, ou está economizando para um destes dois itens. É quase 100%, com algumas exceções. Au pair viaja, e viaja bastante. Tem só 1 ano, no máximo 2, e quer conhecer tudo. Mas também, economiza por 2 meses e vai passar 1 semana em Miami ou na Califórnia, faz cruzeiro; economiza 3 meses e vai para a Europa. E volta zerada, “pobre”, mas sem contas a pagar, até porque au pair não tem crédito na praça e vive pagando à vista, o que no fim facilita bastante.
Mas o quê a au pair faz durante esse tempo em que se declara pobre? Regra número 1: evita malls, shopping centers e outlets. Deixa isso para outras semanas em que estiver mais “polpuda”. Ou então, separa um pequeno budget, não leva o resto, e vai ser feliz. Porque não há, não existe nos EUA, um dia em que você vai no mall e volta dizendo ‘não gostei de nada’. Simplesmente NÃO EXISTE. As coisas são baratas, são boas, e são lindas.
Regra número 2: Se junta com outras au pairs que também estão em regime de pindaíba temporária (90% delas). Vão comer em lugares bem baratinhos (Dunkin, Mc, pizza places) ou compram sushi de 5 dólares no supermercado e comem dentro do carro, ou na casa de alguma delas cuja família não se importe com visitas (não são todas as famílias que são assim hein?), pegam filmes de graça nas bibliotecas ou vão sentar num parque, fazem um brigadeiro ou um brownie, novamente na casa de alguma família mais acessível ou que tenha viajado (por isso que au pairs engordam, quase todo programa envolve comida), etc.
Dependendo do lugar onde a au pair está, também há programas de graça ou baratinhos e muito bons. Eu estava na área de NY e lá dava para ir no Met ou no Museum of Natural History pagando 1 dólar. O ingresso é sugerido. A maioria dos lugares que as au pairs moram são arborizados, tem trilhas e lagos. Dá para caminhar. Muitas famílias também tem bicicleta e a emprestam para a au pair. No verão, no subúrbio onde eu morava por exemplo, tinha concertos de graça duas vezes por semana, ao entardecer. Era ótimo! Íamos assistir o concerto e depois passávamos na pizzaria e por $ 4,75 comprávamos 1 fatia de pizza e 1 Snapple e saíamos satisfeitas. Na frente da pizzaria entrávamos na CVS e comprávamos um copinho de Hagen Daaz cada uma, por 1,75.
Enfim, existe vida enquanto se junta dinheiro.
E quando se junta dinheiro, meu bem, dá para viajar. Dá para comprar eletrônicos. Eu comprei meu mac sem absolutamente deixar de viver e fazer compras, com certo controle claro. Isso em 2 meses e meio. Comprei a câmera também, assim, economizando. Viajei. Fiz cursos que não entravam no budget pago pela família. 
Então só me resta declarar, au pair ganha sim, ganha o suficiente e vive bem. E se diverte! Tudo depende de saber se administrar e não sair por aí gastando sem rumo, mas isso se aplica a qualquer momento da vida, né?

* Obs.: teria colocado alguma foto, mas estou no pc do trabalho e me recuso a colocar fotos genéricas. :P